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Autopeças | 13/06/2013 | 18h40

Sindipeças apresenta Instituto de Educação Corporativa

Visa compensar as falhas na formação educacional e minimizar a carência de profissionais do setor

CAMILA FRANCO, AB

O Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) apresentou oficialmente na quinta-feira, 13, em São Paulo, em evento que reuniu mais de 230 profissionais do setor, o Instituto Sindipeças de Educação Corporativa, iniciativa idealizada pelo presidente do sindicato, Paulo Butori, que visa compensar as falhas na formação educacional e minimizar a carência de profissionais de autopeças.

Butori contou que um seleto grupo do Sindipeças foi criado para estruturar o instituto junto a diversas instituições de ensino. O presidente aposta que a iniciativa não trará mais competitividade apenas para o setor de autopeças, que deve fechar o ano com déficit comercial na ordem US$ 8 bilhões em 2013 (leia aqui), mas para toda indústria brasileira que tem enfrentado falta de mão de obra qualificada. “O instituto é a materialização de um sonho. Acredito que podemos ter um Brasil melhor, mas isso só será obtido através da educação, aprendendo a ter novas ideias e a desenvolver um melhor nível de gestão.”

De acordo com o professor José Pastore, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA – USP), que fez palestra durante o evento, em ranking que mostra a competitividade de 60 países, o Brasil ocupa a 51º posição. Outro estudo, desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que dois terços dos empresários da indústria se queixam da falta de pessoas qualificadas para preencher os cargos existentes. “Ainda é preciso fazer muito pela capacitação de nossos jovens e também de nossos executivos. A iniciativa do Sindipeças é histórica para educação no País”, comentou Pastore.

Ali El Hage, responsável por coordenar o projeto do instituto desde 2011, diz que diz que cerca de 30 cursos já foram ministrados desde o ano passado, mesmo antes da apresentação oficial do projeto, e que mais 50 serão até o final deste ano. Hage acredita que mais cursos poderão ser criados com a parceria de outros sindicatos da indústria automobilística. “Esperamos oferecer no futuro pós-graduação e até MBA para a formação de futuros líderes de empresas de autopeças.”

Para formatar o conteúdo dos cursos, Hage contou com a ajuda de Marisa Eboli, professora-doutora da FEA-USP, que se espelhou na organização da Universidade de São Paulo. Ou seja, o instituto, assim como funciona a USP, será dividido entre cinco escolas: de Inovação e Sustentabilidade, Gestão de Mercado, Gestão de Negócios, Manufatura e Supply Chain, e a última de Gestão de Pessoas. “Cada uma tem um objetivo e se destina a um público específico”, aponta a professora.

Ainda no segundo semestre deste ano deverá ser definido um plano de ação para promover o instituto e novas parcerias deverão ser buscadas. No primeiro semestre do ano que vem, o site com informações exclusivas do instituto deverá ser ampliado e uma plataforma para ministrar alguns dos cursos à distância deverá ser desenvolvida.

Conheça mais sobre o Instituto Sindipeças de Educação Corporativa aqui.

Assista à entrevista exclusiva com Ali El Hage, coordenador do projeto do Instituto Sindipeças de Educação Corporativa:



Tags: Sindipeças, Instituto, Paulo Butori, Ali El Hage, Marisa Eboli.

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