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Líderes perdem em mercado mais pulverizado

Mercado | 04/11/2013 | 20h00

Líderes perdem em mercado mais pulverizado

VW tem a maior queda de vendas entre as marcas; Hyundai dispara em participação

SUELI REIS, AB

Concluídos dez meses, correspondentes a 83,3% do ano completo, o ranking das dez marcas que mais venderam automóveis e comerciais leves no Brasil torna mais claro e evidente o que esperar de 2013: o ano ficará marcado pela importante perda de participação de mercado das tradicionais quatro líderes, ao mesmo tempo em que o espaço é ocupado pelas demais fabricantes, principalmente as de origem oriental.

A líder Fiat, que no acumulado entre janeiro e outubro ficou com 21,61% do mercado, viu sua fatia diminuir 1,51 ponto porcentual quando comparado com igual período do ano passado. No mesmo caminho, a Volkswagen, na vice-liderança, foi a que mais perdeu participação nestes dez meses, 2,51 pontos abaixo do registrado há um ano, para 18,73%. Ambas registraram quedas expressivas nas vendas: enquanto a marca italiana entregou 7,85% menos veículos neste acumulado contra igual intervalo do ano passado, a Volkswagen apurou recuo de 13,05% das vendas deste ano até outubro.

O movimento de queda dos líderes e ascensão dos concorrentes, que vem ocorrendo gradativamente nos últimos anos, ganha força após a adoção de uma velha receita que sempre deu resultado: lançamentos de produtos condizentes com o consumidor brasileiro eleva a cada mês a fatia de quem planejou seguir esse caminho e que já colhe bons resultados. É o caso da General Motors, terceira maior do mercado nacional, que ao concluir, no início deste ano, a renovação de todo o seu portfólio, só agora retornou aos patamares dos 18% de participação, após descer para 17% há um ano: as vendas da montadora cresceram 1,83% em dez meses.

A Ford, que teve importantes lançamentos em 2013, como os novos Focus e Fiesta, além da boa aceitação para a nova geração do EcoSport, aumentou as entregas em 3,06% no acumulado janeiro-outubro, terminando o período com 8,98% de participação, 0,41 ponto porcentual a mais do que em mesmo período de 2012.

Mas o grande destaque da tabela é a Hyundai, que agitou o mercado com a família HB20. Sua participação saltou de 2,59% há um ano para 5,81% no fechamento de outubro, elevando a marca da nona para a sexta posição do ranking e encostando na quinta colocada, a Renault, cujas vendas caíram 5,77% até outubro. Consequentemente, também é da Hyundai o maior índice de crescimento das vendas no comparativo anual, 121,72%, mais que o dobro do registrado entre janeiro e outubro do ano passado.

Logo atrás vem a Toyota, com a mesma estratégia: o lançamento de seu modelo de entrada Etios, que ocupa a produção da nova fábrica da montadora em Sorocaba (SP), inaugurada há pouco mais de um ano, somado ao Corolla, trouxe a marca para a sétima posição, ao ganhar 1,97 ponto porcentual do mercado ao mesmo tempo em que suas vendas subiram 2,9% em dez meses.

Ao contrário da conterrânea japonesa, Honda e Nissan perderam uma posição cada. No caso da Honda, houve acréscimo de 0,51% das vendas, enquanto a Nissan, limitada com a cota que traz do México, amargou queda de 26,97%.

A Citroën, que não ganhou nem perdeu posição, fecha o ranking das 10, com queda de 12,7% das vendas e 0,24 ponto porcentual de recuo de fatia do mercado, para 1,83%.

Veja abaixo a tabela completa do ranking de vendas:

Ranking



Tags: Ranking, vendas, veículos leves, Volkswagen, Fiat, Ford, GM, Toyota, Renault, Hyundai, Nissan, Honda, Citroën.

Comentários

  • Edgard Gellert

    Os automóveis lideres de vendas ha décadas (Palio, Gol) são automóveis projetados e desenvolvidos no Brasil tendo como base os gostos e necessidades dos brasileiros, portanto considero infrutífera a conotação de que estes fabricantes perderam espaço no mercado por não estarem condizentes com o consumidor brasileiro. O que ocorreu nestes meses foi a falta de lançamentos de novos produtos totalmente reestilizados por parte destas duas montadoras líderes, fato que coincidiu com o lançamento de novos modelos por parte da Hyundai e GM. Tambem não há de se desprezar décadas de sucesso em vendas e acertos por conta de alguns meses de vendas em alta das outras montadoras.

  • Rod

    A questão é: Quanto da capacidade de produção de cada montadora está sendo alcançado? Abraço.

  • Edgard

    Outra questão : e a lucratividade de cada montadora ? Não basta só vender !

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