Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Negócios | 25/08/2012 | 19h00

Renault cresce sem novidades

Marca foca em preço e ampliação da rede

CAMILA FRANCO, AB | De São José dos Pinhais (PR)

Apesar de não lançar modelos totalmente novos nos últimos meses e, pelo que tudo indica, não ter nenhuma grande novidade para 2012, a Renault do Brasil tem apresentado um sólido ritmo de crescimento e disputa a quinta posição em vendas com a Ford. O Brasil é hoje o segundo maior mercado da montadora, atrás apenas da França.

Segundo Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da empresa, de janeiro a julho, a Renault cresceu 6,7% no País, enquanto a indústria apresentou tímida expansão de 3%. Atualmente, a marca francesa tem participação em 84% dos segmentos.

Para o presidente da Renault no Brasil, Olivier Murget, esse resultado é justificado pelos três pilares principais da empresa: investimento na rede comercial, ampliação da estrutura local e atualização dos atuais produtos.

Segundo o executivo, a rede comercial cobre 82% de todo território nacional. Hoje são 235 concessionárias espalhadas pelo Brasil e serão 275 em 2013. Em relação ao pós-vendas, já foram inauguradas duas unidades de serviços rápidos e serão 70 até 2016. Até este mesmo ano, 65 concessionárias voltadas aos clientes frotistas, da Rede Pró +, serão abertas.

O complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), conta com mais de 6 mil colaboradores diretos, sendo 560 engenheiros. Fabrica 224 mil carros, 59 mil comerciais leves e 400 mil motores por ano. A fábrica, contudo, está passando por um processo de aceleração: de 47 passará para 60 veículos produzidos por hora.

MERCADO

Murget prevê que o mercado crescerá 5% em relação ao ano passado, não considerando a prorrogação da redução do IPI, e chegará a 3,6 milhões de automóveis e comerciais leves. Para a Renault, ele espera crescimento entre 15% e 20%.

O vice-presidente comercial, Gustavo Schmidt, diz que 40% das vendas do Sandero são de modelos 1.0 e 60% dos 1.6. Já do Logan, 55% são de 1.0 e 45% de 1.6. No caso do hatch, ele afirma que a expectativa é manter a participação de mercado de 3,2%, já que desde a metade do ano passado, com a chegada do novo Sandero Stepway, houve crescimento na ordem de 54% nas vendas. Ele acredita que a participação de mercado do Logan permanecerá em 1,1%.



Tags: Renault, Olivier Murget, Gustavo Schmidt, estratégia, mercado.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência