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Um programa agressivo para reabilitar o GNV

Combustíveis | 27/11/2013 | 20h20

Um programa agressivo para reabilitar o GNV

Equipamentos eletrônicos avançados fazem parte do esforço para reconquistar o usuário

PAULO RICARDO BRAGA, AB

A Comgás inicia um programa agressivo para estimular o uso e a confiança no gás natural veicular (GNV) no Estado de São Paulo, que passa por campanhas junto a instaladoras de aparelhos de conversão, concessionárias de veículos, frotistas e taxistas. Em paralelo, a empresa faz esforços junto ao governo para redução do imposto sobre o produto, desconto no IPVA e inclusão do GNV na Lei de Transporte Público da capital paulista, que prevê o incentivo ao uso de combustíveis renováveis para atender os novos limites de emissões. Há também empenho para dispensar da inspeção veicular os veículos que utilizam GNV, já que eles são submetidos a inspeção anual do Inmetro, que seria mais completa.

“Precisamos convencer o usuário da grande disponibilidade de gás, da disposição da Comgás em gerenciar o novo programa e dos benefícios econômicos de adotar o GNV, com rápido retorno do investimento. Vamos provar a ele que a quinta geração de aparelhos de conversão é muito superior aos dispositivos anteriores, com sistemas eletrônicos avançados que eliminam o histórico de problemas com manutenção e as reclamações de perda de potência”, explica Sérgio Luiz da Silva, diretor de marketing, planejamento e suprimento de gás da Comgás.

O executivo aposta em uma nova disciplina do mercado com a depuração nas empresas que oferecem a instalação de equipamentos, a exigência de certificação das convertedoras e dos kits pelo Inmetro e em um aperto na fiscalização, para evitar conversões informais. Para o sucesso de seu plano, de colocar em alta novamente o uso do gás natural veicular, Silva aposta principalmente na demanda junto a cooperativas de táxis, frotas corporativas e de serviço, promoções em feiras e nas parcerias com empresas como a Ecofrota ou a Ticket Car, que oferecem suporte à gestão de frotas.

O executivo estima que na região metropolitana de São Paulo existam 37 mil táxis, dos quais 5 mil a 6 mil utilizam GNV. “Queremos chegar a 20 mil em dois anos”, pondera o diretor, esclarecendo que os proprietários trocam os táxis a cada três anos, quando abre-se uma janela de oportunidade para adoção do sistema de gás. A Comgás deve-se incentivar também o GNV entre seus 1,3 milhão de consumidores domésticos de gás.

O cilindro empregado como reservatório de GNV é nacional, mas o equipamento é importado da Itália, que possui tradição no uso do combustível gasoso. As concessionárias de veículos, que atuam como ponto central na oferta de serviços, oferecidos em parceria com as convertedoras para o gás, respondem pela garantia do sistema, sem prejuízo da garantia do veículo.

Foram poucas as iniciativas das montadoras para aplicar o equipamento conversor para gás em seus veículos, seja diretamente ou por meio de empresas homologadas. O GM Astra Multipower foi pioneiro, em 2004, vindo depois a Ford Ranger e Fiat Siena, em 2006, quando as vendas de conversões chegaram ao auge. Em 2008 a alternativa do gás foi praticamente esquecida pelos fabricantes de veículos e teve início no mercado a retirada de equipamentos de GNV dos veículos.

Na retomada em curso, a Comgás espera convencer as montadoras a apoiar o programa. Uma das formas de estímulo seria adequar o projeto de alguns tipos de veículos para receber o kit GNV. No fim de novembro a empresa procurou a Anfavea, entidade dos fabricantes de veículos, para apresentar suas iniciativas.

- Leia aqui sobre as principais vantagens do uso do GNV sobre gasolina e etanol e as tecnologias aplicadas adotadas para rodar com gás.



Tags: Congás, GNV, gás natural veicular, combustíveis.

Comentários

  • Jorge Pimentel de Morais

    Prezados. As montadoras não disponibilizam GNV em seus veículos porque sabem dos GRANDES RISCOS que existem e sua possível responsabilização. As oficinas mecânicas brasileiras ESTÃO LIVRES PARA FAZER O QUÊ QUISEREM. Dificilmente possuem RESPONSÁVEL TÉCNICO, e na prática, NÃO SE RESPONSABILIZAM POR NADA, PORQUE SABEM DA IMPUNIDADE QUE GRAÇA NO BRASIL! Sobre a INSPEÇÃO ANUAL DO INMETRO, trata-se de MAIS UMA PIADA BRASILEIRA. Uma verdadeira rede de fraudes, incluindo A PROIBIÇÃO DA DIVULGAÇÃO DOS GRAVÍSSIMOS ACIDENTES OCORRIDOS. Chamar de MÁFIA É ELOGIO! Att. Jorge Morais.

  • Edgard Gellert

    Concordo plenamente com as afirmações do colega Jorge Pimentel de Morais e acrescento : quem é do segmento de reparação automotiva sabe o quanto este combustivel é prejudicial ao motor do veiculo bem como a diminuiçao significativa do tempo de vida util do motor. Alem do custo de instalação inicial ser alto, o custo de manutenção é bastante elevado.

  • Janduir Medeiros de Morais

    Hoje compensa somente para quem já tem o kit e roda muito. Quanto a dar defeitos mecanicos, realmente alguns modelos não se adaptam bem no gnv, mas o que estraga é somente o cabeçote. Siena Tetrafuel e Ranger com gnv de fábrica, tiveram seus cabeçotes reforçados. Mas a chevrolet quando lançou o Astra Multipower confiou tanto no seu cabeçote que não mexeu no mesmo. Por isso taxistas rodam 300 ou 400mil KM sem mexer nos motores de seus Chevrolet. Façam as contas: 300.000km rodados na gasolina o custo para um carro que faça 7km/l seria de quase R$112.000,00 (gasolina 2,59) e mesma km no gnv (10km/m a 1,59) daria R$47.700,00. Economia de 65.000,00 fora o desconto de ipva, portanto para quem roda muito , mesmo gnv caro, compensa e muito. O consumo que passei é de um Astra Elite 2.0 AT (carro que tenho). No meu caso, quando vendo o carro retiro o kit (5ªgeração) e vou reinstalando nos próximos carros.

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