Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Simea coloca Inovar-Auto em debate
Henry Joseph, Antonio Megale, João Jornada e Luiz Moan abrem a exposição do Simea 2013

Eventos | 22/08/2013 | 21h09

Simea coloca Inovar-Auto em debate

Necessidade de programa voltado à cadeia de autopeças é consenso entre executivos

GIOVANNA RIATO, AB

Com o tema “Inovação e competitividade no novo regime automotivo”, começou na quinta-feira, 22, a 21ª edição do Simea - Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O evento é promovido pela AEA (Associação de Engenharia Automotiva) e acontece até a sexta-feira, 23, em São Paulo. Como era de se esperar, as expectativas em torno do Inovar-Auto deram o tom do primeiro dia. “Veremos grande avanço nos próximos anos no desenvolvimento de tecnologia e produção dos carros”, avaliou Antonio Megale, presidente da organização, no painel de abertura.

Diante do contexto de adaptação à nova política industrial, o executivo destacou que essa é a edição mais importante do Simea, e deve atrair 1,2 mil participantes nos dois dias para conferir a apresentação dos 60 trabalhos técnicos e a área de exposição, que reúne as novidades de 45 empresas. Ele e Luiz Moan, presidente da Anfavea, fizeram projeções similares sobre o efeito da mais recente regulamentação do Inovar-Auto, publicada em 13 de agosto, que detalha como deverão ser feitos os investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e engenharia (leia aqui).

Os executivos reconhecem que, a princípio, a regra parece frouxa demais ao permitir que as empresas adaptem tecnologias desenvolvidas no exterior para o mercado nacional. “Mas precisamos lembrar que nem todas as montadoras estão na mesma etapa. Há aquelas que já têm laboratórios avançados e desenvolvem muitas coisas aqui. Outras começaram a investir mais nisso agora e temos ainda aquelas que não têm estrutura local alguma para a área de engenharia. Poder tropicalizar tecnologias será muito importante nessa etapa”, explica Moan. Megale complementa: “O programa precisa abranger, naturalmente, todas as situações.”

João Jornada, presidente do Inmetro e presidente de honra dessa edição do Simea, apontou que, mesmo diante dos diversos conflitos de interesses que acompanham o Inovar-Auto, a indústria mostra disposição para alcançar bons resultados com a política industrial. “É um momento muito especial. Vemos o amadurecimento dos agentes envolvidos”, declarou, em referência ao debate entre Anfavea e Sindipeças sobre a regionalização dos componentes dos veículos. “Sinto que esse salto equivale ao que outros grandes mercados, como Japão e Coreia, deram anos atrás. Esse congresso é um ponto de virada na engenharia brasileira”, enalteceu.

INCENTIVOS ÀS AUTOPEÇAS

Assim como o tom otimista acerca do Inovar-Auto, foi consenso no Simea a defesa de um conjunto de incentivos voltado à cadeia de autopeças, o que vem sendo chamado de Inovar-Peças. Em seu discurso, Paulo Butori, presidente do Sindipeças, apontou que a definição desse pacote de estímulos é essencial. “Este é o momento em que o Brasil se esforça para se projetar para o mundo em mercado e em engenharia. Anfavea, Sindipeças e governo estão trabalhando nesse novo programa”, apontou.

Moan concordou e lembrou que, já que o Inovar-Auto pretende estimular a produção local das montadoras, é indispensável a existência de uma indústria forte para sustentar essa expansão. “No novo regime automotivo aceitamos desafios de melhoria da eficiência energética. Todos sabemos que, para atingir isso, precisamos de componentes que hoje não são fabricados no Brasil. Por isso estamos participando ativamente das negociações do Inovar-Peças”, conta.

O presidente da Anfavea destacou que a entidade entrou em acordo com o Sindipeças sobre como deve ser feito o rastreamento da origem das autopeças. Essa definição é a única pendência entre as regulamentações do novo regime automotivo. “A verificação deve chegar no primeiro e no segundo nível de fornecimento”, revela. Apesar da segurança do executivo, sabe-se que essa negociação não foi tão tranquila, já que o Sindipeças defendia que a checagem chegasse também ao terceiro nível.

Segundo Moan, algumas pendências ainda atrasam a definição de como esse rastreamento será feito. Entre elas está a definição de uma forma de passar esses dados para o governo por meio eletrônico sem burocratizar demais o processo.

O executivo explica, no entanto, que essa regulamentação será o primeiro passo para identificar as deficiências da cadeia de suprimentos brasileira e formular uma maneira para atrair novos fornecedores para o Brasil. “O governo terá em mãos um importante banco de dados sobre os principais componentes que a indústria está importando. A partir disso, ele poderá definir o perfil de empresas que precisamos na cadeia nacional.”

Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, previsente da Anfavea:



Tags: Simea, AEA, Inovar-Auto, engenharia, Antonio Megale, Luiz Moan, Paulo Butori, Sindipeças, Anfavea.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência