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Leves | 13/09/2013 | 14h45

General Motors cota o Projeto Jade, um novo popular para substituir o Celta

Modelo compacto é cotado para ser fabricado em São José dos Campos em 2017

PEDRO KUTNEY, AB

Começa a tomar forma um novo carro compacto da General Motors no Brasil. A montadora começou a cotar com fornecedores componentes para o que no momento é conhecido pelo nome-código Projeto Jade. Segundo uma fonte de Automotive Business, este seria o modelo de entrada popular da gama de produtos Chevrolet no País, que viria para substituir o Celta. A cotação com os fornecedores considera orçamento para 300 mil veículos por ano, com início da produção previsto para 2017, provavelmente na planta de São José dos Campos (SP).

A expectativa de produção do novo modelo prevê o crescimento do mercado brasileiro e também de exportações para países sul-americanos. No Brasil, o modelo fecharia a única lacuna da gama que a GM não renovou no Brasil, a do Celta, que apesar de envelhecido ainda é o 12º automóvel mais vendido do País (51.978 unidades de janeiro a agosto) e único Chevrolet atualmente na faixa abaixo dos R$ 30 mil. Desta vez, contudo, será mais difícil manter o nome-código do projeto no carro, como aconteceu com o Onix. O problema é que o nome já é usado: a Honda lançou este ano na China a perua Jade.

NEGOCIAÇÕES

O possível investimento anunciado pela GM de R$ 2,5 bilhões, para fazer um novo carro popular em São José do Campos, dependia da obtenção de incentivos estaduais e municipais, o que foi conseguido, e da aprovação de acordo com os trabalhadores daquela unidade, o que aconteceu em junho passado, após dois meses de negociações (leia aqui). Somente depois disso a planta passou a ser considerada pela matriz da GM para receber o aporte.

Na época, Luiz Moan, diretor de relações institucionais da companhia e presidente da Anfavea, disse que o Brasil disputava o projeto com dois outros países e a escolha final deveria ser feita até 6 de julho. Não saiu. Mais recentemente, já no fim de agosto, ele revelou que só mais um país competia pelo investimento com a planta brasileira. A cotação do Projeto Jade com fornecedores brasileiros é um indício que São José dos Campos pode ficar com a produção do novo carro popular, mas ao que tudo indica a decisão ainda não foi tomada.

Conflitos constantes com o Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Paraíba fizeram a GM adotar a estratégia de esvaziar São José, direcionando menos investimentos à unidade. A linha de veículos leves (MVA) perdeu no ano passado a produção do Corsa, Meriva e Zafira, que foram descontinuados. Com isso, 1,3 mil empregados foram demitidos e outros 850 devem ficar só até dezembro, quando o Classic deixará de ser produzido na MVA. A planta ainda continua a fazer a picape S10 e o SUV Trailblazer, além de motores, transmissões e outros componentes.



Tags: General Motors, GM, Jade, projeto, São José dos Campos, investimento, fábrica, produção.

Comentários

  • JC

    Tomara que feche logo essa fabrica, eu trabalhava no MVA, e fui transferido para a Transmissão, ta insuportável o clima la dentro, todos dias ameaças, pressão, chefia pressionando a galera, não da mais para trabalhar la. Na minha opinião o governo federal e o estadual, prefeitura e sindicatos, ficam ai dando incentivos e nada muda. tomara q feche e vá embora mesmo para outra cidade como estão ameaçando. Todos q continua a trabalhar e os q ja forma demitidos, sabem q essa planta da GM de SJC, é a melhor fabrica q existe no Brasil e ate mesmo na America do Sul. nos sempre recebemos cartas dentro da fabrica dizendo dos nosso feitos em qualidades e na produção. O verdadeiro motivo que essa empresa quer demitir, é que ela quer fazer uma outra China aqui dentro do nosso Brasil. Com salários baixo. Por isso eu digo. VÁ EMBORA LOGO. PESSOAS NÃO NASCERAM DENTRO DESSA FABRICA E PODEM MUITO BEM VIVER SEM ELA...

  • Paulo

    Acho que a GM deveria pensar na idéia de montar esta fábrica no Nordeste, tendo em vista a demanda da região, além da carência por plantas industriais desse porte que alavanquem o desenvolvimento industrial da região. Seria uma forma de descentralizar os investimentos, muito concentrados em São Paulo.

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