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Governo também beneficia caminhões com financiamento

Legislação | 29/08/2012 | 21h21

Governo também beneficia caminhões com financiamento

Taxa de juros passam de 5,5% para 2,5% ao ano no PSI e no Procaminhoneiro

SUELI REIS, AB

O governo ouviu os apelos das montadoras de caminhões: uma das medidas mais expressivas dentro do pacote anunciado nesta quarta-feira, 29, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que inclui a prorrogação do IPI menor para automóveis (leia aqui), está a redução da taxa de juros de linhas do BNDES para o financiamento para caminhões por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que já estava em seu menor nível. A taxa passa dos atuais 5,5% ao ano para 2,5% ao ano a partir do sábado, 1º de setembro, e vale até 31 de dezembro deste ano. O prazo total para o financiamento foi mantido em 120 meses com um ano de carência.

A taxa de juros também caiu na mesma proporção para o Procaminhoneiro, programa que contempla empresas de pequeno porte ou autônomos. Já para ônibus, incluindo híbridos, o governo manteve a taxa de juros em 5,5%, mas esticou sua vigência de 31 de agosto para 31 de dezembro.

A princípio, as medidas anunciadas devem causar efeito não muito positivo para o mercado de caminhões, pelo menos neste mês. A exemplo do que aconteceu no fim de maio, os contratos deverão ser reprocessados para que sejam incluídos nas novas taxas, o que demanda tempo até o faturamento efetivo dos veículos.

Segundo Mantega, o PSI, criado em 2009, desembolsou até o momento R$ 149 bilhões dos R$ 227 bilhões disponíveis para o Programa (dados de julho 2012).

O pacote de benefícios para caminhões inclui ainda a depreciação acelerada para compras até 31 de dezembro, que possibilita a redução do cálculo do imposto de renda e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). A medida acelera a depreciação aplicando o dobro do porcentual normal da depreciação, hoje em 25%, reduzindo de 48 meses para 12 meses. A medida também é válida para vagões.

Na prática, significa que as compras de caminhões e vagões entre 1º de setembro de 2012 e 31 de dezembro de 2012 terão depreciação já em 2013 e não mais em 48 meses. O ministro informa que o impacto desta medida será de R$ 586,04 milhões em 2013 e que ela será publicada como medida provisória (MP) até sexta-feira, 31.

BENS DE CAPITAL

Dentre as ações, o governo também reduziu de 5,5% para 2,5% ao ano a taxa de financiamento para máquinas e equipamentos adquiridos via Finame BNDES. O prazo de vigência foi prorrogado, de 31 de agosto para 31 de dezembro.

“É a melhor taxa já conferida para o setor de máquinas, que poderão ser adquiridas por todo o sistema produtivo, desde agrícola até indústria”, disse.

O setor também ganhou nova linha de financiamento no valor de R$ 1 bilhão para refinanciar bens de capital usados, que inclui equipamentos, máquinas, tratores, carretas, cavalos mecânicos e até aeronaves. A linha será regida pelo BNDES pela Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP).

O governo calcula que a redução da taxa de juros para o setor de bens de consumo signifique renúncia fiscal de R$ 1,1 bilhão. No total, somando todas os itens, incluindo a prorrogação do IPI para automóveis, a renúncia fiscal somará R$ 1,6 bilhão em 2012 e R$ 3,9 bilhões em 2013, segundo Mantega.



Tags: PSI, caminhões, Procaminhoneiro, Ministério da Fazenda, Guido Mantega, ônibus, bens de capital.

Comentários

  • ANDRE DANTAS VIEIRA

    NÓS TRABALHADORES DA MERCEDES BENZ * SBC * , ESTAMOS CONTANDO COM ESSAS MEDIDAS DO GOVERNO, POIS MUITOS EMPREGOS ESTÃO DEPENDENDO DA RETOMADA DAS VENDAS DE CAMINHÕES !!!

  • Milton Augusto Galvão Zen

    A ações são positivas, entretanto inexistem estudos abertos no sentido de melhoria de preços do combustível S50. Não temos uma política do diesel adequada ao momento com vistas a tornar mais atraente a venda de novos produtos. Cabe lembrar que os postos não se sentem atraídos em providenciar novos tanques e por ser ainda um diesel praticamente sem clientes não tem incentivo para bloquear seus atuais tanques. O giro do atual diesel é muito grande se comparado ao S50. Soma-se a isso, o custo de instalação de um tanque e as necessidades a serem atendidadas quanto a legislação incluso a ambiental. Gira em torno de R$ 70.000,00. São 40.000 postos. Inexistem empresas suficientes para fabricar novos tanques e tampouco instalá-los. Demandará tempo. Portanto a solução apropriada é uma redução de preço do S 50 colocando-o no patamar do diesel atual. Isso incentivará a compra de novos produtos. Agora, a Petrobras conseguirá atender a demanda e disposta a reduzir os seus preços. Quem paga a conta?

  • MÁRCIO CATITE

    Com relação ao IPI para caminhões e ônibus. Como fica a alíquota até o final do ano?

  • Rafael Dallagnol

    Novas Taxas de Finame

  • Valter Donisete da Cruz

    De nada adianta a boa vontade do Governo Federal, cortando impostos e juros! Com a taxa de 5,5% ao ano so bancos, já estavam criando todos os tipos de dificuldades para operar, alegando baixa rentabilidade "principalmente os bancos ligados as montadoras", falo pq tenho ligações com o Banco Mercedes-Benz, e vejo sua conduta. Por outro lado, as famigeradas montadoras, já anunciaram para caminhões majoração em suas tabelas. Resumindo, enquanto existir o câncer da Fiesp e o câncer da Febraban, não existe medidas econômica implantada pelo Governo Federal, que venha ter efeito positivo.

  • joao corrêa

    eu queria saber se teria uma possiilidade , de rever o juro de carro antes do ipi

  • silvio r barros

    É a gente quando lê essas noticias fica bastante animado a adquirir um caminhão novo ou semi -novo, mas é só procurar o banco com o qual trabalha, e falar com o gerente de sua conta para conprovar que isso não tem nada a ver com autonomo ou empresa de pequeno porte, esses programas do governo vale só para quem já e grande no setor que atua , eu mesmo já vi e vejo quese todos os dias cominhôes da maior empresa de logistica e transporte do brasil, com com adesivo que diz o seguinte : adequirido com recusos do BNDS, então senhores conclui que esses incentivos do governo não são para mim ! só para quem já é (GRANDE)....

  • Enildo de Sousa Vieira

    Observo que a Presidente Dilma está fazendo a parte dela em prol do crescimento econômico. Desso modo, está ajudando os camioneiros , a industria de caminhões, a industria de tratores etc. Cabe aqueles que se binificiarem disso fazer a sua parte.

  • Edvaldo Ruiz

    De que adianta o governo baixar os juros do Finame PSI, qual o banco privado vai querer financiar com um spread de 1,0% a 1,5%, o risco é grande para um retorno pequeno, nem nos 5,5% os banco estavam querendo fazer. Vai ficar bom para os bancos de fábrica, eles tem a fábrica que ajuda com subsidios, o que o governo teria que fazer era reduzir os impostos na cadeia produtiva, os caminhões chegaria com preços mais competitivos no mercado, ainda sou a fovor do Finame a 10,0% a.a, os bancos financiavam mais.

  • elisangels

    Boas noticias, são sempre bem vindas, ficamos otimistas com a redução para do juros para o setor de caminhoes, o governo, poderia ter feito isto antes, mas é melhor agora que mais tarde.

  • Manoel Fernando dos Santos

    Boa tarde senhores, achei uma atitude ótima por parte do governo, gostaria que as empresas revejam os seus custos e abaixem um pouco a sua margem de lucros. estou pesquisando para comprar um caminhão para atender as minhas necessidades , já fui até o BB e o gerente me pediu para que eu lhe entregue uma proposta com modelo do caminhão que eu preciso, já estou pesquisando entre a VW e MB., assim que estiver com a proposta enviarei ao meu gerente do BB. Valeu Presidenta Dilma. Abraço. Manoel Fernando dos Santos

  • edivan junior pinafo

    por motivo da alta exportação de milho a falta de caminhões os fretes reagiran e o governo envia essa taxa de juros para incentivar as compras , mas ele esquesse que daqui um pouco as exportação volta ao normal quero ver quem paga esta conta principalmente com a nova lei da jornada de trabalho dos motorista.

  • MANOEL FERNANDO DOS SANTOS

    Bom dia, tenho conta no BB juridica empresa com mais de 10 anos no mercado -ME-, cadastro no BB fui até uma agencia do banco solicitei o financiamento junto ao finame psi juro de 2,5% aa , levei a proposta do caminhão foi anexado nos autos e o gerente encaminhou para analise., gostaria de saber quanto tempo levarei para receber o meu sonhado caminhão.- quantos dias.? Atenciosamente. manoel

  • marcos

    ola tenho um duvida o finame entraria exemplo um eco sport? pra microempresa?

  • luiz

    JA TRABALHO COM COMINHAO A 23 ANOS .SOU TRABALHADOR AUTONOMO E GOSTARIA DE SABER SE HA ALGUMA PREVISAO DE PROROGAR O PLANO PROCAMINHONEIRO PARA O ANO DE 2013.

  • MARCELO CARLOS DE ARAUJO

    eu estou tentando comprar um caminhão financiado mais ta difícil, os sites coloca tudo facil + não é a realidade, eu já tive 3 cavalos com 3 carretas em meu nome e hoje tenho um só, quitado e sem reserva de domínio, uns 2 anos atrás liberou um pro camioneiro para mim mas fiquei com medo na época estava mexendo com desquite, e hoje tenho uma carreta nova para pegar e preciso de um novo cavalo e não estou conseguindo devido aos bancos que não estão mais fazendo o pro camioneiro, e de todos meus financiamentos da época quitei todos antes do prazo mas vi que ser certo com as contas não gera credito, pois tem muitas pessoas endividadas e que consegue porque tem números de equipamentos e uma contabilidade montada sendo que se pegar tudo não quita as dividas, acho tudo tão estranho as pessoas de perfil pagadora e reservado a divida não ter credito quando precisa... não sei o que os diretores .....

  • marcelino kasper

    é muito bom o programa , mas uma duvida se eu nao diver um ano de empresa consigo esse emprestimo,do governo para compra de caminhão.

  • ENIVALDO DOS SANTOS

    ACHEI MUITO LEGAL ESTA NOTICIA ATE PORQUE E MEUS PLANOS ENTRA NESTE PLOGRAMA PROCAMINHONEIRIO

  • carlos igor soares de azevedo

    Apesar do governo continuar com essa prorrogação, que favorece a compra e venda de caminhões ainda continua difícil adquirir um Caminhão para trabalhar como autônomo, por causa da burocracia dos bancos e quando o motorista não consegue comprar o seu próprio veículo, ele acaba tendo que procurar emprego em empresas grandes, que prometem mundos e fundos e não cumprem o prometido de melhor estabilidade financeiro para o motorista carreteiro. Assim muitos motoristas acabam desistindo da profissão por conta das desigualdades dos empresários, donos de empresas.

  • carlos igor soares de azevedo

    ( continuação ) E no final das contas a ultima tentativa do motorista é tentar ter o seu próprio caminhão, e ai vem a parte burocrática ( da parte dos bancos ). Por que o governo libera, mas quando pedimos auxílio ao banco, ele inventam diversos obstáculos e assim dificultam o financiamento, principalmente se estivermos desempregados. Como o cidadão precisando trabalhar, não consegue apoio e acaba desistindo da profissão e partindo para outros setores de emprego, encarecidamente continuamos pedindo maior apoio por parte do Governo, para que o Brasil continue progredindo.

  • Sandro Silva

    Boa noite, Estou querendo compra 3 carretas, gostaria de uma dica, mal é marca que esta com uma boa taxa de juros.

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