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Chery lança nova geração do Tiggo


Lançamentos | 20/06/2013 | 20h33

Chery lança nova geração do Tiggo

Por R$ 51.990, versão ainda não é flex e não traz opção com transmissão automática

SUELI REIS, AB | De Itu (SP)

Após desembarcar primeiro na Argentina, há pouco mais de um mês, e há duas semanas no Chile, é a vez do Brasil receber a nova geração do SUV Tiggo, da Chery, modelo responsável pela estreia da marca chinesa no mercado brasileiro, em 2009, e que desde então vendeu 10 mil unidades, representando 22% das vendas da montadora no País. Por um preço sugerido de R$ 51.990, o modelo versão 2014, montado no Uruguai, que ainda não é flex nem traz opção com câmbio automático, chega este mês na rede de concessionárias e ainda conviverá por um tempo com a versão anterior, 2012-2013, vendida por R$ 47.990.

O novo Tiggo traz o mesmo motor do anterior, um 2.0 de 16V a gasolina, 138 cv de potência, com transmissão manual de cinco velocidades e tração 4x2 dianteira, e se diferencia pelo design: há alterações nos para-choques, dianteiro e traseiro, grade frontal, faróis, frisos laterais, lanternas e capa do estepe. Internamente, a reformulação atingiu o painel, volante, bancos e seus revestimentos. De série, equipamentos como ar-condicionado, acionamento elétrico de vidros, travas e retrovisores, CD player com entrada USB, mas sem conexão Bluetooth, display no espelho retrovisor que reproduz bússola, altitude e pressão atmosférica. Entre os itens de segurança, freios antitravamento ABS com distribuição de frenagem EBD e itens de conforto, como console central, volante e manopla de câmbio.

Segundo o diretor de vendas da Chery no Brasil, João Carlos Rodrigues, o Tiggo concorre diretamente com Citroën Aircross, Renault Duster e Ford Ecosport. “Nossa vantagem é ter um carro completo, com um pacote de equipamentos de série, o que em outros veículos significa um custo a mais para o cliente”, afirma.

A Chery projeta vendas de 350 unidades por mês ou 4 mil por ano. “É um volume que representará uma participação de 3,7% no segmento de SUV”, acrescenta.

O CEO da Chery complementa e diz que o Tiggo acompanhará o crescimento que a empresa prevê para seus negócios neste e nos próximos anos no Brasil. Para 2013, a empresa espera entregar 20 mil unidades no mercado interno, um crescimento de 5% sobre as 17 mil unidades de 2012. Desse total, o QQ será responsável pela metade das vendas, seguido pelo Celer, com 4 mil unidades, e o Face, com 2 mil.

“Na medida em que a Chery iniciar a produção no Brasil e ser bem mais difundida, mais conhecida, o Tiggo e os demais modelos aumentarão naturalmente seus volume de vendas”, afirma Curi.

Apesar das apostas no SUV, não foi dessa vez que a Chery ousou com a versão automática ou flex do veículo, o que segundo Curi, ficará para “um futuro próximo”. A marca chinesa, que em 2013 completa 4 anos de mercado brasileiro, se prepara para enfrentar uma nova fase no Brasil. Em janeiro, a Chery assumiu as concessionárias no País e iniciou uma reestruturação na rede: antes, o que eram quase cem revendas distribuídas pelo território nacional, cerca de metade fechou as portas em 2012, após o agravamento do desempenho das vendas de veículos importados devido ao aumento de até 30 pontos porcentuais do IPI.

Em fase de nomeação de novos grupos, a rede hoje supera o número de 68 pontos de vendas e até o fim do ano espera ter 75 concessionárias abertas. “Nossa meta é expandir a rede para atender a produção nacional, o que vai aumentar o apetite do concessionário brasileiro. Em 2014, com a fábrica produzindo, deveremos dobrar o número de concessionárias, para pelo menos 150 casas”, completa.



Tags: Chery, Tiggo, SUV, flex, Luis Curi, QQ, Celer, Face.

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