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Automec abre as portas para mercado de R$ 100 bilhões

Autopeças | 16/04/2013 | 18h15

Automec abre as portas para mercado de R$ 100 bilhões

Principal evento do aftermarket espera atrair mais de 70 mil visitantes este ano

GIOVANNA RIATO, AB

A Automec, principal feira do setor de reposição automotiva, abriu as portas na terça-feira, 16. O evento acontece no Anhembi, em São Paulo, até o sábado, 20, e espera atrair público recorde de 70 mil pessoas. A mostra reúne mais de 1,1 mil marcas de autopeças em 72 mil metros quadrados de exposição. O evento é ferramenta para fomentar negócios no aftermarket, estimado em R$ 100 bilhões de reais, considerando a venda e distribuição de autopeças, os negócios nas concessionárias e nas 90 mil oficinas da rede independente. O momento de transformação para a indústria de autopeças também atrai a atenção para o evento.

Paulo Butori, presidente do Sindipeças, destacou na abertura da feira a importância do mercado de reposição para as fabricantes do setor. Segundo ele, o segmento absorve de 30% a 40% do fornecimento de autopeças das empresas instaladas no País, o restante atende a demanda das montadoras.

A Reed Exhibitons Alcantara Machado, organizadora da Automec, destaca a presença de organizações de 72 países. Ganha destaque, no entanto, a forte participação das empresas chinesas, que ocupam parte expressiva do pavilhão com seus pequenos estandes.

A AUTOMEC DO INOVAR-AUTO

Apesar de ser a feira do afetermarket, o clima desta edição é influenciado pela expectativa de que as regulamentações pendentes do Inovar-Auto tragam soluções para a dificuldade de rastrear a origem das autopeças. “Essa é a medida mais importante do novo regime automotivo”, defende Butori. A impossibilidade de detectar de onde vêm os componentes que formam os sistemas é uma das barreiras à exigência de índices maiores de conteúdo nacional no novo regime automotivo.

Estimativa do Sindipeças para este ano aponta que as importações de autopeças para o Brasil podem somar R$ 34 bilhões. Do total, 65% serão trazidos pelas montadoras, 25% pelas sistemistas e o restante virá por meio de tradings e empresas que atendem o aftermarket. O presidente do Sindipeças destaca que, com os componentes importados ganhando espaço, cresce a importância do mercado de reposição para as fabricantes. O setor alimenta expectativas também para o Inovar-Peças, programa voltado à cadeia de suprimentos que está em gestação no governo.

DESAFIOS DA REPARAÇÃO

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa, entidade que representa as oficinas do canal independente, voltou a abordar a importância da manutenção preventiva. “Nesse aspecto, é preciso que o consumidor retome hábitos de 20 ou 30 anos atrás, quando havia preocupação em fazer manutenção preventiva para não ficar sem o carro. Hoje, a facilidade de comunicação para pedir socorro em caso de problemas e os serviços oferecidos pela seguradora mudaram esse comportamento”, conta, destacando que a manutenção preventiva é mais barata do que a corretiva.

Outro desafio do setor é conseguir atender a demanda do mercado, acompanhando a evolução tecnológica dos componentes e oferecendo serviços para os cerca de 1,2 mil modelos e versões de carro zero a venda no Brasil atualmente. “O mecânico se vira e consegue consertar o carro”, garante.

A afirmação contradiz a reclamação de algumas empresas que atuam no aftermarket e acusam as montadoras e a rede de concessionárias de monopolizar as informações e manuais de reparação do carro. Além disso, o setor já manifestou que o avanço da eletrônica embarcada, que faz diagnóstico de falhas e defeitos nos automóveis dificulta ou até impede que o profissional da oficina independente faça a manutenção do veículo.



Tags: Automec, aftermarket, reparação, autopeças, Paulo Butori, Antonio Fiola, Sindipeças, Sindirepa.

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