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Indústria | 07/11/2013 | 19h08

Renault premia fornecedores no Brasil

Primeira edição da premiação no País reconhece seis empresas

PEDRO KUTNEY, AB

A Renault premiou formalmente os fornecedores de melhor desempenho no País na noite de quarta-feira, 6. Foi a primeira edição do Renault Awards Brasil, que passa a ser realizado anualmente. “Antes escolhíamos apenas um fornecedor aqui para disputar com todos os outros da companhia no mundo. Agora tropicalizamos o prêmio, adaptando a avaliação ao mercado local, levando em conta padrões e critérios específicos”, explica Flávio Almeida, diretor de compras da empresa.

Ao completar 15 anos de atividades industriais no Brasil, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) tem mais de 150 fornecedores diretos. As compras giram em torno de R$ 5 bilhões por ano (segundo estimativas, pois a empresa não revela o montante). “Estamos em quinto em vendas no mercado brasileiro, mas calculo que somos a terceira em utilização de componentes locais”, diz Almeida. Ele calcula em 80% o índice médio de nacionalização dos três carros da marca produzidos hoje no Paraná: Logan, Sandero e Duster.

O grau de nacionalização é aumentado pela maior localização dos produtos feitos no País. Mas a Renault adota para os fornecedores instalados no Brasil a mesma estratégia global Drive to Five, que prevê redução anual de 5% dos custos. “O objetivo é a redução dos custos totais de entrega de cada veículo e para isso a cadeia de suprimentos tem colaboração fundamental”, explica Almeida. Segundo ele, as compras locais ajudam a atingir essa meta. “Muitos de nossos fornecedores estão no Paraná e isso reduz naturalmente os custos de logística. Outro exemplo nessa linha é a utilização de embalagens que acomodam mais peças em um mesmo espaço.”

Sem citar empresas nem setores, Almeida considera que ainda há gargalos importantes na cadeia de suprimentos do setor automotivo no Brasil. “Para um número considerável de componentes faltam fornecedores ou existem apenas um ou dois. Alguns passam por sérias dificuldades financeiras. Essa situação aumenta os riscos e pode elevar os preços”, diz. Nesse sentido, ele avalia como positiva a chegada de novos fornecedores ao País, que vêm na esteira de novas montadoras e fábricas no País.

Na opinião do executivo, a política industrial do governo para o setor automotivo, o Inovar-Auto, tem potencial para trazer ao País a fabricação de componentes e sistemas que hoje não são feitos aqui, já que o programa incentiva as compras locais ao mesmo tempo em que impõe metas de eficiência energética e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e engenharia no Brasil.

PREMIADOS

Na primeira edição do Renault Awards Brasil, foram premiadas seis empresas que tiveram o melhor desempenho em 2013 em seis categorias: logística fornecedor (entrega), redução de custos (Drive to Five), qualidade, serviços, serviços e equipamentos para projetos e logística.

Também foi criado o Prêmio Especial para a empresa que obteve o melhor desempenho somado em entrega, qualidade e redução de custos. Nesta condição, a grande vencedora da primeira premiação da Renault aos fornecedores no Brasil foi a Yazaki, que de sua fábrica em Irati (PR) fornece chicotes elétricos para os veículos da marca. Também recebeu o troféu de fornecedor que mais contribuiu para o Drive to Five, de redução de custos. “É uma empresa muito inovadora, com uma lista gigante de ações que contribuíram com reduções de custo até acima da nossa meta de 5%”, elogiou Flávio Almeida.

“Reduzimos os custos com um forte trabalho de engenharia e melhoria contínua, sem cortar nossas margens. Seguimos os princípios do Drive do Five desde o início da operação da Renault no Brasil, há 15 anos”, disse Rudolf Fromm, diretor comercial e de desenvolvimento da Yazaki do Brasil, que recebeu os dois troféus da empresa na noite da quarta-feira, 6. Uma dessas contribuições, segundo explica Fromm, é a integração de operações que antes eram feitas pela montadora. Exemplo disso é a caixa BIM, de fusíveis, que vem de outro fornecedor e é integrada pela Yazaki ao seu chicote antes de ser entregue à Renault.

A Yazaki tem cerca de um terço do mercado nacional de chicotes fornecidos às montadoras instaladas no Brasil, o que significa cerca de 1,2 milhão de unidades produzidas por ano para todas as marcas com produção nacional. Existe grande complexidade de produção, em função das diferenças de arquitetura eletroeletrônica dos diversos modelos de veículos atendidos. “É um trabalho muito manual, que exige grande atenção ao processo para manter índices de qualidade”, explica Fromm.

Na categoria qualidade, o vencedor do prêmio da Renault foi a Takata Petri, que fornece volantes, airbags e cintos de segurança. “Eles tiveram zero ppm (índice de partes com defeito por milhão), sem nenhum problema de campo”, destacou Almeida.

Para completar a lista de fornecedores produtivos premiados, a siderúrgica ArcelorMittal, que fornece aço laminado, ganhou o troféu de melhor empresa em logística de entrega. “Tiveram uma taxa de 100%, mesmo em momentos difíceis de oscilação do mercado durante 2013”, justificou o diretor de compras da Renault.

Veja abaixo a lista completa de premiados:

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Assista abaixo a entrevista exclusiva de Flávio Almeida para a ABTV:



Tags: Renault, prêmio, fornecedores, suprimentos, compras, Renault Awards Brasil 2013, Yazaki, Sapore, Transmoreno, Takata Petri, Firac, ArcelorMittal.

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