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Certificação | 22/01/2014 | 19h20

Inmetro: Volkswagen Up! e Ford Fusion Híbrido estão entre os mais econômicos do Brasil

Foram testados pelo Programa de Etiquetagem Veicular 496 modelos de 36 marcas diferentes

CAMILA FRANCO, AB

O número de inscritos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular aumentou significantemente este ano, como mostra lista divulgada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) esta semana. Para se habilitar ao Inovar-Auto e evitar adicional de 30 pontos porcentuais no IPI, as montadoras devem comprovar a eficiência energética de seus veículos por meio do programa. E é o que fizeram quase todas as fabricantes de veículos instaladas no País, com exceção da General Motors, que mais uma vez preferiu deixar os motores de seus Chevrolet de fora da avaliação.

Foram testados em laboratório pelo instituto 496 modelos e versões de automóveis e comerciais leves (169 a mais que no ano passado) de 36 marcas nacionais e importadas diferentes: Audi, Bentley, Changan, Chery, Chrysler, Citroën, Dodge, Ferrari, Fiat, Ford, Hafei, Honda, Hyundai, JAC, Jaguar, Jeep, Jinbei, Kia, Lamborghini, Land Rover, Lexus, Maserati, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Porsche, Rely, Renault, Rolls-Royce, Smart, Subaru, Suzuki, Toyota, Volkswagen e Volvo.

Os modelos de 2014, divididos em 12 segmentos, foram classificados numa escala com notas que vão de A até E, sendo A para o menor consumo. Cada um ganhou duas notas. Uma delas compara o consumo do carro com outros de sua categoria e a outra, em relação a todos os demais veículos avaliados. A nota relativa à categoria poderá aparecer em etiqueta colada no carro, isso se a montadora concordar em utilizá-la. Não por acaso, apenas as avaliadas com nota A divulgaram que vão usar a etiqueta este ano. Confira os resultados.

SUBCOMPACTOS

Um dos melhores desempenhos foi o do Volkswagen Up!, que começa a ser vendido no início de março no Brasil como carro de entrada da marca em substituição ao Gol G4. A lista aponta que serão oferecidas dez versões do subcompacto com motor flex 1.0 de 12 válvulas, três cilindros e 82 cavalos, o mais potente da categoria. O que muda entre elas é o número de portas (duas ou quatro), a transmissão, que pode ser manual ou automatizada de cinco velocidades, e o nível de acabamento.

Em sua versão mais básica, que tem opção de ar-condicionado e direção elétrica assistida, o Up! fez 9,1 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada com etanol. Abastecido com gasolina, a média subiu para 13,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. O desempenho do modelo topo de linha, o I-Motion com transmissão automatizada, foi semelhante: 9 km/l com etanol na cidade e 13 km/l com gasolina. O consumo energético de todas as versões (resultado levado em conta pelo Inovar-Auto) foi de 1,57 MJ/km. E a emissão de CO2, de 96 g/km. Com estes índices, as dez versões foram classificadas com nota A tanto na categoria quanto no ranking geral e consagram o Up! como o carro flex equipado mais econômico do Brasil.

O Volkswagen Fox BlueMotion, subcompacto impulsionado pelo mesmo motor 1.0 do Up!, consome mais, o equivalente a 1,60 MJ/km, por causa de seu peso maior. Sua nota também foi A.

O Renault Clio conseguiu nota máxima em todas as versões. Seu consumo energético foi ainda menor que o do Up!, chegando a 1,45 MJ/km no modelo mais básico, que consegue 9,5 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol. Mas vale destacar que este não é equipado com ar-condicionado. O mesmo aconteceu com a versão de entrada do Nissan March, também sem o equipamento. Abastecida com etanol, fez 8,9 km/l no ciclo urbano e 10,4 km/l no rodoviário. Seu consumo energético foi de 1,57 MJ/km.

O Smart Fortwo mhd também se saiu melhor que o Up!, com consumo de 1,56 MJ/km. Porém, o segredo do modelo importado não está no desempenho do propulsor 1.0 a gasolina, mas no sistema Start-Stop, que o desativa durante a desaceleração do veículo.

O pior resultado entre os subcompactos foi o apresentado pelo Face, da Chery. O modelo equipado com motor 1.3 flex de 16 válvulas conseguiu nota E. Apresentou consumo energético de 2,02 MJ/km e emissão de 120 g/km de CO2. Seu desempenho foi de apenas 7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada abastecido à álcool. Da mesma marca chinesa, o QQ, que será fabricado no Brasil, terá transmissão manual e propulsor 1.0 de três cilindros a gasolina, que consegue chegar a 11,8 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada. O modelo consome 1,71 MJ/km e ganhou nota C.

Desta mesma categoria foram avaliados ainda JAC J2 e Kia Picanto, ambos com classificação C, além de Novo Uno, Palio e 500, modelos da Fiat, com notas B, A e D em suas versões mais básicas, respectivamente.

COMPACTOS

Dentre os compactos, somente Renault Sandero e Toyota Etios hatchback, ambos flex, tiveram nota A com todas as versões. O motor 1.0 da Renault tem consumo energético de 1,66 MJ/km na mais básica e de 1,75 MJ/km na mais completa, que emite 105 g/km de CO2. Já o Etios apresentou consumo de 1,70 MJ/km em suas quatro versões. O carro conseguiu uma média de 8,5 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada ao rodar com etanol.

Citroën C3, Fiat Siena, Ford New Fiesta hatch, Honda Fit, Hyundai HB20, Peugeot 208 e Volkswagen Gol foram classificados com nota máxima em suas versões mais básicas, que por serem menos equipadas “bebem” menos. New Fiesta e Gol apresentaram consumo energético menores nesta categoria, de 1,68 MJ/Km.

MÉDIOS

Do segmento de médios, o Audi A3 sedã com motor 1.4 a gasolina desponta como novidade, prestes a ser lançada no mercado brasileiro. Esta nova versão fez 10 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada. Foi classificada com nota E ao consumir 2,06 MJ/km e emitir 127 g/km de CO2.

Os únicos carros médios que conquistaram nota A com todas as suas versões (mas apenas na comparação relativa à categoria) foram Ford New Fiesta sedã, Nissan Versa, Novo Renault Logan e Toyota Etios sedã. Dentre eles, o campeão de economia é o Etios, com consumo de 1,69 MJ/km, seguido por Logan (1,73 MJ/km), Versa (1,74 MJ/km) e New Fiesta (1,75 MJ/km).

Toyota Prius e Lexus CT200h, modelos híbridos equipados com um motor a combustão e outro elétrico, foram os únicos médios a obterem nota A tanto na categoria quanto na comparação geral. O Prius fez 15,7 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, abastecido com gasolina. Consumiu o equivalente a 1,40 MJ/km e emitiu 86 g/km de CO2. Já o Lexus alcançou, respectivamente, 15,7 km/l e 14,2 km/l, também com gasolina. Seu consumo foi de 1,41 MJ/km. Os dois modelos tiveram resultados semelhantes porque compartilham o mesmo conjunto, com um motor 1.8 a combustão de 16 válvulas e um elétrico, que juntos geram 134 cavalos de potência.

O carro médio à venda no Brasil em 2014 que mais consome combustível, de acordo com a lista, é o Volvo V40, que traz abaixo do capô um bloco 2.0 de 16 válvulas a gasolina. O hatch, equipado com transmissão automática de seis velocidades e direção eletro-hidráulica, ficou com a pior nota, a E, em todas as suas 29 versões. A média de consumo delas variou de 2,66 MJ/km a 2,81 MJ/km.

GRANDES

Dos mais de 20 veículos grandes testados pelo Inmetro, nenhum conseguiu dupla nota A. Os únicos a obterem a classificação máxima na própria categoria foram Ford Focus hatch, Honda Civic, Kia Cerato, Novo Nissan Sentra, Subaru Forester, Renault Fluence e Toyota Corolla. Destes, o menor consumo energético foi do Honda Civic, de 1,85 MJ/km, na versão equipada com motor flex 1.8 e transmissão manual de seis velocidades. O sedã fez 7,4 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, as médias subiram para 10,7 km/l e 13,4 km/l, nas mesmas condições.

Os carros grandes mais “beberrões” são Audi Q3 e JAC J6. Ambos são equipados com motores 2.0 a gasolina e ficaram com nota E. O modelo alemão consumiu 2,55 MJ/km, com média de 8 km/l na cidade e de 9,6 km/l na estrada. Já o chinês fez 7 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada, consumindo 2,85 MJ/km.

EXTRAGRANDES

Esta nova categoria criada pelo Inmetro aponta o desempenho dos maiores motores do programa. Faz parte dela o Fusion Hybrid, que mais uma vez é considerado o carro mais econômico do Brasil. Com motor 2.0 16 V a gasolina associado a outro elétrico, o modelo da Ford percorreu 16,8 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada.

O único extragrande com motor a combustão a ter nota A foi o Nissan Altima, recém-lançado no País. Com bloco 2.5 abastecido a gasolina, tem consumo energético de 1,94 MJ/km e emite 120 g/km de CO2. Seu desempenho foi de 10,1 km/l no ciclo urbano e de 13,1 km/l no rodoviário.

Entre os piores extragrandes, avaliados com nota E, aparecem Bentley (4,37 MJ/km), Rolls-Royce Ghost (4,02 MJ/km), Volkswagen Touareg (3,50 MJ/km), e os Volvo S60 (3,22 MJ/km e V60 (3,18 MJ/km). O modelo da Bentley consegue rodar apenas 4,5 km/l na cidade e 6,4 km/l na estrada com gasolina.

UTILITÁRIOS ESPORTIVOS E FORA DE ESTRADA

O Inmetro divide os utilitários esportivos entre compactos e grandes. A classificação A foi concedida para Novo Uno Way e Palio Weekend, da Fiat, e também para os concorrentes Ford EcoSport e Renault Duster, dentre os compactos. Enquanto a nota E foi dada aos Hyundai Tucson e ix35 e ao Jeep Compass.

Entre os utilitários esportivos grandes, levaram A o Kia Sportage automático, o Mitsubishi Outlander automatizado, e todas as versões do Toyota RAV4. Com nota E ficaram Kia Sorento, Hyundai Santa Fé e Volvo XC60.

Considerado fora de estrada, o Land Rover Evoque ganhou A quando comparado aos concorrentes dessa categoria, assim como o Renault Duster Dynamique 4x4 e os Suzuki Jimny e Grand Vitara. Foram classificados com nota E os modelos Jeep Wrangler, Land Rover Range Rover Sport, Porsche Cayenne, além dos Mitsubishi Pajero e L200 Triton.

MINIVANS

Foram avaliadas pelo programa oito minivans diferentes, mas apenas duas conseguiram nota máxima: Fiat Doblò 1.4 e Nissan Grand Livina em todas as suas versões. Seus consumos foram 2,37 MJ/km e 2,25 MJ/km, respectivamente. As piores notas foram da Chrysler Town & Country.

COMERCIAIS E CARGA DERIVADOS

Na categoria de comerciais, foram testados modelos das marcas Changan, Fiat, Hafei, Jinbei, Rely e Renault. A picape Chana, da Changan, o Doblò Cargo, da Fiat, e o Kangoo, da Renault, foram melhores. O consumo energético deles variou de 2,07 MJ/km a 2,28 MJ/km.

No segmento de carga derivados aparecem as novas Fiorino e Strada, da Fiat, e a picape Saveiro, da Volkswagen. A Strada foi a pior avaliada, com nota B e consumo de 2 MJ/km. Os demais modelos ganharam nota A, sendo que a Fiorino consome 1,90 MJ/km e a Saveiro, 1,93 MJ/km.

ESPORTIVOS

Carros esportivos também passaram pelos testes do Inmetro. Foram avaliados 12 modelos diferentes este ano: os Ferrari Califórnia e F12 Berlinetta, o Lamborghini Aventador, os Maserati Quattroporte e Gran, os Mercedes-Benz C180 e SLK 250, além dos Porsche Boxter, Cayman, 911 e Panamera, e do Volkswagen Fusca. O menor consumo foi do Mercedes C 180, de 2,13 MJ/km. O maior, do Lamborghini, que chegou a 4,82 MJ/km.

Veja a classificação completa dos modelos aqui.



Tags: Inmetro, etiquetagem veicular, consumo, combustível, Up!, Fusion, eficiência energética, motor.

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