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Importados | 14/09/2012 | 07h20

Vendas das sócias da Abeiva diminuem 27,5% no ano

Importações das associadas da Anfavea avançaram 12%

GIOVANNA RIATO, AB

As empresas associadas a Abeiva, que reúne os importadores de veículos, registraram queda de 27,5% nas vendas de veículos entre janeiro e agosto deste ano, para 93,6 mil unidades. A retração foi puxada pela elevação de 30 pontos porcentuais no IPI de veículos produzidos fora do Mercosul e do México, que completa um ano no próximo dia 15 de setembro.

A retração ficou ainda mais acentuada em agosto, quando as importações das marcas filiadas a entidade diminuíram 41,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 10,7 mil unidades. "No começo do ano tínhamos estoques, o que segurou a nossa queda. Daqui até o fim do ano, no entanto, as reduções serão maiores", explica Flavio Padovan, presidente da associação. Ele projeta diminuição da ordem de 40% nas venda do ano.

O congelamento da vendas já reflete no volume de empregos do setor. "Já demitimos 10 mil pessoas e, se nada mudar, mais 5 mil vagas serão fechadas", alerta Padovan. Segundo ele, as empresas precisam adequar suas estruturas ao novo ritmo de negócios do segmento, que emprega atualmente cerca de 25 mil pessoal na rede de concessionárias. A redução das vagas acompanha o fechamento de algumas revendas e a redução do quadro de funcionários de outras.

O presidente da entidade lembra também que as 27 empresas associadas administram ainda a elevação do dólar. Na visão dele, o efeito do câmbio já seria capaz de frear o crescimento das vendas de importados, dispensando a necessidade de elevar o IPI para o segmento.

Como solução para a queda livre das vendas, a Abeiva aguarda ainda o anúncio de cotas de importação de veículos. Segundo a entidade, a medida foi prometida como parte do novo regime automotivo. "O governo vem adiando este anúncio desde maio. Aguardamos para o fim deste mês, quando deve ser definida a nova política para o setor", afirma Padovan.

A expectativa é de que seja definido um volume de carros que possa ser importado sem o adicional do IPI, aos moldes do que ficou definido no novo acordo automotivo entre Brasil e México. Dessa forma, as empresas do segmento conseguiriam sustentar a atividade no Brasil e o governo controlaria o avanço dos importados no mercado nacional.

IMPORTAÇÕES DA ANFAVEA

Os sócios da Abeiva responderam por 2,9% das vendas no mercado nacional em agosto. Esse porcentual atingiu pico de 5,6% no mesmo mês de 2011. Enquanto isso, as importações da Anfavea tiveram participação de 16,3%, com 66,2 mil veículos. No acumulado dos oito meses do ano o volume de carros trazido de outros países pelas montadoras avançou 12%, para 444,3 mil unidades.

Padovan aponta que a maior parte dos veículos vem da Argentina e do México. Segundo ele, as fabricantes de veículos instaladas no Brasil já estão perto de esgotar a cota de importação com o México. "A intenção do novo acordo automotivo era limitar os volumes. As cotas deveriam durar até março do próximo ano. As empresas não administraram isso e, ao contrário de reduzir, elevaram as importações de lá em relação ao ano passado", explica o dirigente. Segundo ele, as montadoras já negociam com o governo permissão para trazerem do México mais carros com isenção de imposto de importação.

Assista à entrevista exclusiva com Flavio Padovan, presidente da Abeiva:



Tags: Abeiva, importados, Flavio Padovan, IPI maior.

Comentários

  • Luiz Alberto

    O grande inconveniente acerca destas cotas é que as Conssecionárias continuaram vendendo tais veículos, sabendo, diante mão, que dificilmente seriam entregues. Como é o meu caso que aguardo a entrega de um veículo Nissan March ha mais de 60 dias, sem perspectivas de solução. Sempre é o consumidor que acaba mais penalizado com tais situações.

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