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Indústria | 01/04/2013 | 20h18

Compras: Inovar-Auto traz benefícios

Novo programa aumentará gastos, mas eleva a competitividade, dizem executivos das montadoras

CAMILA FRANCO, AB

O Inovar-Auto mais ajuda do que atrapalha a cadeia de suprimentos do setor automotivo. Essa é a opinião de executivos de compras de três das principais montadoras instaladas no Brasil, Ford, General Motors e Volkswagen, durante o painel que encerrou o IV Fórum da Indústria Automobilística de Automotive Business, realizado segunda-feira, 1º, no WTC, em São Paulo.

-Confira aqui a cobertura completa do IV Fórum da Indústria Automobilística.

Para Cláudio Bello, diretor de compras da GM América do Sul, que deverá gastar R$ 12 bilhões com materiais diretos e mais R$ 400 milhões com materiais indiretos em 2013, o novo regime traz investimentos para a indústria ao passo que exige o desenvolvimento de novas tecnologias locais, contribuindo para aumento da competitividade e facilitando os processos logísticos.

João Pimentel, diretor de compras da Ford América do Sul, pondera, contudo, que esses benefícios só deverão ser sentidos em longo prazo. “A cadeia já está preparada para atender a nova política. Mas vai ser preciso investir em volume com mais máquinas, além de manter o que se gasta hoje para sermos competitivos.”

Querendo ou não, tanto Pimentel quanto Bello e também Edvaldo Picolo, gerente executivo de compras da Volkswagen do Brasil, deverão aumentar os gastos a fim de aumentar o conteúdo local e a tecnologia embarcada em seus produtos. Picolo, que gastou R$ 15,8 bilhões em 2012 e deve aumentar a cifra para R$ 16 bilhões em 2013, assume que o volume de compras tende a crescer. “Não vejo problema nenhum em aumentar nossas compras, desde que aumentemos nossa qualidade e competitividade. Meu concorrente deverá fazer o mesmo para sobreviver. Hoje, o conteúdo local dos veículos Volkswagen já está no patamar de 79%. O Gol, nosso carro mais vendido, tem 87% das peças feitas aqui. O Inovar-Auto ditará como o mercado vai competir nos próximos anos e isso é bom porque conhecemos melhor nosso futuro.”

Pimentel complementa: “É evidente que teremos de comprar mais. Motores com mais tecnologias representam mais custos. Mas, no final, a conta deverá ser equalizada porque as compras vão estar centralizadas aqui.”

Para que o consumidor não sinta o reflexo do aumento dos gastos, Bello, diretor da GM, propõe a redução de massa da carroceria em vez de adotar soluções mais caras para elevar a eficiência energética dos motores, como por exemplo a inclusão de um turbocompressor. “Será preciso criatividade por parte da engenharia”, aponta. Picolo, por sua vez, acredita no ganho de escala como trunfo.

Os executivos garantem que não existem gargalos severos na cadeia produtiva. “Temos tido alguns, pontuais, por desequilíbrio entre demanda e oferta. Ainda faltam cuidados especiais em relação aos tiers 2 e 3, além de deficiências de logística, mas nada preocupante”, assegura Cláudio Bello.

Os executivos apostam em uma indústria automotiva nacional de 6 milhões de veículos na próxima década. “Se fizermos os investimentos que estão se fazendo necessários agora, chegaremos a esse número. Mas se esperarmos pelo o que vai acontecer no fim da década apenas como espectadores, com certeza não estaremos preparados”, conclui Bello.



Tags: Suprimentos, Ford, General Motors, GM, Volkswagen, compras.

Comentários

  • Valdir Miguel de Souza

    Senhores, Seria muito interessante colocar matéria especificando quantas e quais montadoras (marcas) já fazem parte do Inovar-Auto, modelos de carros e os novos preços, fruto dessa adesão. Parabenizo-os pele excelência do site e suas noticias. Att. Valdir Miguel

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