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Lançamentos | 25/09/2012 | 00h01

Marcopolo amplia portfólio com Audace

Carroceria é opção entre Ideale e Viaggio 900 G7

SUELI REIS, AB | De Caxias do Sul (RS)

De olho no mercado de fretamento de curta e média distâncias, a Marcopolo amplia seu portfólio com a nova carroceria Audace para aplicação em ônibus rodoviários. Na gama de produtos da encarroçadora, o modelo se posiciona entre os rodoviários Ideale, de entrada, e o Viaggio 900, topo de linha da família G7.

“Percebemos que faltava em nosso portfólio um modelo que atendesse a carência de um produto intermediário, para frotistas e clientes que querem oferecer mais por menos e o Audace veio para suprir essa fatia do mercado”, conta Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo.

O modelo será oferecido na versão 4x2 com duas opções de chassis: o Mercedes-Benz OF 1721 Euro 5, motor dianteiro, nos comprimentos de 12,7 metros, de 46 ou 49 lugares, 12,1 metros, com 42 ou 45 lugares, e o de 11,5 metros, com 45 lugares. Já a versão com chassi MAN Volkswagen 17230, também Euro 5 e motor dianteiro, virá nas versões de 12,6 metros, com 45 ou 48 lugares, 12,1 metros com 45 lugares ou 11,3 metros, de 41 lugares.

Segundo Corso, há planos de incluir o Audace em carrocerias com motores traseiros, principalmente para o mercado de exportação. “Existe a possibilidade de termos esse produto, com motorização de até 310 cv, mas dependerá da demanda”, explica.

As faixas de preço da carroceria variam de R$ 170 a R$ 180 mil, enquanto o Ideale custa entre R$ 140 e R$ 180 mil e o Viaggio 900 G7, em torno de R$ 180 a R$ 190 mil.

O Audace participará apenas do segmento rodoviário, que em 2011 foi responsável pela venda de 2,8 mil unidades na Marcopolo. Segundo Corso, apesar das projeções de retração neste ano, o mercado tende a crescer até 2016. “Em 2012, não há tempo hábil para elevar as vendas, nossos negócios para o mercado de fretamento devem fechar o ano entre 1,3 mil e 1,5 mil unidades, das quais o Audace deva participar com 300 unidades”, projeta. Ele acrescenta que no primeiro ano de vendas do novo chassi deverá haver um movimento de migração dos clientes do Ideale e da linha G7. “O Audace deve sugar as vendas de pelo menos 500 unidades do Ideale e duzentas do G7”, estimou.

Para o mercado de exportações, o Audace foi pensado para alvos como Chile, Uruguai, México e países da América Central. No primeiro ano de vendas, a empresa prevê embarcar entre 300 e 400 unidades. “Com o Audace, esperamos recuperar fatia que era do Andare 850 nestes mercados.”

DESIGN

Por fora, o Audace chama a atenção pelo desenho dos para-brisas e vidros laterais, que ampliam a visibilidade dos passageiros. O conjunto ótico é de LED, nas luzes de direção e de posição da dianteira e nas lanternas integrais e delimitadores, na traseira. Tem como opcional farol de neblina e porta interna que separa motorista do salão de passageiros. Internamente, o veículo traz como novidade a porta In-Swing, que se desloca para a parte interna do veículo, inédita nos produtos da Marcopolo. A iluminação do salão de passageiros e as luzes de leitura também são de LED, enquanto os bancos têm 1,03 metro de largura.

O modelo foi desenhado pela equipe brasileira de engenharia da Marcopolo, localizada em Caxias do Sul (RS) e será apresentado ao público pela primeira vez durante a FetransRio, feira bienal dedicada ao segmento de ônibus, entre 3 e 5 de outubro, no Rio de Janeiro.



Tags: Marcopolo, Audace, carroceria, ônibus rodoviário, Ideale, Viaggio, FetransRio.

Comentários

  • Anderson

    Só acho que deveria ser pensado não apenas na redução de custos para oferecer a empresa de ônibus um ótimo negócio, mas também no conforto do passageiro, pois sou usuário de um dos novos modelos da Marcopolo e desde quando chegou na empresa (inclusive tinham acabado de tirar os plásticos do banco e com cheiro de novo) já faz muito barulho, os bancos não são nada confortáveis, ando 20 km para voltar e depois de um dia cansativo de trabalho o que gostaría de ter é o prazer de sentar e descansar, mas infelizmente é uma sensação horrível, os bancos quase não reclinam (pensando no espaço, já que o ônibus tem 49 lugares), enfim, gostaria de que a Marcopolo se preocupasse também com o conforto dos usuários nas pequenas e médias distâncias e não pensasse apenas em redução de custos e otimização de espaço para oferecer vantagens somente aos empresários.

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