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Rely estreia no Brasil
Utilitário Pick-Up é o primeiro modelo da Rely a ser lançado no mercado brasileiro

Lançamentos | 21/01/2013 | 19h19

Rely estreia no Brasil

Divisão de veículos comerciais leves da Chery chega pela importadora Venko

SUELI REIS, AB

A importadora Venko Motors inicia 2013 com novos rumos no mercado brasileiro. Após o fim do contrato de três anos com a divisão de automóveis da Chery Automobile, da China, para trazer seus modelos ao Brasil entre julho de 2009 e julho de 2012, a empresa fechou novo acordo e passou a representar sua marca de veículos comerciais leves, a Rely.

Em um contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco, a Venko, com sede em Salto (SP), será a responsável pela introdução da Rely no País, incluindo desenvolvimento de rede, como fez com a Chery. A nova marca chinesa chega com uma linha composta por cinco modelos: a estreia será com o utilitário Pick-Up, à venda a partir deste mês. Carroceria simples, com motor 1.0 que entrega 64 cavalos de potência, o modelo tem capacidade para 800 quilos e preço sugerido de R$ 29,9 mil.

Em março, a empresa planeja lançar a Rely Van, também com motorização 1.0 e que comporta até sete passageiros, enquanto no mês seguinte deve vir a versão Link Van, com motor 1.3, de 84 cv, também de sete lugares. No segundo semestre estão programados os lançamentos da Pick-Up CD (cabine dupla) e da versão EX, com carroceria estendida de 3 metros. Todos os modelos têm direção assistida e ar-condicionado de série.

Segundo o diretor de operações da Venko Motors, Valdir Romero, os preços desses demais lançamentos ainda não foram definidos. “Estamos trabalhando com alguns valores, mas sempre observando a concorrência. Para a van que lançaremos em março, outras marcas entregam veículos equivalentes por até R$ 35 mil, mas estamos estudando.”

A Rely inicia suas operações no Brasil com 30 concessionárias, número que deve subir para 60 até o fim deste ano, projeta Romero. Gradativamente, a rede crescerá para 100 revendas em 2014 e a expectativa é atingir 120 lojas em 2015. Segundo o executivo, a próxima fase de nomeação de novas concessionárias se dará ainda no primeiro semestre e focará as regiões Sul e Sudeste, passando para as demais regiões na segunda metade do ano.

Ele explica que a nova marca não terá ligação com a Chery do Brasil, nem compartilhará lojas com a marca irmã. “Nós repassamos todas as operações que tínhamos da Chery para a subsidiária da marca no Brasil, que está em nova fase, com a construção de sua fábrica em Jacareí (SP). Agora pertencem à ela a administração, incluindo a da rede de 106 concessionárias, centro de distribuição em Salto e a importação de veículos. A nós, caberá agora somente a Rely”, disse.

Como importador dos modelos Chery, a Venko trouxe ao Brasil pouco mais de 44,5 mil unidades entre 2009 e 2012, com pico de 21,7 mil veículos em 2011. No ano passado, as importações caíram para 14,3 mil unidades, devido ao aumento de até 30 pontos porcentuais do IPI. O volume garantiu o teto da cota de importação permitida pelo Inovar-Auto, de 4,8 mil unidades por ano sem o aumento da alíquota de IPI. Contudo, pela nova legislação, a empresa terá o direito de importar um quarto do total (1,2 mil unidades) até 31 de março deste ano. Só após a entrega de um novo requerimento de habilitação, marcada para fevereiro, e sua aprovação, a empresa terá uma nova habilitação com validade de 12 meses, contada a partir de 1º de abril, quando poderá importar os outros 4,8 mil veículos sem IPI extra até março de 2014.

A Venko Motors foi habilitada ao Inovar-Auto em 31 de dezembro (veja aqui).

PLANOS E POSSIBILIDADES

O diretor da Venko traça como meta alcançar 30% de participação no mercado que batizou de miniutilitários importados, nicho composto basicamente por fabricantes chineses: Hafei, que produz a Towner, Changan (antiga Chana), Jimbei e Shineray. Em 2012, esse mercado teve queda de 40% na comparação com o ano anterior, para 12,3 mil unidades, devido às dificuldades de importação causadas pelo IPI maior.

“O Brasil conhece os veículos miniutilitários desde 1992, os primeiros de origem sul-coreana e japonesa e, a partir de 2007, os chineses. Tivemos a oportunidade de acompanhar o comportamento do mercado e as demandas dos usuários. Por isso, com os produtos Rely, pretendemos nos posicionar no mercado brasileiro com diferenciais muito perceptíveis, como a motorização mais forte, itens de conforto de série e design atualizado. E com a rede e nos serviços de pós-vendas, diferenciar-se com atendimento full service a frotistas e autônomos.”

Para viabilizar as vendas de seus veículos tanto no atacado como no varejo, a Rely firmou um convênio com a Caixa Econômica Federal para oferecer os modelos por meio do Proger, linha de crédito instituída pelo Ministério do Trabalho que utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) dedicado ao micro e pequeno empresário, com taxas entre 0,80% e 0,86% ao mês.

Pelas projeções de vendas, 400 unidades por mês, a cota de 4,8 mil unidades por ano garante o negócio, mas Romero acredita que o volume pode ser maior. “Estamos muito confiantes, ainda não sabemos se o teto da cota será suficiente: se a demanda ficar acima das 4,8 mil unidades, já estudamos a possibilidade de montar parte da linha Rely no Uruguai, onde são fabricados o Face e o Tiggo (da Chery)”, revela.

Outras possibilidades que estão nos planos da Rely são os investimentos em novos projetos, como veículos flex, complementa o Romero. Segundo ele, a empresa já mantém uma equipe de desenvolvimento em contínuo contato com a matriz, grupo que é responsável pelos estudos de viabilidade. Os novos projetos também incluem estudos de como aplicar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, exigidos pelo Inovar-Auto, o que deve ser definido no segundo ano de operações. Para a primeira habilitação, a empresa optou por depósitos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), como manda a lei.



Tags: Rely, Chery, Venko, utilitários, miniutilitários, China, Hafei, Towner, Changan Chana, Jimbei, Shineray.

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