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Brasil terá primeira fábrica da Iveco Magirus fora da Europa
Iveco Magirus Super Impact: conceito do modelo que chega em outubro ao Brasil

Comerciais | 26/09/2013 | 20h05

Brasil terá primeira fábrica da Iveco Magirus fora da Europa

Veículos para combate a incêndios serão produzidos na planta de Sete Lagoas

SUELI REIS | De Ulm (Alemanha)

Após entrar em um novo nicho de mercado no Brasil, o de veículos militares, a Iveco conta com a mesma estratégia de expansão para trazer ao País a produção de mais um de seus produtos no mercado de veículos especiais: a Magirus, adquirida pela montadora na década de 1970 e que produz modelos para uso em combates a incêndio, terá sua primeira fábrica fora da Europa. Com sede em Ulm, cidade do sul da Alemanha, a empresa conhecida mundialmente por suas escadas giratórias terá uma nova linha de produção no complexo de Sete Lagoas (MG) cujas operações estão previstas para ter início até o fim de 2014.

Antes mesmo da produção local, a Magirus estará presente no País já no próximo mês: há uma semana saiu da Europa uma unidade daquele que será seu primeiro caminhão destinado a um cliente brasileiro: o modelo é o Super Impact 6x6, nova geração do modelo Impact, já existente no portfólio Magirus, baseado sobre a mesma plataforma do Iveco Tector (que na Europa é chamado de Eurocargo). Por meio de um contrato de R$ 140 milhões, este será o primeiro de um lote de 80 unidades que serão entregues à Infraero, empresa pública que administra os aeroportos no Brasil.

“As primeiras unidades serão importadas: até o início da Copa do Mundo (junho de 2014), devemos entregar 69 unidades do Super Impact para atender os aeroportos no Brasil”, conta o gerente de Logística da Magirus para a Alemanha, Thales Maia, executivo de origem brasileira que está na Europa há 12 anos. “Os demais serão produzidos em Sete Lagoas”, completa.

A Iveco aguardará a chegada do primeiro Magirus no Brasil, em outubro, para anunciar detalhes dos seus planos para a marca no País, como investimento para a linha de produção brasileira. Para o CEO da Magirus, Antonio Benedetti, o Brasil e a América Latina representam oportunidade para a empresa: “Com uma população acima dos 500 milhões de habitantes, a América Latina ainda tem uma estrutura muito abaixo da necessidade quando se trata de equipamentos para salvamento, considerando não só incêndios, mas desastres naturais, entre outros. Isso significa que há uma demanda reprimida que os governos devem suprir”, comentou.

Assim como todos os caminhões de prevenção e combate a incêndio da Magirus, o Super Impact é adaptado conforme a necessidade do cliente. No caso do Brasil, o modelo será do tipo caminhão-bomba, com chassi e cabine adaptados para operações em aeroportos. Com capacidade para 11 mil litros de água, 22% a mais que seu antecessor, o veículo leva até três operadores na cabine, um a mais do que a versão anterior.

O modelo é fabricado na nova linha de montagem da Magirus dentro do complexo industrial de Ulm, inaugurado na quinta-feira, 26, e que recebeu investimento de € 35 milhões no último ano para a reconstrução de um galpão que abrigava a montagem do Iveco Stralis, linha transferida para a planta da marca em Madri, na Espanha. Com capacidade para 1,8 mil unidades em dois turnos, atualmente opera em um único turno, para 1 mil veículos por ano. O complexo abriga ainda a produção de toda a estrutura para a montagem de cabines, adaptação de chassi e fabricação das escadas giratórias e articuladas, entre 24 e 60 metros de altura. Além disso, o aporte contemplou ainda a unificação das áreas de engenharia, dando origem ao novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Magirus, que concentra a partir de agora em Ulm as engenharias que funcionavam em outras plantas da marca, na Áustria (que fabrica entre 100 a 120 veículos apenas para o mercado local), e Itália, especializada em caminhões destinados a aeroportos, cuja equipe participou do desenvolvimento do Super Impact, projeto que durou 12 meses.

O complexo de Ulm é responsável pela adaptação, montagem e fornecimento de equipamentos necessários em operações de salvamento para veículos que servem bombeiros de todo o mundo. Monta os três tipos essenciais de veículos – aéreo (com escada giratória – geralmente caminhões médios), caminhão-bomba (veículos para esguichos d’água, sem escada) e de resgate (utilitários leves adaptados e ambulâncias). Além dos modelos Iveco (Daily, Tector, Tracker e Stralis), que detêm 50% da produção, a Magirus conta com flexibilidade para montar veículos especiais sob plataformas de diversas marcas, à escolha de clientes, como caminhões Scania, Mercedes-Benz e MAN.

Além da nova linha de produção, em 2014 a unidade dará início às atividades do chamado Centro Delivery, serviço dedicado ao atendimento ao cliente, que, em visita à fábrica, participará da concepção do veículo, desde a escolha do modelo até o tipo de equipamentos, conforme suas necessidades locais, a exemplo do que a Iveco fez com representantes da Infraero, que conheceram em Ulm o conceito do Super Impact.



Tags: Iveco, Magirus, caminhão, Tector, Sete Lagoas.

Comentários

  • Jorge Pimentel de Morais

    Pode ser que agora os ilustres "gestores públicos" que compram essas "carrocinhas" que chamam de veículos de combate à incêndios, APRENDAM os requisitos MÍNIMOS

  • Jorge Pimentel de Morais

    GESTORES PÚBLICOS/ LICITAÇÃO PÚBLICA Pode ser que agora os ilustres "gestores públicos" que compram essas "carrocinhas" que chamam de veículos de combate à incêndios, APRENDAM os requisitos MÍNIMOS que um veículo necessita para atender às atuais demandas. Alguns exemplos: TORQUE: A grande parte dos chassis utilizados para posterior encarroçamento, NITIDAMENTE são veículos cuja configuração do trem de força é COMERCIALMENTE O MAIS BARATO, E POR ISSO, MENOS ADEQUADO, EVIDENTEMENTE PARA GANHAR A MALDITA LICITAÇÃO PÚBLICA! Resultado: quando vemos um desses veículos EM ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA, SE ARRASTAM, POIS É TOTALMENTE INCOMPATÍVEL! TECNOLOGIA: Hoje podemos utilizar aparatos operados por controle remoto, AO INVÉS DE ALAVANCAS E OUTROS MEIOS ULTRAPASSADOS. Att. Jorge Morais.

  • mauro damiao santarem

    fico muito feliz em saber que a magirus ira fabricar carros de bombeiros no brasil pois sou bombeiro militar aqui no estado do rio de janeiro e sou motorista pois tenho experiencia em carros do tipo escadas magirus multistar carro de combate florestal pois temos esses carros aqui no quartel ate na questao de compra e manutençao vai facilitar muito para todos os corpos de bombeiros no brasil afinal de conta minas gerais e aqui pertinho

  • gaspar

    Grande! receberemos a primeira filial extraeuropeia da empresa que fabricava caminhões para os nazistas gazearem judeus, poloneses, deficientes físicos e mentais e dissidentes.

  • karlson rocha silveira

    Com um investimento de 350 milhões de Euros + a fábrica da Magirus, a codemig (goveno mineiro) deveria apressar a instalação do condomínio de auto-peças da Iveco em Sete lagoas. A Iveco deveria estudar a fabricação de CAMINHONETES como a S-10, Nissan,Toyota Hilux,etc. Existe, hoje, um mercado enorme!

  • Cassiano Rogério Reis

    Além destes caminhões novos a frota de carro de contra incêndio da Infraero conta com Ivecos Impact Eurifire 420, de uma frota de mais de uma centena adquirida em 2000 e uma outra de Ivecos Dally 4 x 4 visando atender resgates em possíveis acidentes aeronáuticos nos aeroportos pelo Brasil afora, trabalho com a manutenção destes e graças a estes excelentes produtos podemos ter equipamentos que atendem as toadas as normas exigidas no pais e no exterior, estamos a mesmo nível dos principais Aeroportos do mundo no que concerne a equipamentos contra incêndio e a vinda da fábrica para cá só pode trazer melhorias e mais opções aos usuários!

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