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Importadores | 12/12/2012 | 17h32

Kia não vê melhora com o novo regime automotivo

Vendas despencaram e empresa ainda não se inscreveu para o Inovar-Auto

GIOVANNA RIATO, AB

A Kia viu suas vendas despencarem em 2012, com o aumento de 30 pontos no IPI de veículos importados de fora do Mercosul ou do México. A empresa afirma não enxergar no novo regime automotivo, o Inovar-Auto, perspectiva de melhora desse cenário. A marca coreana deve encerrar o ano com redução brusca de 44,2% nos negócios na comparação com 2012, para cerca de 43 mil veículos. O cenário mais positivo para 2013 é de estabilidade.

Diante disso, a empresa ainda não se habilitou para aproveitar os benefícios da nova política industrial, que tem validade de 2013 e 2017. “A minha empresa representa a Kia Motors no Brasil. Antes de me habilitar, preciso do comprometimento da matriz coreana em atingir as metas de eficiência energética do programa. Caso contrário, se eles não cumprirem, eu terei de pagar as multas no Brasil”, explica José Luiz Gandini, presidente do Grupo Gandini e representante da Kia para o País.

Segundo ele, as empresas que não cumprirem as metas terão de devolver todo o desconto no IPI maior recebido durante o regime automotivo com correção monetária, e pagar ainda adicional 150% sobre este valor. O executivo espera o comprometimento do grupo coreano para não correr o risco de arcar com o prejuízo.

“Condições de participar nós temos, já que a companhia tem motores modernos que equipam os carros de suas duas marcas (Kia e Hyundai), como o que está no Hyundai HB20”, explica. Gandini acredita que terá resposta da empresa em janeiro de 2013, quando enfim poderá fazer a inscrição da Kia para o regime automotivo.

O executivo julgou injustas as regras do Inovar-Auto para importadores de alto volume. A política industrial determina que, além de alcançar melhoria de eficiência energética, as empresas dessa categoria devem investir parte da receita líquida em pesquisa e desenvolvimento. Já que não tem centro de tecnologia no País, o montante da marca coreana deve ser aplicado em um fundo de pesquisa nacional.

Em contrapartida a este compromisso, as importadoras habilitadas podem trazer do exterior determinado volume de veículos sem pagar o IPI gordo. Esta cota é calculada com base na média de vendas da empresa entre 2009 e 2011, mas limitada a 4,8 mil unidades anuais. “Não é justo que eu pague o porcentual de investimento em P&D sobre as receitas obtidas com as minhas vendas totais, em torno de 40 mil veículos, mas receba cota para importar (sem a sobretaxação) apenas 4,8 mil carros”, avalia Gandini.

Diante dessas condições, há chances de a Kia decidir por investir em uma fábrica no Brasil para viabilizar seu crescimento no País, a exemplo do que fizeram as chinesas JAC Motors e Chery. Gandini vai analisar esta possibilidade com a matriz em janeiro de 2013. Caso receba autorização, poderá então iniciar os estudos para a construção da unidade.



Tags: Kia, José Luiz Gandini, regime automotivo, Inovar-Auto.

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