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Meio Ambiente | 26/09/2013 | 14h30

Inspeção veicular evitou 559 mortes em 2012

Estudo revela que redução de emissão de particulados poupou R$ 74 milhões à saúde pública

REDAÇÃO AB

Pelo terceiro ano seguido, um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) comprova benefícios à qualidade do ar e à saúde resultantes da inspeção ambiental veicular realizada na capital paulista. Se considerados apenas os veículos a diesel que fizeram a inspeção em 2012, 559 mortes por problemas respiratórios foram evitadas na região metropolitana, gerando economia de mais de R$ 74 milhões ao sistema de saúde.

A redução nas emissões de particulados dos veículos a diesel na frota inspecionada foi de 20% em 2012. Dados sobre os resultados do programa de inspeção veicular foram apresentados em palestra do consultor e ex-secretário municipal dos transportes, Marcelo Branco, no Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, o Simea 2013.

Seguindo a mesma metodologia dos anos anteriores, os resultados do programa confirmam que as melhorias trazidas pela inspeção ambiental veicular vão além da cidade de São Paulo. O estudo da USP foi realizado de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tomou como base dados oficiais do programa de inspeção fornecidos pela Controlar, empresa que realiza as inspeções, e também o Relatório de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Considerando os últimos três anos, a inspeção ambiental veicular salvou em tese 1.395 vidas e evitou 1.813 internações, representando economia de R$ 320 milhões aos cofres do município. O estudo também faz a divisão dos custos diretos das 127 mil inspeções de veículos a diesel pelo número de vidas salvas. O resultado é de R$ 10 mil por vida salva, significativamente mais baixo que o verificado em qualquer programa de saúde pública. Se fosse considerada também a redução do número de internações hospitalares, não incluído na avaliação, os custos unitários seriam ainda menores.

EMISSÕES POR VEÍCULOS LEVES E MOTOS

As informações apresentadas por Marcelo Branco consideram também os resultados sobre o impacto da inspeção nos veículos leves e motocicletas. Em ambas as categorias foram constatadas expressivas quedas nas emissões de monóxido de carbono (CO) e de hidrocarbonetos (HC).

No caso dos veículos leves inspecionados em 2012 houve uma redução de 47,6% na emissão de CO e de 39% na de HC nos carros movidos a gasolina. Veículos flex tiveram reduções, respectivamente, de 55,7% e 33,3%. No caso das motos, as quedas das mesmas emissões foram de 35% (CO) e 39% (HC).

Segundo a USP, o ganho com a inspeção veicular equivale à retirada dos poluentes emitidos por uma frota de quase 1,3 milhão de veículos, sendo 1,17 milhão de automóveis, 85,5 mil motocicletas e 35 mil caminhões e ônibus, somente em 2012.

Na análise apresentada no Simea também foi comparada a diminuição das emissões de veículos mais antigos e novos. Os cálculos mostram que a redução em veículos de menos de quatro anos de uso é comparável à de veículos com 7 a 15 anos.

Outro ponto avaliado foi o efeito das mudanças previstas no programa de inspeção ambiental veicular em São Paulo. A dispensa da inspeção nos primeiros três anos de vida do veículo e a realização da vistoria apenas a cada dois anos resultará na perda de 67% da efetividade do programa para essa parcela da frota.



Tags: USP, inspeção ambiental veicular, problemas respiratórios, Simea, OMS, Cetesb, Controlar, Marcelo Branco.

Comentários

  • Jorge Pimentel de Morais

    Quanto tempo ainda vamos ter que esperar para que ISSO SEJA LEVADO À SÉRIO?

  • Olimpio Alvares

    559?! são 8% dos 7000 mortos prematuros da RMSP divulgados pelo Dr. Saldiva! Não sei tem que ver direitinho essa conta médica. Inspeção veicular que atinge 60% da frota diesel no Município de SP (40% evade) reduziu cerca de 2% a carga total lançada por todas as fontes de MP2.5 na RMSP e assim, teoricamente, uns 2% da concentração atmosférica de MP2.5 na RMSP, responsável pelas 7000 mortes.

  • DOUGLAS RENE

    Onde encontro o trabalho original?

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