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Importadores | 20/02/2013 | 18h16

Abeiva: quase 70% das associadas já estão habilitadas no Inovar-Auto

Com cotas de importação, Abeiva prevê leve recuperação das vendas

GIOVANNA RIATO, AB

A Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, anunciou na quarta-feira, 20, que 69% de suas associadas já estão habilitadas no Inovar-Auto. Segundo a organização, há uma corrida para obter o documento já que, pelas regras do novo regime automotivo, as empresas podem trazer do exterior certa quantidade de veículos sem o adicional de 30 pontos no IPI. Esse volume é calculado com base na média de importações de cada empresa nos últimos três anos, com teto de 4,8 mil unidades anuais.

Entre as empresas habilitadas como importadoras estão JAC Motors, Porsche, Chrysler, Jaguar Land Rover, Venko (que representa os comerciais leves da Rely), Volvo Cars, Suzuki, Districar (distribuidora dos modelos SsangYoung e Changan), British Cars, Chery e BMW. As empresas que ainda esperam habilitação são Audi, Mazda (que está retornando agora ao País), CN Auto (importadora dos utilitários Hafei e Jimbei), Kia e Via Itália (representante das marcas Ferrari, Maserati, Lamborghini e Rolls Royce).

A Abeiva garante que o atraso é consequência apenas de dificuldades no processo burocrático para obter o documento. “O programa é muito complexo, de difícil entendimento”, avalia Marcel Visconde, vice-presidente da entidade e presidente da Porsche para o Brasil. Além disso, as matrizes de algumas marcas levaram mais tempo para estudar as metas de eficiência energética impostas pelo Inovar-Auto. A organização reconhece também que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem cooperado na resolução dos problemas de algumas marcas para obter a habilitação.

“A definição das cotas foi como um balão de oxigênio para as nossas empresas e deve estancar as perdas”, avalia Visconde. Os importadores independentes encerraram 2012 com expressiva retração de 35% nas vendas ante 2011. Com o novo regime automotivo, a entidade prevê recuperação de 17% este ano, para cerca de 150 mil unidades. Esse número já inclui um volume de veículos que deve extrapolar as cotas de importação e será importado pagando o IPI maior. “Cabe a cada empresa balancear a quantidade a ser importada além das cotas, sem que isso gere impacto forte nos preços”, explica.

Mesmo com o resultado positivo na comparação com o ano passado, as vendas das empresas da Abeiva ainda ficarão 25% abaixo das quase 200 mil unidades registradas em 2011, ano recorde para o segmento. Com isso, a associação calcula redução das estruturas das empresas importadoras. O número de empregos diretos deverá cair de 25 mil para 23 mil. A rede de concessionárias das marcas encerrará 2013 cerca de 6,3% menor, com 690 lojas. Outra diminuição será registrada na arrecadação de impostos, que deve cair 11,1%, para R$ 3,2 bilhões.

DESEMPENHO EM JANEIRO

As vendas dos associados à Abeiva somaram 8,6 mil veículos em janeiro, com retração de 7,2% sobre dezembro e de 24,2% na comparação com o mesmo mês de 2012. No começo do ano passado algumas marcas ainda mantinham estoques de carros importados sem o adicional no IPI, o que segurou o nível de vendas alto naquele mês.

A retração no último mês de janeiro aconteceu em contexto de forte expansão do mercado total, que teve evolução 16,1% na comparação anual, para 311,4 mil unidades. Com isso, os importadores independentes perderam participação e responderam por 2,9% das vendas do mês. Já os veículos importados pelos associados à Anfavea tiveram 18,5% de market share no período, com 54,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados.

Assista à entrevista com Marcel Visconde, vice-presidente da Abeiva e presidente da Porsche:



Tags: Abeiva, Inovar-Auto, importadores, novo regime automotivo, mercado.

Comentários

  • jorge jose de figueiredo

    Estou a 1 ano esperando a baixa dos 30 % de aumento do imposto dos importados para trocar de carro fico sempre atento as noticias do Inovar-auto para assim que tiver uma queda nos preços entao comprar o carro dos meus sonhos. com a reduçao dos preços a economia gira mais e todos ganham inclusive impostos egerando ou mantendo empregos. enquanto nao reflete no preço do veiculo de meu desejo ficarei com o meu veiculo atual....

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