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16/07/2013 | 14h05

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Estudo aponta tendência por gestão de logística híbrida em montadoras

Pesquisa encomendada pela DHL mostra opção para tornar cadeia de suprimento mais flexível


REDAÇÃO AB

Um estudo encomendado pela DHL, empresa global do ramo de logística, aponta nova tendência das fabricantes de veículos ao reavaliar seus processos logísticos e cadeia de suprimentos: a necessidade de torná-las mais flexíveis e condizentes com as várias realidades da indústria global. A pesquisa Lean and Resilient (Operações Enxutas e Resilientes) descreve a chamada cadeia de suprimento híbrida para o setor automotivo, que une o conceito enxuto com resiliência nos processos, o que, segundo a autora Lisa Harrington, apresenta capacidade de antecipar e responder a crescente vulnerabilidade das cadeias de suprimentos diante de fatores como volatilidade econômica, desastres naturais e a instabilidade política.

Presidente do Grupo Iharrington LLC, Lisa Harrington, que também é professora de gestão logística da Faculdade de Negócios Robert H. Smith da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, parte da experiência das montadoras Toyota, Honda, Subaru, Suzuki, Nissan, Mazda e Mitsubishi, fortemente atingidas pela interrupção do fornecimento de componentes após o desastre causado por terremoto e tsunami que assolaram o Japão em março de 2011, e reavalia o modelo comercial lean (enxuto).

“A indústria automotiva tornou-se ciente do fato de que, embora seu modelo comercial just-in-time enxuto e sua cadeia de suprimentos altamente interdependente fossem muito eficientes, também eram frágeis, suscetíveis a interrupções em uma escala potencialmente enorme. Resumindo, as cadeias de suprimentos no modelo just-in-time tradicional não eram resilientes e, por isso, estavam sujeitas a um risco de falha cada vez maior”, aponta Lisa no documento.

Em contrapartida a situação das japonesas, a pesquisa mostra como modelos diferenciados de suprimento, citando o da General Motors, superou a dificuldade inesperada do desastre natural, que paralisou diversas fornecedoras globais.

“A GM passou por uma situação semelhante, com uma diferença essencial: criou redundância suficiente em sua cadeia de suprimentos, estando preparada para reconfigurar de forma dinâmica sua rede de suprimentos e valores, garantindo assim a produção contínua de seus veículos mais lucrativos.”

A pesquisa alerta que os novos planos estratégicos de logística devem passar por questões que considerem as tendências que estão moldando o setor automotivo: crescimento global sustentado por emergentes, mega plantas e plataformas múltiplas, aproximação com o cliente (parque de fornecedores) e redução de custos. Além disso, as cadeias devem contar com incidentes não previstos, como desastres naturais ou paralisações por questões trabalhistas. O documento cita o fechamento de portos como exemplo:

“Quando questões trabalhistas ameaçaram fechar determinados portos na costa leste dos Estados Unidos, a potencial greve também ameaçou a produção de automóveis. Conforme as negociações trabalhistas se desenvolveram, alguns trabalhadores pararam e outros não. Antecipando-se ao fechamento dos portos, uma empresa em serviços logísticos estabeleceu uma organização de contingência com linhas de transporte hidroviário para transportar os materiais até portos alternativos. A companhia também identificou fornecedores alternativos em outras partes do país para materiais essenciais, caso fosse necessário mudar o fornecedor. O sistema de contingência funcionou e a empresa automotiva não sofreu qualquer impacto em virtude das questões trabalhistas que surgiram. O mesmo sistema foi aplicado para direcionar o fluxo de automóveis de um cliente para portos no sudeste devido ao avanço do furacão Sandy, que devastou a costa nordeste, evitando, dessa forma, qualquer interrupção.”

Veja o estudo completo aqui.

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