Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Certificação | 01/11/2012 | 21h28

Mais carros aderem à etiquetagem do Inmetro

Cresce o volume de veículos com consumo classificado com notas de A a E

PEDRO KUTNEY, AB

Cresceu 75% o número de veículos leves de passageiros inscritos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE), realizado pelo Inmetro, que mede a eficiência energética (consumo) e classifica os carros com notas que vão de A a E. Em 2011, oito fabricantes inscreveram 105 modelos e versões em cinco categorias de tamanho do PBE. Este ano, a lista divulgada em outubro passado tem 184 veículos de passeio, de 10 marcas diferentes (duas a mais) em seis categorias.

Além das categorias de tamanho do ano passado (subcompactos, compactos, médios, grandes e fora-de-estrada), na lista deste ano foi incluído o segmento de utilitários esportivos. Todas as marcas que inscreveram seus carros em 2011 voltaram a participar do programa: Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen ganharam este ano a companhia de Citroën e Hyundai.

Como a adesão à etiquetagem é voluntária, alguns preferem continuar fora do ranking da eficiência veicular. Entre estes se destaca a General Motors, terceiro maior fabricante de veículos do País, que nunca inscreveu nenhum de seus modelos no PBE. Também não figuram na lista Nissan e Mitsubishi. Talvez essas empresas mudem de ideia a partir de 2013, quando a inscrição no PBE passa a ser uma das exigências de habilitação do regime automotivo para a obtenção de descontos tributários.

A lista de carros testados fechada em outubro passado já traz alguns dos mais recentes lançamentos do mercado brasileiro em 2012, como o Hyundai HB20, Ford Novo EcoSport, Toyota Etios e os Gol e Voyage reestilizados da Volkswagen.

MELHORES E PIORES

Subcompactos – Na categoria para carros com até 6,5 m2 de área, foram inscritos no PBE 31 modelos e versões de quatro marcas, sendo que 12 tiveram nota A, 4 B, 11 C e 4 D (nenhum ficou com E, a nota mais baixa). Entre os classificados com nota A, o melhor consumo foi o do Renault Clio Authentique e Expression com motor 1.0. Dos que tiveram nota D, o pior desempenho foi o Fiat 500 1.4 Cult. (Acesse no fim desta página o link para a lista completa do Inmetro com categorias, modelos e respectivos consumos)

Compactos – A categoria, com carros de 6,5 a 7 m2 de área, é a que tem maior número de veículos inscritos: 62 modelos e versões de oito marcas. A maioria deles, 23, obteve nota A, 19 B, 12 C, 4 D e 4 E. O melhor desempenho urbano, tanto com gasolina como com etanol, foi o do Toyota Etios hatch 1.3. O modelo foi superado pelo consumo na estrada do Volkswagen Polo BlueMotion 1.6, que pela medição do Inmetro percorreu 15 km com um litro de gasolina e 10,5 com álcool – foi a melhor performance entre todos os 184 veículos de passageiros avaliados este ano. Ironicamente, todas as outras versões do Polo 1.6 (hatch e sedã) tiveram o pior consumo da categoria e ganharam nota E.

Médios – Foram inscritos 34 modelos e versões de seis marcas na categoria para carros de 7 a 8 m2 de área, a segunda maior da lista deste ano. Só sete deles obtiveram nota A. A maioria, 17, ficou com B, 6 com C e 4 com E. A Toyota levou a melhor novamente com o Etios sedã 1.5, que apresentou o melhor consumo na cidade entre os médios com etanol e o melhor na estrada com gasolina. Na estrada com etanol a melhor performance foi do novo Volkswagen Voyage 1.0. O Renault Logan 1.0 foi o que menos consumiu na cidade usando gasolina no tanque. As quatro notas E da categoria foram dadas às quatro versões avaliadas do Kia Soul 1.6.

Grandes – De 29 modelos e versões de seis marcas na categoria com mais de 8 m2 de área, 9 tiveram nota A, 10 B, 4 C, 5 D e 1 E. Com gasolina, o melhor consumo urbano, por razões óbvias, foi o do Ford Fusion Hybrid, que tem a vantagem de usar a propulsão elétrica em baixas velocidades. Mas na estrada ele perdeu para o Toyota Corolla 1.8 GLi e XLi com câmbio manual de seis marchas. Com etanol, o mais eficiente na estrada e na cidade foi o Honda Civic 1.8 com transmissão automática de cinco velocidades. O pior desempenho da categoria foi o do Toyota Camry 3.5, prejudicado na comparação por ter o maior motor.

Utilitários Esportivos – Estreando este ano como nova categoria do PBE, teve 23 modelos e versões inscritos de quatro marcas, sendo que a maioria, 10, ficou com nota C. Só quatro tiveram A, 2 B, 5 D e 2 E. O destaque do segmento foi o Ford Novo EcoSport 1.6, que ganhou as únicas quatro notas A da categoria, registrando os melhores índices de consumo tanto na estrada como na cidade, usando etanol ou gasolina. As piores notas ficaram também para o EcoSport, mas para a versão antiga 2.0, com câmbio automático de quatro velocidades, que esteve no mercado até o meio deste ano e por isso ainda consta na lista do Inmetro de 2012.

Fora-de-Estrada – Entre os veículos 4x4, foram inscritos apenas cinco modelos de quatro marcas. Só um, o Renault Duster Dynamique 4x4 2.0 conseguiu nota A na categoria. Outros dois tiveram nota C e dois foram classificado com E, o Kia Sorento EX2 G17 e LX2 G17 com motor 2.4 e câmbio automático de seis velocidades, que levou desvantagem por ser o mais pesado da categoria.

- Veja aqui a tabela completa do Inmetro.



Tags: Inmetro, PBE, etiquetagem veicular, eficiência energética, Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen, Citroën, Hyundai.

Comentários

  • norberto

    No quadro informado acima não temos como ver as informações, favor reenviar com a possibilidade de ampliação. Atte

  • Pedro Kutney

    Caro Norberto, a foto na matéria é meramente ilustrativa, você pode acessar a tabela completa do Inmetro no link que está no fim do texto.

  • José

    Nossa faz tempo que não são fabricados carros bons no Brasil. Viva o PT.....

  • Ronaldo Gomes Ribas

    Caro Pedro Kutney, Examinando a tabela de etiquetagem do INMETRO com os valores de consumo em km/l fornecida pelos fabricantes de veículos, ainda faltam os modelos da Chevrolet, como os Agile, Cobalt, Montana, Spin, Sonic. Cruze e Onix, que representam volumes significativos de vendas. Além disso alguns fabricantes criaram alguns mdelos específicos, como por exemplo os "Economy", "EcoMotion", "BlueMotion" e " Blue Lion", para atingir valores melhores de consumoe notas "A", mas que não são representativos em volume de vendas. Outra dúvida é como que o programa "Inovar-Auto" pretende reduzir o IPI para modelos que alcancem 17,26 km/l de gasolina em circuito misto (0,55 Cidade + 0,45 Estrada), se nem o melhor veículo em consumo aqui vendido, o Audi A1 1.4 TFSI com transmissão DSG de sete velocidades, Start&Stop, com injeção direta de combustível e turbocompressor atinge este valor...???

  • Pedro Kutney

    A adesão ao programa de etiquetagem veicular do Inmetro é voluntária. Isso quer dizer que as montadoras se inscrevem se quiserem e os carros que quiserem, não há nenhuma obrigação de adesão ao programa. A GM, como também está no texto, nunca se inscreveu, não tem interesse, assim como Mitsubishi e Nissan também não se inscreveram até agora. E as que se inscreveram podem colocar na lista só os carros de seu interesse. Sobre as metas de eficiência energética do Inovar-Auto, são diferentes da etiquetagem. Inscrever os carros na etiquetagem é uma das exigências de habilitação ao Inovar-Auto, a outra é se comprometer a atingir uma meta de redução de consumo. E não será reduzido o IPI dos carros que alcancem essas metas, mas sim da montadora que as alcance na média da frota fabricada e vendida. E como as montadoras vão fazer para atingir as metas? Só há uma solução: investindo em tecnologia.

  • john

    PROCUREI O SELO DE ECONOMIA NOS CARROS DA GM E INFELIZMENTE ???????? DECEPÇÃO TOTAL E COM TUDO ISTO AINDA VENDE OS SEUS AUTOMÓVEIS.

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência