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Combustíveis | 29/08/2012 | 12h31

Importação de gasolina pode custar R$ 58 bilhões

Estimativa abrange 2015 e 2020, caso não haja aumento da oferta, diz Ministério de Minas e Energia

REDAÇÃO AB

A importação brasileira de gasolina entre 2015 e 2020 pode custar R$ 58 bilhões, caso não haja aumento na oferta do combustível, disse nesta quarta-feira, 29, à Reuters, o secretário de petróleo, gás e biocombustível do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins. Segundo ele, nenhuma refinaria de gasolina está sendo construída ou planejada para os próximos anos e as únicas opções até o fim da década seriam aumentar a importação do combustível ou incentivar a produção de etanol.

“Ou importamos ou podemos construir 67 usinas de etanol a um custo aproximado de R$ 67 bilhões, usinas de médio porte, de 3,5 milhões de toneladas (de cana processada anualmente) cada uma para atender à demanda. Precisamos tomar a decisão de qual caminho seguir”, disse ele, durante evento sobre etanol no Rio de Janeiro.

O consumo mensal de gasolina em 2020 deve ser de 1 bilhão de litros no país, projetou o secretário.

CRÉDITO PARA USINAS

Martins informou que, da linha de R$ 4 bilhões oferecida pelo BNDES para financiar investimentos de ampliação de usinas e canaviais, apenas R$ 1,3 bilhão foi solicitado.

Segundo o secretário, 35% do mercado estão endividados demais para assumir novos empréstimos, enquanto outras empresas não têm acesso ao crédito por serem controladas por capital estrangeiro.



Tags: Gasolina, etanol, combustível, refinarias, biocombustível, Ministério de Minas e Energia, Petrobras.

Comentários

  • Emerson

    O secretário de petróleo do MME insinua que o crédito para produtores de etanol é abundante e facilmente disponível. A verdade é que empresas de capital nacional endividadas não conseguem atender às exigências para acesso a esse capital, por isso ele não é utilizado. Nas de capital estrangeiro, não há necessidade de crédito incentivado pelo governo, pois elas tem acesso a recursos em condições muito mais interessantes do que as oferecidas pelo governo. A real necessidade, que o governo parece incapaz de absorver e fazer algo a respeito, é a de definir que papel o governo deseja que o etanol tenha na matriz de combustíveis do Brasil. Em vez disso, o governo promove um samba do crioulo doido, interferindo no mercado, achatando o preço da gasolina artificialmente e impedindo que as empresas possam planejar para o futuro. O governo tem que parar de causar distorções e de tentar colocar a culpa nos produtores. Politicagem barata da pior espécie é o que estamos vendo.

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