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Comerciais | 12/11/2012 | 15h34

Arla 32 encalha nos postos de gasolina

Fecombustíveis diz que demanda ainda é pequena

GIOVANNA RIATO, AB

A menos de dois meses de completar um ano do início do Proconve P7 (ou Euro 5), legislação de emissões mais apertada para veículos comerciais, o encalhe do Arla 32 preocupa os donos de postos de gasolina. O agente de ureia é usado nos novos modelos com sistema de pós-tratamento gases SCR. No começo do ano, logo após o início da legislação, era o diesel com menor teor de enxofre S50 que não tinha saída nos postos.

Ricardo Hashimoto, diretor da Fecombustíveis, assegura que essa fase já passou. “O combustível deixou de estragar nas bombas. Há modelos Euro 3, além de picapes e utilitários esportivos, sendo abastecidos com o novo diesel”, explica. Segundo ele, o movimento é estimulado por promoções e descontos realizados pelos postos de abastecimento. “Claro que não conseguimos igualar os preços, mas deixamos eles mais próximos sacrificando parte da nossa margem.”

O diretor da entidade garante ter notado melhora significativa na distribuição do combustível. Segundo ele, os problemas ou falta de abastecimento são pontuais. A tendência é que a oferta de combustível mais ecológico aumente gradativamente nos próximos meses.

O desafio agora é estimular as vendas do Arla 32. Como o agente só é utilizado em veículos Euro 5, sem possibilidade de aplicação em modelos mais antigos, as vendas permanecem lentas. “Há grande preocupação acerca da velocidade de giro desse produto, que tem prazo de validade médio de seis a 12 meses”, lembra Hashimoto. Além do número ainda pequeno de veículos Euro 5 na frota nacional, há um fator ainda mais preocupante atrapalhando as vendas do aditivo. Hashimoto afirma que alguns clientes estão produzindo o próprio aditivo fora das especificações com o objetivo de reduzir os custos. Este produto falsificado reduz ainda mais as vendas dos postos de abastecimento.

Outro problema são sistemas instalados pelo dono do caminhão para burlar o OBD, dispositivo que faz diagnósticos da operação do powertrain e alerta sobre a falta de Arla. Dessa forma, o veículos pode rodar sem o agente.



Tags: Arla 32, Euro 5, caminhões, veículos comerciais, Fecombustíveis, Ricardo Hashimoto.

Comentários

  • Gilmar Antonio Tonini

    Estes produtos "falsificados" que estão sendo comercializados por espertalhões, diretamente para consumidores (transportadores) desinformados, tem causado sérios transtornos à concessionários revendedores de veículos, como também às montadoras, pois o catalizador obstrui rapidamente quando a uréia cristaliza. O que de imediato parece ser uma redução de custos para o prorpietário, se torna uma dor de cabeça, ao receber o orçamento referente a manutenção necessária para que o veículo volte a funcionar em sua plena capacidade.

  • Daniel

    Alguns usuários simplesmente enchem o reservatório do ARLA-32 com urina, mas esquecem que a concentração de uréia na solução-padrão ARLA-32 é mais alta. Assim, não ocorre uma redução efetiva dos valores de NOx, e após receber o sinal de sensores de NOx na tubulação de escape a centralina automaticamente corta até 40% da potência do caminhão, como quando o reservatório encontra-se vazio por mais de 48 horas. O sistema emulador que permite rodar sem o ARLA-32 é aparentemente simples, de funcionamento similar aos emuladores usados na conversão de veículos a gasolina para gás natural...

  • Carioca

    Daniel... Me fale por favor como consegui 23 litros de urina. Ressalto que a ARLAGEM que é comercializada por aí nao é homologada e entope o catalizador

  • Mario

    Alguem pode me explicar por que a ureia cristaliza no catalisador?? Tenho um volvo 540, a ureia do arla cristalisou no meu catalisador, o que fazer? O mais importante , gostaria de saber por que da cristalizaçao.

  • wilson buni

    Ibama alerta os proprietários de veículos diesel P7 Brasília (26/03/2013) - O Ibama alerta os proprietários de veículos movidos a óleo diesel fabricados a partir de 2012, que atendem a fase Proconve-P7, de controle de emissões com a tecnologia SCR, que modificações como a instalação de botões, chaves, sensores, software ou qualquer outro dispositivo que vise a enganar o sistema de controle de emissões para a não utilização do ARLA 32 certamente causarão problemas técnicos aos veículos, que, por sua vez, trarão prejuízos financeiros futuros, além de configurarem ilícito ambiental, tanto pra quem vende/executa a instalação quanto para o proprietário do veículo, passível de multa que pode chegar a R$ 50 milhões. Ignorem os anúncios de milagres tecnológicos/financeiros que estão sendo vendidos na Internet e em oficinas mecânicas e sejam cidadãos conscientes. Ascom/Diqua/Ibama

  • Daniel

    Rodar sem o ARLA-32 quando o veículo está equipado com os módulos clandestinos não traz danos ao veículo, mas é ilegal em virtude da não-conformidade com a regulamentação ambiental em vigor.

  • Silvane

    Se faz uma lei, se fabrica um produto. E dai? É triste o tal do Brasileiro, gostaria de saber o que vai acontecer, pois não tem fiscalisação nenhuma para punir o pessoal que burla o sistema scr. Não do meio ano pra a maioria dos donos de frotas de caminhao desligarem o sistema. Ninguem faz nada nesse Brasil a não ser fazer leis.

  • Silvio Mauro

    O problema da "cristalização" da ureia no catalizador pode ser facilmente explicado pela falta de qualidade do ARLA 32 utilizado. A simples diluição da ureia em água não garante a qualidade. É necessário que se utilize ureia específica para esse uso, de grau automobilístico, que no Brasil só e fabricada pela Petrobras. Também a água utilizada tem que possuir alto grau de pureza. A água potável, disponível nas redes urbanas contem uma série de produtos solubilizados (cálcio, ferro, alumínio, etc...), que podem contaminar e/ou entupir o catalizador. Mesmo com o uso da ureia específica (grau automobilístico) a simples dissolução não elimina uma sensível quantidade de contaminantes insolúveis presentes na matéria prima. Portanto apenas o uso de ARLA 32 produzido por firmas idôneas, com acompanhamento químico e registro no INMETRO e IBAMA garante a vida útil do catalizador e a ausência de "cristalizações".

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