Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias

Negócios | 11/07/2013 | 13h00

IPI maior manteve operação da Mahindra em Manaus

Em 2011 grupo chileno Minvest adquiriu a Bramont e assumiu montagem local de utilitários

MÁRIO CURCIO, AB | De Jarinu (SP)

Em setembro de 2011, a Minvest, holding da chilena Gildemeister, adquiriu 70% da Bramont, empresa responsável pela montagem em Manaus (AM) dos veículos Mahindra desde 2007. “O negócio foi sugerido pela própria Mahindra, porque nós (a Minvest) éramos o segundo maior importador de veículos da marca indiana”, afirma o atual diretor de marketing e comercial da Bramont, o também chileno Jean Anwandter.

“No momento da aquisição, a importação direta seria mais vantajosa que a montagem feita em Manaus, mas naquele mês ocorreu o aumento da alíquota de IPI para os importados. E isso tornou a produção local mais vantajosa”, diz Anwandter. Para ganhar o carimbo de veículo nacional na Zona Franca de Manaus, os Mahindra têm de cumprir o Processo Produtivo Básico. Uma exigência do PPB é que a pintura seja feita no Brasil. Essa etapa, porém, é cumprida em Minas Gerais.

As carrocerias saem da Índia e vão para a Automotiva Usiminas, em Pouso Alegre (MG), onde são pintadas, montadas, recebem o painel e itens internos. Daí em diante começa uma espécie de procissão. Essas carrocerias são transportadas até Belém (PA), de onde seguem de balsa para Manaus. Lá elas se encontram com chassi, motor e transmissão. Após a montagem final, pegam a balsa de volta a Belém e são levadas até Uberlândia (MG), de onde são distribuídas para as revendas.

Pouca coisa é nacional além da bateria Moura. “O sistema de pré-filtro é produzido no Brasil”, garante Anwandter. “Estudamos a nacionalização de outros itens como vidros, um tanque plástico (o original é de aço), chicotes elétricos e outros itens que possam ter custo menor que os trazidos na Índia”, diz. O executivo afirma ter adquirido alguns pneus nacionais, mas nas picapes presentes num test drive realizado na quarta-feira, 10 (veja aqui), esses componentes eram indianos.

A ABRANGÊNCIA DA MINVEST

Além de atuar no Chile, a Minvest também está presente no Peru, Uruguai, Panamá, Guatemala, Costa Rica e El Salvador. Importa automóveis, motos, veículos comerciais e máquinas agrícolas. Em 2012, foi responsável pela venda de 85 mil unidades. O volume de negócios teria atingido US$ 1,73 bilhão. O grupo emprega mais de 3 mil pessoas.

No Chile, a Minvest responde pelas marcas Mahindra, Hyundai, Mini, Piaggio, Jinbei, Brilliance e Haima, entre outras. No Peru, também atua com veículos Mahindra, Hyundai, Brilliance e Mini, além de BMW, Ford, Land Rover e Volvo, para citar as mais familiares aos brasileiros. Aqui, por intermédio da Bramont, começará a produzir tratores Mahindra em Dois Irmãos (RS) e motocicletas Benelli na mesma unidade de Manaus onde monta as picapes.



Tags: Minvest, Gildemeister, Jean Anwandter, PPB, Mahindra, Índia, Automotiva Usiminas, baterias, Moura, Mahindra, Hyundai, Mini, Piaggio, Jinbei, Brilliance, Haima, BMW, Ford, Land Rover, Volvo.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência