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Lançamentos | 22/01/2014 | 02h22

Geely estreia em março com bom sedã médio

Modelo EC7 vem por cerca de R$ 50 mil; segundo carro da marca será compacto

MÁRIO CURCIO, AB | De Itu (SP)

Reportagem atualizada às 15 horas.

A partir de março deste ano, 15 concessionárias em 13 cidades brasileiras começam a vender os automóveis da fabricante chinesa Geely. Ela investiu US$ 37 milhões na fábrica uruguaia Nordex, onde os automóveis serão montados. O primeiro modelo a chegar é o EC7, um sedã médio como Honda Civic e Toyota Corolla, só para citar os líderes desse segmento. O importador oficial da Geely é José Luiz Gandini, o mesmo que há 21 anos traz os modelos da Kia Motors.

O EC7 tem motor 1.8 e boa qualidade geral, como você poderá ler mais adiante nesta reportagem. O preço, ainda a ser definido, ficará em cerca de R$ 50 mil. Entre abril e junho chega o hatch compacto GC2, cujo desenho dianteiro faz lembrar a carinha de um urso panda. Vem por cerca de R$ 30 mil. “Queremos vender 3,5 mil unidades até o fim do ano”, afirma o presidente da Geely Motors do Brasil, Lin Zhang.

A empresa pretende ter 25 concessionárias abertas até dezembro. “Em 2015, queremos vender 20 mil carros no Brasil”, diz Zhang. Esse volume corresponde à capacidade instalada para essa marca chinesa dentro da Nordex. A Geely admite a possibilidade de uma fábrica no Brasil: “Se houver essa decisão, o anúncio ocorrerá até o fim do ano”, afirma o presidente da empresa no Brasil, Ivan Fonseca e Silva.

Os chineses sondaram os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia. “Mas foram apenas contatos iniciais”, diz Lin Zhang. A fabricante chinesa é a proprietária desde 2010 da Volvo e está investindo US$ 4 bilhões em um centro de pesquisa e desenvolvimento em Gotemburgo, na Suécia.

Geely
Sedã EC7 tem bom espaço interno e grande porta-malas. O carrinho à esquerda é o compacto GC2. Com desenho inspirado nos ursos pandas, ele chega entre abril e junho (fotos: Mário Curcio)

No local, uma das tarefas dos engenheiros é criar a próxima geração do EC7, cuja plataforma será a mesma do Volvo V40. Na hipótese de haver mesmo a fábrica brasileira, isso abriria a possibilidade de a unidade montar tanto o modelo chinês como o Volvo. Em entrevista coletiva, a presidência da companhia relutou em admitir essa possibilidade, mas o próprio importador oficial, José Luiz Gandini, reconhece que ela faz todo o sentido.

SEDÃ EC7 TEM QUALIDADES QUE SE DESTACAM

Automotive Business avaliou por cerca de 50 quilômetros o novo sedã EC7. O carro tem bom acabamento geral, algo fácil de perceber pelos plásticos utilizados no volante, painel e revestimento das portas. Não se veem rebarbas ou encaixes ruins. Os bancos usam couro sintético perfurado para reduzir a transpiração e o calor.

Vidros, travas e retrovisores têm acionamento elétrico. O ar-condicionado é digital. A direção traz assistência hidráulica e há sensores traseiros de estacionamento. O espaço interno é bom nos bancos dianteiros e traseiro e o porta-malas, segundo a Geely, leva 670 litros de bagagem. A posição de dirigir é boa e o volante tem ajuste de altura. O computador de bordo informa autonomia e velocidade média. Como manda a lei, tem airbag duplo e freios com sistema antitravamento. De quebra, traz discos nas quatro rodas e distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD). A posição de dirigir agrada e o ar-condicionado foi eficiente numa tarde em que o sol ardia no interior do Estado de São Paulo.

Mas sempre há alguns poréns. No caso do EC7, eles começam pelo fato de só haver transmissão manual de cinco marchas. No início de 2015 ele terá opção automática do tipo CVT. Outro senão: o câmbio usa relações um pouco longas, que resultam em retomadas de velocidade lentas e obrigam o uso mais frequente de terceira e quarta marchas.

Geely
Posição de dirigir agrada e couro sintético perfurado reduz transpiração. Transmissão manual de cinco velocidades é longa e exige uso mais frequente de terceira e quarta marchas. Em 2015 haverá opção automática CVT. Espaço é bom na frente e atrás. Motor de 130 cv consome apenas gasolina, mas versão flex e sem tanquinho vem em junho. Porta-malas tem 670 litros de capacidade (fotos: Mário Curcio)

O motor do EC7 por enquanto consome apenas gasolina. Tem quatro cilindros, 16 válvulas e comando variável tanto para as de admissão como de escape. Segundo a Geely, produz 130 cv de potência a 6.100 rpm e 16,9 mkgf de torque a 4.100 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 12 segundos e a velocidade máxima é de 185 km/h.

Em julho, o carro passará a ter motor flex, o que tende a depreciar as primeiras unidades: “Gostaria que fosse diferente”, admite o gerente de pós-venda Oswaldo Jardim. Seguindo a tendência atual, esse futuro propulsor não terá reservatório de gasolina para partidas a frio.

O EC7 mede 4,63 metros e tem 2,65 de distância entre eixos. Pelo preço a ser praticado, a Geely acredita que ele brigará com modelos como Fiat Linea, Chevrolet Cobalt e JAC J5.



Tags: Geely, José Luiz Gandini, Honda Civic, Toyota Corolla, EC7, GC2, Lin Zhang, Ivan Fonseca e Silva, Nordex, Oswaldo Jardim, Volvo.

Comentários

  • Paulo Roberto de Jesus

    Quer perder dinheiro então compra. Quem quiser conferir é só dar uma olhada nos carros que mais desvalorizaram em 2013. Abraços Paulo de Jesus

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