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Máquinas | 28/11/2012 | 18h15

Abimaq: “2013 vai ser o ano da virada para o setor”

Entidade espera estímulos do governo federal, como prorrogação da linha PSI-Finame

AGÊNCIA ESTADO

O próximo ano deve ser "o ano da virada" para a indústria de máquinas e equipamentos, que apresentou resultados ruins e demissões ao longo de 2012. O presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, disse na quarta-feira, 28, que 2013 deve ser positivo para o setor, a partir de estímulos do governo federal. "O ano de 2012 será um ano para esquecer. Acho muito difícil repetir isso em 2013", afirmou durante divulgação dos dados do setor.

"A partir de 2013, se não vier nada muito ruim da Europa, começa a ser o ano da virada", disse Aubert, ao comentar que o governo federal está atento para reverter o quadro da indústria de transformação brasileira. O presidente da Abimaq citou, como fatores responsáveis pelo otimismo do setor, a linha de financiamento PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a luta do governo Dilma Rousseff para reduzir os juros e a melhora no nível da taxa de câmbio.

O setor de máquinas e equipamentos já demitiu 9.082 empregados de outubro de 2011 até outubro deste ano. A expectativa é de que ocorram mais demissões em dezembro e janeiro de 2013. "A data base do setor é em novembro. Então, nessa época não há demissões por conta de custos relativos a multas. Mas, em dezembro e janeiro, é possível que os números estejam um pouco piores", explicou Aubert. Em outubro deste ano, o setor tinha 254.506 pessoas empregadas, queda de 0,7% ante setembro.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), de acordo com Aubert, será o menor dos últimos 40 anos. A média anual do Nuci está em 75% neste ano, ante 81,4% em 2011. "Nossas máquinas estão paradas. Paramos de fabricar e não estamos importando", comentou.

Apesar disso, este ano, pela primeira vez desde 2005, o setor deve registrar queda no déficit comercial, na comparação com o ano anterior. Até outubro, o déficit acumulado era de US$ 14,4 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit chegava a US$ 14,7 bilhões. "Essa vai ser a primeira vez desde 2005 que talvez o déficit da nossa balança caia, porém ainda é um número muito alto", disse Aubert.

O presidente da Abimaq mencionou que o câmbio a R$ 2 já provocou impacto positivo para o setor com relação às exportações. No acumulado do ano, as exportações já subiram 29%, com destaque para a expansão a partir de julho. Até outubro, as exportações somaram US$ 10,8 bilhões, avanço de 11,2% sobre o mesmo período de 2011. "Em reais, nossas exportações subiram 29%, só em função do câmbio, que tem efeito direto no setor."

Para o próximo ano, além de insistir no controle do câmbio, que deveria ficar no nível atual ou superior, a Abimaq pedirá ao governo a prorrogação da linha PSI-Finame. "Estamos pedindo para o governo que seja estendido de forma perene. Eu acredito que vamos conseguir", disse Aubert, sobre a prorrogação das atuais condições de financiamento da linha PSI-Finame, que terá suas taxas reajustadas a partir de 31 de dezembro.

"Além disso, acreditamos que chegou no limite os benefícios de redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e linha branca. Por que agora não se isenta de imposto de renda, por exemplo, quem ganha até R$ 3.500? Esse dinheiro iria para a economia toda, e não só para um setor específico", propôs.



Tags: Abimaq, máquinas, equipamentos, Luiz Aubert Neto, PSI-Finame, IPI.

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