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Negócios | 22/10/2012 | 19h00

BMW investirá € 200 milhões no Brasil

Ian Robertson confirmou construção de fábrica em Araquari (SC)

GIOVANNA RIATO, AB

A BMW enfim confirmou a construção de uma fábrica brasileira, que será erguida em Araquari (SC) com investimento de € 200 milhões (cerca de R$ 530 milhões no câmbio atual). O anúncio for feito por Ian Robertson, membro do conselho administrativo do grupo, responsável por vendas e marketing, em reunião com a presidente Dilma Roussef na segunda-feira, 22. O projeto será formalizado no próximo dia 29 de outubro. A planta terá capacidade inicial de 30 mil carros por ano, com inauguração prevista para 2014.

O executivo estima a geração de mil empregos diretos na unidade. “Acreditamos que a chegada do primeiro fabricante de automóveis de luxo é um marco para o desenvolvimento da indústria automotiva no País”, afirma Robertson. Segundo ele, o projeto prevê a construção de estrutura para diversos processos industriais, como soldagem, pintura e montagem. O primeiro modelo a sair da unidade brasileira será o crossover X1, seguido pelo Série 1 e Série 3.

Ao anunciar o investimento local, Robertson enfatizou o grande potencial do mercado brasileiro para o futuro. “Isso criará condições necessárias para mantermos o equilíbrio de vendas entre a Europa, a Ásia e as Américas e, portanto, para o sucesso de longo prazo da nossa empresa”, explica. Segundo ele, a iniciativa está de acordo com a estratégia da empresa de fazer com que a produção acompanhe o mercado, como já aconteceu nos Estados Unidos, Índia e China. Com a nova unidade, o grupo BMW passará a ter 29 plantas em 14 países.

INCENTIVOS

Paulo Bornhausen, secretário de desenvolvimento sustentável de Santa Catarina, está bastante otimista em relação ao impacto da construção da fábrica no estado. Ele estima que o investimento chegue a R$ 1 bilhão à medida que as etapas de instalação avançarem, ampliando também o número de empregos gerados. Além disso, Bornhausen lembra que a construção de uma montadora de veículos fomenta aportes das fabricantes de autopeças. Até agora 30 empresas já manifestaram interesse em compor o parque de fornecedores da BMW.

Como uma das principais razões para decidir por instalar sua planta brasileira em Santa Catarina, o grupo aponta a boa estrutura logística da região. O terreno onde a unidade será erguida é próximo dos portos de Itapoá e de São Francisco e fica ainda a menos de 100 quilômetros de outros dois, Itajaí e Navegantes. A qualificação da mão de obra do Estado, que tem industria metal-mecânica fortalecida, também pesou na escolha.

A fábrica da BMW se enquadrou em dois programas de incentivo do governo do Estado: Pró-emprego e Prodec. Santa Catarina decidiu ainda criar um regime automotivo para atrair a empresa, o Compete SC, em avaliação na Assembleia Legislativa. Sem especificar valores, Bornhausen garante que os incentivos se pagarão em oito anos.

A unidade se enquadrará ainda nas regras do Inovar-Auto, nova política industrial para o setor com validade de 2013 a 2017. O programa prevê condições diferenciadas para fabricantes de baixos volumes, com menos de 35 mil veículos anuais, como é o caso da BMW. Para que não pagar o adicional de 30 pontos no IPI, as companhias terão de aplicar valor equivalente a R$ 17 mil por unidade prevista de capacidade produtiva em ativos fixos no País. Depois do início da fabricação, não será necessário acompanhar o aumento do índice de conteúdo regional previsto para as empresas de grande volume, que será calculado com base no fator multiplicador sobre as compras nacionais de componentes. Este número será mantido em 1,3 durante toda a vigência do Inovar-Auto, até 2017.



Tags: BMW, investimento, fábrica, Ian Robertson.

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