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Leves | 31/08/2012 | 21h26

Fiat prepara Fiorino com cara de Novo Uno. Mille deve morrer até o fim de 2013.

Obrigatoriedade de airbags e ABS motivam a mudança

PEDRO KUTNEY, AB

A Fiat prepara para o ano que vem a primeira grande renovação do minifurgão Fiorino em 24 anos. O novo comercial leve da marca, um dos mais vendidos do País, deixará de ser montado sobre a base do Mille, passando a usar a plataforma 327, a mesma do Novo Uno, que deverá emprestar o design dianteiro e de parte do interior ao novo Fiorino, no projeto denominado de XMF. Será o prenúncio da morte do Mille, que em 2014 deve dar lugar a outro carro compacto da marca.

Segundo fornecedores do novo projeto, a principal motivação para a mudança é a legislação de segurança, que obriga a instalação de airbags frontais e freios com ABS em 100% dos carros vendidos no País a partir de 2014. Com isso, a sobrevida do Mille e seus derivados (caso do Fiorino atual) está limitada para o fim de 2013, pois o modelo não foi projetado para usar nenhum dos dois equipamentos de segurança ativa.

O Uno foi lançado na Itália em 1983 e no ano seguinte começou a ser fabricado também no Brasil – o nome Mille só surgiu em 1990, com a motorização 1.0. Desde então já foram produzidas cerca de 3,5 milhões de unidades do modelo, dos quais 3,2 milhões foram vendidos no mercado brasileiro. Na Europa o carro parou de ser produzido em 1995, mas aqui continua até hoje, mesmo após o lançamento do Novo Uno, em 2010.

O minifurgão atual derivado do Mille surgiu em 1988, para substituir o Fiorino montado sobre a plataforma do Fiat 147 (este lançado 1980). Até o fim de 2011, a Fiat havia produzido em Betim (MG) o total de 720,3 mil unidades do Fiorino, mas só 250 mil foram vendidos no mercado brasileiro, a grande maioria foi exportada. O melhor ano do modelo no Brasil foi 2008, com pouco mais de 18 mil emplacamentos, praticamente o mesmo número de 2011. As vendas externas caíram bastante ao longo dos anos, mas ainda representam porcentual expressivo da produção, que atingiu quase 29 mil veículos no ano passado.



Tags: Fiat, Fiorino, Novo Uno, Mille, plataforma 327, renovação, lançamento.

Comentários

  • Daniel Ramos

    No brasil tem cada carro ridiculo, por um preço de um esportivo de luxo na europa, esse pais precisa melhorar!

  • Nabuco Donosor

    A Fiat bem como quase todas outras montadoras produzem carros que já morreram e esqueceram de enterrar e o nosso governo sendo um tanto atrasado, omisso e conivente com essa situação de descalabro, se preocupa apenas e somente com arrecadação de impostos. A nossa mídia "especializada também tem culpa, pois demorou muito para informar sobre a real situação da modernidade dos projetos, modernidade dos motores, requisitos de segurança automotivo e principalmente sobre o abuso dos preços praticados pelos fabricantes multinacionais. Em suma, o nosso atraso tem vários motivos sendo os únicos prejudicados certamente são os consumidores desse país.

  • Jason Rodrigues

    O Uno Mille é um carro bom, popular, gostam dele assim como gostam do fusca; seria bom se colocassem os airbags e ABS nele, pois, além de bom, é o segundo carro mais vendido do Brasil; se vende, é que porque o povo gosta do Mille; se gostam, é porque é bom.

  • Luciano Feitoza

    Ridículo, pararem de fazer um modelo, por não contemplar em seu projeto itens hoje, básicos de segurança... Não somos levados a sério pelo mundo só isso, e a culpa é nossa...

  • fernando cosme

    Prefiro o MIlle ao novo uno os carros mais novos são mais apertados e com pior dirigibilidade

  • Eduardo

    Embora já ultrapassado, ainda é um carro extremamente forte e o mais barato do Brasil. Quando digo mais barato, é em todos segmentos: Manutenção x custo benefício. Adeus Mille, Valeu muito enquanto durou.

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