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Legislação | 05/09/2013 | 20h54

Anfir, Anfavea e Simefre se unem pela definição do Finame PSI

Entidades se reunirão com ministro Guido Mantega, da Fazenda, ainda este mês

SUELI REIS, AB

A Anfir, que representa a indústria de implementos rodoviários, Anfavea, de veículos, e Simefre, sindicato que reúne as empresas de materiais e equipamentos ferroviários, rodoviários e duas rodas, se reunirão nas próximas semanas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pleitear a definição da política de juros do Finame PSI para 2014, a exemplo do que foi feito no fim do ano passado, quando o Ministério anunciou taxas fixas para o primeiro e segundo semestres deste ano.

De acordo com uma fonte de Automotive Business, o BNDES já deu parecer preliminar positivo para a manutenção da política de antecipação de juros. A negociação, portanto, deverá ser mais decisiva nos âmbitos do Ministério da Fazenda.

Para o presidente da Anfir, Alcides Braga, a decisão deveria ser tomada ainda este mês:

“O Finame PSI com a taxa fixa até o final do ano permite que o mercado se programe. As entregas de implementos rodoviários são feitas 90 dias em média após a aquisição. Sem a regra definida para o próximo ano pode haver antecipação de compra, desequilibrando o mercado. Assim é fundamental termos o mesmo programa com taxas fixas como forma de manter o desenvolvimento da indústria de implementos rodoviários”, afirmou em nota.

As novas alíquotas do programa, anunciadas pelo próprio Mantega em dezembro de 2012 (leia aqui) tiveram início com taxa de juros a 3% no primeiro semestre e de 4% no segundo, que vigorará até 31 de dezembro. A linha de crédito subsidiado pelo BNDES financia a compra de caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e implementos rodoviários como forma de estimular os investimentos no País.

VENDAS DE IMPLEMENTOS REFLETEM NO CRESCIMENTO DO PIB

O segmento de implementos rodoviários anotou crescimento de 6,89% das vendas entre janeiro e agosto deste ano na comparação com iguais meses do ano passado, para um total de 116,3 mil unidades entregues no período, puxado pelo segmento de pesados (reboques e semirreboques), cuja alta foi de 30,35% na mesma base de comparação.

“O segmento de pesados atende na maior parte as grandes movimentações de carga em setores como agropecuária e indústria. Isso significa que o aquecimento nesses setores se refletiu positivamente nas vendas de implementos rodoviários”, explica Braga em comunicado.

O setor tem influência direta desses dois ramos da economia: segundo dados do IBGE, agropecuária e indústria puxaram o crescimento do PIB no segundo trimestre do ano, com variação positiva de 3,9% e 2%, respectivamente.

Já o desempenho negativo do segmento leve (carroceria sobre chassi), cujo recuo foi de 4,06% no acumulado, impediu alta ainda maior no resultado global da indústria de implementos. O segmento é impulsionado pelas atividades de serviços, que teve leve avanço de 0,8% no segundo trimestre, aponta pesquisa do IBGE.

“Esse segmento da economia é bastante focado nas cidades e uma fatia de suas atividades envolve a movimentação de carga urbana, onde estão concentrados os produtos do setor de carroceria sobre chassis”, explica em nota o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi.

- Veja aqui os dados do desempenho do mercado de implementos rodoviários referentes ao período janeiro-agosto.



Tags: Anfir, Anfavea, Simefre, implementos rodoviários, reboques, semirreboques, Ministério da Fazenda.

Comentários

  • José Carlos Sousa

    Nós que somos funcionários de concessionárias de caminhões torcemos muito para que seja mantida a taxa de 4% ao ano no FINAME PSI para o ano de 2014. Com certeza estamos em um processo de recuperação de mercado em relação à 2012 e buscando os números do melhor ano da historia que foi 2011. Com a mudança de Euro III para Euro V os custos aumentaram para os transportadores e a taxa atrativa para o financiamento com certeza minimiza esses custos

  • Janete Suzi Ramos Silveira

    Seria de muita importância que a taxa fosse mantida para o primeiro semestre no patamar de 4% para que haja tempo para a retirada de equipamentos e também para a aprovação do credito pleiteado no final de 2013 pelos clientes aos bancos e também que as prestações fiquem dentro de uma programação já calculado.

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