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Vendas de veículos importados devem se acomodar em patamar mais baixo

Mercado | 18/09/2013 | 18h10

Vendas de veículos importados devem se acomodar em patamar mais baixo

Abeiva reduz ainda mais a projeção de vendas

GIOVANNA RIATO, AB

A Abeiva, entidade que reúne os importadores de veículos anunciou mais uma leve redução na projeção de vendas de seus associados para este ano. A organização percebeu diminuição da demanda, que causou acomodação nos negócios em cerca de 10,4 mil veículos por mês. Ritmo que deve se manter até o fim do ano.

Com isso, a entidade prevê que as marcas associadas fechem 2013 com cerca de 117 mil unidades emplacadas no Brasil, redução aproximada de 5,6% na comparação com o resultado alcançado em 2012, ano que já foi considerado fraco pela organização como reflexo do aumento do IPI para veículos importados de fora do Mercosul e do México. “Não esperávamos que o desempenho de 2013 pudesse ser tão difícil na comparação com 2012, que já foi desafiador”, admite Marcel Visconde, vice-presidente da Abeiva e presidente da Porsche para o Brasil.

A expectativa inicial era que 2013 trouxesse alguma recuperação sobre os fracos resultados obtidos no período anterior. Em janeiro, a entidade traçou projeção de vendas de 150 mil veículos, mas começou a reduzir essa perspectiva a partir do meio do ano, com a desaceleração das vendas. “O mercado automotivo, de forma geral, não entregará o resultado esperado como reflexo da subida do dólar e da redução da confiança do consumidor”, avalia.

O executivo aponta que a escalada da moeda norte-americana freou o consumo por ser “uma importante âncora de confiança.” Segundo ele, até mesmo para os importadores seria melhor que o dólar se acomodasse em patamar mais elevado do que continuasse com flutuações tão grandes. “Com a moeda estabilizada conseguiríamos nos adaptar independentemente do patamar”, acredita.

Como desafios adicionais, os importadores enfrentam a perspectiva de desaceleração das vendas de veículos de forma geral no País. A demanda por carros novos pode sofrer novo abalo no ano que vem, com a expectativa de volta da cobrança integral da alíquota do IPI. “Como isso afetará as montadoras também, não sabemos se essa retomada do imposto será renegociada”, observa Visconde.

Sem traçar projeções detalhadas para 2014, o executivo afirma esperar que as perdas se estanquem e que os importadores de veículos associados à Abeiva mantenham ritmo mensal de vendas acima de 10 mil unidades. O vice-presidente da organização avalia que, com esse nível, é possível assegurar certa saúde financeira para as marcas e suas respectivas redes de distribuição, sem o fechamento de concessionárias e de postos de trabalho. “Esse é o patamar mínimo”, determina.

DESEMPENHO

Entre janeiro e agosto as vendas das empresas associadas à Abeiva diminuíram 20,9% sobre mesmo intervalo do ano passado, para 74,7 mil unidades. A queda é bem superior à registrada no mercado total, que diminuiu 1,9% no período. As vendas de veículos trazidos do exterior pelas montadoras também sofreram redução no período, com baixa de 14,8%, para 378,4 mil unidades.

A Abeiva também enfatiza a pequena participação dos associados da entidade no mercado brasileiro, que chegou a 3,2% no acumulado do ano até agosto. Enquanto isso, as importações feitas pelas empresas que também produzem no País tiveram fatia de 16,1%. Já os veículos nacionais representaram 80,5% das vendas no período.

Assista à entrevista exclusiva com MArcel Visconde, vice-presidente da Abeiva:



Tags: vendas, importados, Abeiva, veículos.

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