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Trabalho | 15/01/2014 | 14h44

GM: TRT apresenta proposta de indenização

Tribunal sugere que montadora estenda benefícios de um PDV a metalúrgicos recém-demitidos

REDAÇÃO AB

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região apresentou proposta de indenização aos trabalhadores demitidos da General Motors, em audiência de conciliação realizada no dia 14 em Campinas (SP). O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região vai apresentar essa proposta aos trabalhadores.

Segundo o sindicato, o desembargador Henrique Damiano, que presidiu a audiência, propôs que a GM estenda a todos os trabalhadores demitidos no dia 31 de dezembro os benefícios concedidos no Programa de Demissão Voluntária (PDV) aplicado em setembro.

Damiano sugeriu também a reintegração de todos os estáveis (lesionados e funcionários em fase de pré-aposentadoria), assistência médica por quatro meses após a data do aviso prévio e a discussão entre empresa e sindicato sobre o nível de emprego na planta de São José dos Campos (SP).

No caso dos trabalhadores em fase de pré-aposentadoria (até 24 meses antes da concessão do benefício previdenciário), estes receberiam indenização referente ao período de contribuição. O sindicato busca na Justiça a suspensão das demissões e estabilidade para todos os trabalhadores. A audiência de conciliação foi em resposta à ação movida pelo sindicato contra a GM. O próximo encontro no TRT ocorre na quarta-feira, dia 22, às 14h30.

No fim de dezembro, a montadora demitiu 687 trabalhadores, rompendo acordo assinado em janeiro de 2013 com o sindicato, que previa abertura de negociação em 2014 sobre o nível de emprego na fábrica. Desde então, a entidade que representa os metalúrgicos realiza uma campanha nacional para a suspensão das demissões.

Os cortes decorrem do fim da produção do Chevrolet Classic no setor de Montagem de Veículos Automotores (MVA), em São José dos Campos. A GM concentrou a produção do sedã na fábrica de Rosário, na Argentina.



Tags: TRT, GM, General Motors, sindicato, metalúrgicos, São José dos Campos, PDV, desembargador Henrique Damiano, Classic, Rosário, lesionados, pré-aposentadoria.

Comentários

  • José

    Querem tapar o sol com a peneira, isso é um absurdo, sindicato, patrão e governo são farinha do mesmo saco, no final das contas quem paga o pato são os trabalhadores que dão suas vidas a uma multinacional que vem ao Brasil explorar os otários e ganhar muito dinheiro. Conheço bem esta questão, sou especialista no assunto, na verdade o que eles querem é redução de custos, como não tem gente competente em faze-la de outra maneira, vão para o caminho mais curto, rápido e fácil, pois para quem não sabe, qualquer redução feita no início do ano o valor tem mais representatividade com relação a que seja feita nos meses subsequentes. Acorda Zé povinho, trabalhadores demitidos, não aceitem propostas chulas, porque uma vez desempregados vindo de uma montadora, o retorno ao mercado de trabalho é quase impossível.

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