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Comerciais | 29/10/2013 | 19h15

Implementos: empresas se preparam para crescimento continuado do mercado

Estratégias em inovação e agilidade sustentarão a expansão das vendas nos próximos anos

SUELI REIS, AB

Com a retomada do mercado de caminhões em 2013, o setor de implementos rodoviários comemora a boa fase do setor. Focadas em atender a maior parte dos segmentos da economia no quesito transporte de carga, impulsionado este ano pelo agronegócio, construção civil e mineração, além do varejo nos grandes centros urbanos, as fabricantes de veículos rebocados e implementadoras aproveitam a 19ª edição da Fenatran (até sexta-feira, 1º, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo) para apresentar atualizações de produtos já conhecidos e mostrar soluções que combinam tecnologia e sustentabilidade, tema central do evento deste ano.

O que mais se vê na feira são melhorias em produtos já existentes, mas boa parte reservou para o evento o lançamento de produtos, alguns totalmente novos, introduzindo a empresa em nichos de mercado; outros ainda inéditos no âmbito nacional – muitos apostam na produção de carrocerias e implementos em alumínio, visando redução de peso e consumo. Serviços complementares como os de rastreamento de carga e de gestão de frota não faltam, fazendo parte do portfólio de muitas montadoras, inclusive. Grande parte do que é apresentado está sustentado por instituições financeiras, a maioria das próprias fabricantes, com pacotes de soluções para cada tipo de operação.

O objetivo comum a todos no setor é encontrar em cada nicho de mercado uma oportunidade para atuar e incrementar os negócios neste ano. É muito clara a intenção de toda a indústria de tornar real o crescimento nas vendas de implementos rodoviários esperado para este ano, de até 13%, conforme projeta a Anfir, a associação das fabricantes (leia aqui). O resultado, se confirmado, será bem mais confortante que o de 2012, quando o setor anotou queda de 16%.

A maioria das empresas considera 2013 como o ano da recuperação, caso da Randon, líder do segmento, com participação de 35%. Segundo o diretor da divisão de implementos das Empresas Randon, Norberto Fabris, o que se espera é a arrancada este ano e manutenção do nível de crescimento nos próximos, para que o setor volte aos níveis de vendas de 2011, ano de recorde histórico, com a entrega de 190 mil implementos, considerando pesados (reboques e semirreboques) e leves (chassis).

Para o executivo, a capacidade atual da indústria de implementos atende a necessidade do País. “O que se tem hoje, aqui na Fenatran, é uma mostra do que as empresas nacionais são capazes de produzir”, disse.

A fabricante prevê incrementar suas vendas em pouco mais de 30% este ano. A retomada, segundo Fabris, foi positivamente influenciada pelo planejamento antecipado e nivelado durante todo o ano, proporcionado pelas menores taxas de juros do Finame PSI, anunciadas ainda em 2012. “Este ano trabalhamos em dois turnos e a todo o vapor para atender a demanda do mercado interno. Tivemos até que sacrificar um pouco as exportações para dedicar às vendas domésticas”, disse.

Para o executivo da Randon, em 2014 “há indicadores positivos na economia em geral, mas os negócios podem oscilar pouco para cima ou para baixo, algo como 2% ou 3%”.

Na avaliação de José Soler, diretor executivo da Rodofort, sexta empresa no ranking de vendas de implementos, o aumento das vendas deste ano é certa, entretanto, o que vai definir o grau de elevação é a oferta de crédito. “Sabemos que o governo decidiu manter o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em 2014, mas ainda não há indícios de quais serão as condições. Se houver aumento significativo das taxas, muito acima dos atuais 4% (ao ano), o crescimento do setor será mais tímido”, avalia.

A empresa, que até agora atuava apenas no Estado de São Paulo, está expandindo sua presença pelo País e planeja fechar o ano com 11 novos distribuidores – nove deles fora de São Paulo. Além disso, está aumentando sua capacidade produtiva: em janeiro de 2014, dará início às operações de sua nova fábrica localizada em Jacutinga (MG): duas linhas de montagem da unidade de Sumaré (SP) serão transferidas para a nova planta, abrindo espaço para outros produtos na matriz paulista.

Com isso, Soler espera que enquanto o mercado total de implementos cresça entre 2,5% a 4% no ano que vem no Brasil, a Rodofort incrementará suas vendas em 40%, para algo como 3,5 mil unidades. “Isso poderá aumentar nossa participação dos atuais 2,5% para 3%. Cada ponto de market share representa R$ 100 milhões no faturamento”, revela.

A receita que parte das implementadoras tem seguido - aumentar capacidade produtiva e investir em lançamento de novos produtos – deu certo para a Noma. Nos últimos cinco anos, a empresa observou a duplicação dos volumes de vendas ano a ano. Hoje, com 10% de participação do mercado, sua meta é crescer 37% em 2013 (com 7,6 mil unidades). A corrida para elevar as vendas inclui a abertura de uma nova fábrica em Tatuí (SP), no segundo semestre de 2015, o que dobrará sua capacidade de produção, hoje sustentada pela planta matriz de Sarandi (PR). Com a nova linha de montagem, a empresa projeta aumentar sua participação já em 2015 para 15%.

“O lançamento de nossa Linha Fênix em 2011, na última Fenatran, nos deu novo impulso de atuação no mercado. Acreditamos que nossa meta de crescer 10% no ano que vem será alcançada a partir da demanda elevada para esta linha. Que venha 2014!”



Tags: Implementos rodoviários, Fenatran, reboques, semirreboques, Randon, Noma, Rodofort.

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