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Indústria | 22/01/2014 | 05h07

Brasil pode ter outra fábrica chinesa de carros

Geely entraria com 60% e Gandini, com o restante; decisão deve sair até o fim do ano

MÁRIO CURCIO, AB | De Itu (SP)

Até o fim do ano, o Brasil poderá receber o anúncio de uma nova fábrica chinesa de automóveis em seu território. Embora ainda não haja plano de investimento concreto nem modelos definidos, a Geely admite estudar essa possibilidade. Entre os Estados cotados estão São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia.

“O Grupo Gandini fará tudo para ser em São Paulo”, afirma o presidente da Geely Motors do Brasil, Ivan Fonseca e Silva, referindo-se à vontade de José Luiz Gandini, importador oficial da nova marca chinesa, que estreia em março com o sedã EC7. “Nessa fábrica, a Geely entraria com 60% e Gandini, com os 40% restantes”, diz Fonseca e Silva.

Para essa unidade, é provável que o primeiro carro seja o EC7 em sua próxima geração, cuja plataforma é a mesma do Volvo V40. A Geely adquiriu a Volvo Cars em 2010 e por isso poderia fabricar aqui o modelo sueco, seguindo os passos de outras marcas de luxo. A BMW estreará como montadora no Brasil este ano. Mercedes-Benz e Audi voltarão a produzir carros no Brasil.

GANDINI TEVE APROVAÇÃO DA KIA PARA TRAZER GEELY

Importador oficial da sul-coreana Kia há 21 anos, José Luiz Gandini diz ter sido procurado pela chinesa Geely para que trouxesse os carros dessa marca chinesa. “Solicitei e recebi a autorização da Kia. Tenho isso documentado”, diz Gandini. “Como sou o presidente da Kia Motors do Brasil, contratei o Ivan (Fonseca e Silva) para o cargo na Geely.”

Sobre a possibilidade de fábrica da Geely no Brasil, Gandini se diz cauteloso: “Eles querem vir já, mas acho que este é um ano para raciocinar (...) Não sabemos se haverá mercado para tanta capacidade instalada.”

Tudo indica que o importador queira ver primeiro a aceitação dos novos carros e também o comportamento do mercado brasileiro. Por estar trazendo os carros do Uruguai, Gandini não paga os 30 pontos extras de IPI, como ocorreria se eles viessem da China.

A Geely investiu US$ 37 milhões no Uruguai para que a Nordex fabrique até 20 mil carros por ano em um novo galpão. A produção é relativamente complexa. As chapas não são estampadas no Uruguai, mas a Nordex solda e pinta a carroceria, assim como faz com o Kia Bongo, também trazido por Gandini.

JUNTOS OUTRA VEZ

Ex-presidente da Ford no Brasil, Ivan Fonseca e Silva convidou para a gerência de pós-venda da Geely o amigo Oswaldo Jardim, com quem trabalhou muitos anos na mesta montadora. Jardim se aposentou no meio de 2013, deixando o cargo de diretor de operação de caminhões da montadora.

Sobre o novo EC7, cujas vendas começam em março, Jardim destaca a segurança, que garantiu quatro estrelas ao modelo em 2011 no teste Euro NCAP. Também recorda a garantia de três anos ou 100 mil quilômetros e as revisões com preço fixo.



Tags: Kia Motors, Geely, Ivan Fonseca e Silva, José Luiz Gandini, Oswaldo Jardim, Ford, BMW, Mercedes-Benz, Audi, Nordex.

Comentários

  • Hilton Cezar Fraboni

    Chega de montadoras de automóveis no Brasil que só vem para cá para encherem os bolsos com lucros exorbitantes e para encher as ruas e estradas de problemas para o administrador público. Precisamos de fábricas de chips, celulares, satélites, foguetes, aviões, laboratórios de pesquisas avançadas em tecnologias, pesquisas em novas fontes energéticas, pesquisas genéticas para a medicina e agricultura, estruturar o e explorar o turismo e tantas outras atividades que geram progresso sem grandes impactos negativos.

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