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Tecnologia | 15/10/2012 | 11h38

Uma TI cada vez mais automotiva

Tecnologia da Informação aponta para mobilidade, segurança e gestão a qualquer hora e lugar

SOLANGE CALVO, PARA AB

A febre da mobilidade contaminou o mundo. No Brasil já temos mais de 250 milhões de linhas móveis ativas, segundo dados divulgados no terceiro trimestre deste ano pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Muitas dessas linhas estão habilitadas em smartphones, capazes de acessar e trocar dados pela web. Números do Ibope revelam que somamos no segundo trimestre de 2012 mais de 83 milhões de pessoas com acesso à internet em solo nacional. É o universo, que virou móvel e conectado.

Nesse rascunho de futuro, figura a dobradinha Tecnologia da Informação (TI) e indústria automotiva. Esta que tem intensificado o investimento em telemática, que combina tecnologias associadas a eletrônica, informática e telecomunicação, aplicadas a sistemas de comunicação e embarcados. Caminha para oferecer integração com dispositivos móveis, despejando neles dados sobre desempenho dos veículos, gerenciamento, acesso a redes sociais, rastreamento...

“Mobilidade, conectividade e interatividade são movimentações fundamentais, inseridas no conceito car-connected”, diz Camilo Rubim, vice-presidente da área de vendas para a divisão automotiva da T-Systems do Brasil e América Latina e também membro do management board no Brasil. “E a T-Systems está alinhada a tudo isso”, afirma.

A importância do setor é tão significativa que a fornecedora de serviços e soluções de TI criou recentemente a divisão automotiva, comandada por Rubim. Ele assumiu o compromisso de dar suporte diferenciado às contas globais como Daimler, Volkswagen, Mercedes-Benz, Bosch, Continental e ainda desenvolver novos negócios nos setores automotivo e de manufatura dos mercados brasileiro e latino-americano.

“Nosso grande diferencial é termos o DNA na indústria automotiva. A T-Systems nasceu da Mercedes-Benz e, mais tarde, fortaleceu o laço com a compra da Gedas, braço de TI do grupo Volkswagen.”

Somente para o atendimento à conta da Mercedes, Rubim diz ter mais de 200 profissionais e para a Volkswagen cerca de 200. "Entre outros objetivos, queremos mostrar com a nova divisão que estamos investindo no setor automobilístico e empenhados no desenvolvimento de soluções inovadoras", diz o executivo, responsável por uma carteira de clientes que abriga cerca de 800 nomes entre concessionárias e autopeças.

“Temos larga experiência e sólido portfólio, estou convicto de que estamos preparados para atender às demandas do setor automotivo, que tende a crescer e possui orçamento total de TI da ordem de R$ 2,8 bilhões, do qual temos um share atual de 10%”, afirma.

Para Rubim, o crescimento do setor no País, em especial impulsionado pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), exigiu participação maior da TI, com soluções que tornem mais fácil a gestão do negócio. A tarefa crítica de interação entre montadoras, concessionárias e fornecedores pode ser simplificada, segundo Rubim, por meio da solução de colaboração da empresa. "Trata-se de um portal, em que todos podem ter visibilidade e gerir toda a cadeia."

Sobre 2013, o executivo diz que cloud computing (computação em nuvem) continua sendo uma forte tendência, sobretudo para organizações globais como são as principais montadoras. “Estaremos alinhados ao conceito Connected-Car”, diz Rubim, que foi o principal responsável pela gestão da conta da Daimler na região da América Latina.

DESENVOLVIMENTO

Na EngBras, empresa genuinamente nacional, a nuvem também ganha as fichas no modelo de vendas da sua mais nova arma para atrair o setor automotivo. É a Fea For Designers (FFD), solução pronta para entrar em cena a partir de novembro deste ano. A proposta é acelerar o desenvolvimento de produtos.

A comercialização será realizada de duas formas. A convencional, com instalação local, e também em cloud computing, na modalidade de software como serviço (SaaS), em que o produto é adquirido sob demanda, portanto mais flexível, escalável e com custo atraente.

Rodrigo Mosmann, diretor da empresa, anima-se com o diferencial da ferramenta para análise de elementos finitos. Ela reúne duas grandes vantagens: interface gráfica, com capacidade de trabalhar dentro de qualquer CAD, e ainda recurso para a criação de scripts de análise.

“Isso agiliza muito o desenvolvimento, o que é significativo para uma indústria de concorrência acirrada que precisa colocar o produto no mercado o mais rapidamente possível”, destaca.

Em um teste realizado com um projeto de nível médio de complexidade, segundo Mosmann, no modelo tradicional o desenvolvimento consumiu dois meses. Com o FFD, esse tempo caiu para menos de uma semana. “É o nosso atrativo para 2013.”

CONSUMIDOR

Para o próximo ano, a Oracle acena com o conceito Customer Experience. De acordo com André Papaleo, vice-presidente da Unidade de Indústria da Oracle para a América Latina da fornecedora de TI, é uma tendência que já está presente no mercado e promete saltos em 2013. “Importante para qualquer setor, cai como uma luva para o atual momento aquecido da área automotiva.”

Papaleo destaca a vantagem da integração da empresa com o processo de desenvolvimento de produtos, posicionamento de marcas e definição de estratégias de negócio. “E tudo isso, por meio de variados canais, principalmente redes sociais. Hoje, o diferencial é ter uma visão de 360 graus e presença integrada com a montadora, seja no Facebook, Twitter etc.”, diz.

Na avaliação de Papaleo, as montadoras e os concessionários precisam estar atentos ao que acontece com suas marcas, visto que o consumidor tem nas mãos dispositivos para comunicação instantânea em redes gigantescas. “Eles podem enaltecer, mas também destruir a imagem de uma empresa. Pesquisas do Banco Mundial apontam que a cada segundo são vendidos 40 aparelhos celulares no mundo dos 60 bilhões de SMS trocados no globo anualmente, 40% são de negócios; e o Brasil é o terceiro maior usuário mundial de Facebook”, argumenta e avisa: “É crítico, mas temos ferramentas para integrar e gerenciar tudo isso. A TI está mesmo em linha com o setor.”



Tags: Mobilidade, tecnologia da informação, TI, telecomunicação.

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