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Abeiva espera recuperação de 17% nas vendas em 2013
Padovan, da Abeiva, avalia 2012 como um ano de

Importados | 12/12/2012 | 19h02

Abeiva espera recuperação de 17% nas vendas em 2013

Com impacto negativo do IPI maior, volume ainda será inferior ao de 2011

GIOVANNA RIATO, AB

As vendas dos associados da Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, devem apresentar recuperação de 17% em 2013 sobre este ano, para cerca de 150 mil unidades. A expectativa foi divulgada pela organização na quarta-feira, 12. O avanço acontece depois de “resultados desastrosos em 2012”, segundo Flavio Padovan, presidente da associação.

Com o chamado IPI maior, adicional de 30 pontos na alíquota de veículos importados de fora do Mercosul e do México, as vendas devem fechar este ano em queda de 35,8%, com 128 mil veículos. A entidade explica que a medida do governo de aumentar a tributação para o segmento não teve tanto efeito nos primeiros meses, quando as empresas ainda tinham estoques de carros trazidos do exterior antes do aumento. A queda se intensificou ao longo ano.

Dados da Abeiva apontam que a média mensal de vendas era de 16 mil unidades em 2011, ano em que foram vendidos quase 200 mil carros pelas associadas à entidade. Esse volume caiu para 10 mil veículos/mês em 2012. A expectativa é elevar ligeiramente o número para 12,5 mil unidades/mês no próximo ano.

DESEMPENHO 2012

Entre janeiro e novembro a Abeiva registrou retração de 33,5% nas vendas de suas associadas ante igual período de 2011, para 119,8 mil veículos. Entre as importadoras que lideraram o ranking estão a Kia Motors, que se manteve na primeira colocação com 38,3 mil unidades, seguida pela JAC Motors, com 16,8 mil emplacamentos. Em terceiro lugar aparece a Chery, com 13,7 mil emplacamentos.

No mesmo período, o mercado total passou por expansão de 6,3%, para 3,29 milhões de unidades. A participação das empresas filiadas a associação nas vendas foi de 3,7%. Enquanto isso, as importações das montadoras da Anfavea cresceram mais de 1% e representaram 17,9% do total vendido no País no período.

Padovan destaca que, apesar das medidas adotadas pelo governo para conter o avanço dos carros importados no mercado nacional, as importações do México cresceram. “Estes carros são trazidos pelas companhias que têm produção local. Houve crescimento apesar da definição de cotas”, aponta.

Além do IPI maior, outro fator que impactou negativamente nas vendas do período foi a alta do dólar, que subiu em torno de 11% ao longo de 2012. Além disso, as empresas também notaram dificuldade dos clientes para obter financiamento. Importadoras como a CN Auto, que vendem principalmente comerciais leves, registraram redução das aprovações das fichas de crédito.

A situação resultou em redução da rede de concessionárias das marcas, com corte de 10 mil empregos, entre vagas nas revendas e na área administrativa das empresas. “O número de concessionárias caiu de 882 para 714 lojas. Essa redução só não foi pior porque muitos associados estão segurando suas estruturas na esperança de uma melhora em 2013”, conta Padovan.



Tags: Abeiva, importados, importadores, veículos, IPI maior.

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