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Insumos | 29/01/2014 | 11h33

Alumínio crescerá em aplicações no powertrain

Blocos do motor feitos com o metal avançarão de 250 mil para 2 milhões em cinco anos

REDAÇÃO AB

Consultas realizadas entre fabricantes de autopeças confirmam a expectativa de uma expressiva evolução na demanda de alumínio para a produção de componentes automotivos nos próximos anos. A explicação para o crescimento na aplicação do material está associada às exigências do programa de eficiência energética promovido pelo governo, que implicam redução de massa em partes dos veículos, especialmente no powertrain. Entendem os fabricantes, também, que ocorrerá a adoção do alumínio como forma de alinhar a oferta local a produtos utilizados internacionalmente, em que predomina o metal.

A relação das aplicações em que o alumínio receberá destaque inclui peças forjadas ou fundidas sob pressão, blocos, cabeçotes e tampas de cabeçote para motor, caixa de transmissão, cárter de óleo, coletores de admissão, rodas de alumínio forjadas, cilindros de alumínio para motores a gasolina, pistões para motor a diesel e gasolina e chassis.

Com destaque para blocos e transmissão, o alumínio deverá conquistar participação em sistemas de powertrain, exigindo investimentos em tecnologias de precisão e ligas especiais. A demanda atual é de 250 mil blocos de motores de alumínio (a capacidade é de 300 mil unidades), mas a projeção para os próximos cinco anos aponta para 2 milhões de unidades, enquanto a produção de veículos avançará para 5 milhões.

Depois da introdução dos motores Ford Sigma, feitos de alumínio, foi a vez de a Volkswagen lançar o EA 211 de três cilindros, que ganhará a companhia de outros propulsores do mesmo material. O emprego de alumínio será crescente nos lançamentos de veículos populares, que somam hoje cerca de 3,4 milhões de unidades e passarão por uma evolução significativa ante a crescente competição no mercado e exigências contidas no Inovar-Auto que impulsionarão a adoção de novas tecnologias e maior eficiência energética. A demanda pelo material deve se expandir entre montadoras como Fiat, GM, Peugeot, Nissan e Renault, Honda, Toyota e Volkswagen e, mais adiante, Audi, BMW, Jaguar, Land Rover, Mercedes.

O setor de autopeças prevê, ainda, transformações no segmento que produz componentes de alumínio para veículos leves, fruto de investimentos e de um movimento de fusões e aquisições entre empresas especializadas na transformação do material.

MOTORES

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) confirma as expectativas sobre a evolução do alumínio na indústria automobilística, evidenciada no crescimento das aplicações no segmento de transportes, o segundo em importância na demanda do material. Segundo Ayrton Filleti, coordenador da comissão técnica e do comitê de mercado de transportes da entidade, os veículos brasileiros utilizam em média 50 quilos de alumínio (a quase totalidade de peças fundidas), enquanto os norte-americanos chegam a 154 quilos e os europeus a 140 quilos.

Filleti aposta em crescimento do uso do alumínio como forma de diminuir a massa dos veículos e trazer ganhos no consumo de combustível, com consequente redução de emissões. Para ele, esse é um dos propósitos do Inovar-Auto, ao trocar pontos do IPI por maior eficiência energética. Ele cita, como exemplo, uma próxima geração de motores da Fiat, com blocos de liga de alumínio em vez de ferro fundido. A PSA Peugeot Citroën também prepara uma família de motores com o mesmo material.



Tags: Alumínio, blocos de motor, EA 211, Up!, Sigma, Volkswagen, Ford, Fiat.

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