Automotive Business
  
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Fluence GT, o primeiro Renault Sport do Brasil

Lançamentos | 21/11/2012 | 13h00

Fluence GT, o primeiro Renault Sport do Brasil

Modelo topo de linha chega por R$ 79.370

PEDRO KUTNEY, AB | De Indaiatuba (SP)

Desembarca esta semana no mercado brasileiro o Fluence GT, o primeiro no País com a grife Renault Sport, divisão responsável por dar tom e desempenho esportivo aos carros de linha da marca francesa. Será também o primeiro Fluence no mundo a ostentar a sigla GT, que na Europa já está estampada em outros modelos como o hatch Clio IV e o também sedã Mégane – é deste último, aliás, que o Fluence GT empresta o motor turbinado 2.0 de 180 cavalos e câmbio manual de seis marchas, ambos importados de Cleon, na França, para montagem no veículo em Córdoba, na Argentina. O trem-de-força foi adaptado para o Mercosul pela equipe de engenharia da Renault no Brasil.

O primeiro modelo turbo vendido pela Renault no Brasil tem preço sugerido de R$ 79.370 e será o topo de gama, custando cerca de R$ 3 mil mais caro do que o Fluence Privilege, que sai por R$ 76 mil, até então o maior valor da lista. “É um carro completo, sem opcionais. O cliente só escolhe uma das três cores: preto, branco ou vermelho”, diz Romain Darmon, gerente de marketing das linhas Duster e Fluence. O Privilege, no entanto, tem transmissão automática e o GT só tem opção manual, tão mais esportiva quanto mais barata.

PACOTE COMPETITIVO

Entre os equipamentos de série, o Fluence GT tem mesmo amplo pacote já presente nas demais versões, com destaque para os dispositivos de segurança ativa, incluindo seis airbags, freios com ABS e EBD e controle eletrônico de estabilidade (ESP). Também vem com chave-cartão que trava ou destrava o carro por aproximação, navegador GPS, sistema de som, ar-condicionado de zona dupla e teto solar elétrico.

“Muitos concorrentes do Fluence não oferecem o mesmo pacote por esses preços, por isso o carro tem bom desempenho de mercado”, afirma Darmon, destacando que o modelo é quinto sedã médio mais vendido do País, em um segmento com mais de 20 competidores. A expectativa é que o GT represente de 4% a 5% das vendas da linha, com cerca de 70 unidades emplacadas por mês – atualmente a média de todas as versões é de 1.250/mês.

A Renault coloca o Fluence GT como o mais barato de sua categoria no País, comparando o modelo com Toyota Altis e Honda EXS, que têm preços acima de R$ 80 mil.

O Fluence GT é montado na planta argentina da Renault. Darmon não soube precisar qual o porcentual de conteúdo local o carro carrega. Embora todo o powertrain seja importado da França, o executivo afirma que o modelo atinge o mínimo de 60% de valor agregado no Mercosul para poder ser vendido sem imposto de importação em todos os países do bloco.

Renault

DNA DAS PISTAS DE CORRIDA

A parte importada extra-Mercosul parece ser mesmo o melhor que o Fluence GT tem a oferecer. Os 180 cavalos embaixo do capô fazem o carro ir de 0 a 100 km/h em 8 segundos e chegar à velocidade máxima de 220 km/h (limitada eletronicamente). O motor 2.0 16V é o mesmo da família F4R, mas com modificações no cabeçote, comando de admissão variável, nas bielas, velas e na bomba de óleo para garantir desempenho esportivo. Esses aperfeiçoamentos, somados ao turbocompressor twin scroll fornecido pela Mitsubishi, acrescentaram quase 40 cavalos ao propulsor que normalmente tem 143 cv. O torque, de 30,6 kgfm, está disponível a partir de 1,2 mil rpm e é o maior da categoria, segundo a Renault.

“Estamos trazendo a experiência das pistas para o primeiro Renault Sport a circular pelas ruas brasileiras”, afirma Darmon. A estratégia da grife é importar os avanços e o prestígio conseguidos pela Renault nas competições de automobilismo – somente na Fórmula 1, a marca fornece motores para quatro equipes (RBR, Williams, Lotus e Caterham) e em 35 anos já conquistou 11 títulos mundiais de construtores, incluindo o deste ano com a RBR, e nove de pilotos (o décimo pode vir neste fim de semana em Interlagos, com Sebastian Vettel).

O Fluence GT tem esse DNA, foi realmente preparado para oferecer mais performance e é o único no momento a fazer jus à nomenclatura Gran Turismo no Brasil, onde a sigla muitas vezes nunca passou de uma faixa pintada nas laterais dos carros. No mercado brasileiro, no entanto, o desempenho deve ser intimidado pelo preço.



Tags: Renault, Renault Sport, Fluence GT, sedã, mercado.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência