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Lançamentos | 08/02/2014 | 10h30

Yamaha 150 Crosser vem incomodar Honda

Modelo chega em abril e mira o público da NXR Bros, quarta moto mais vendida aqui

MÁRIO CURCIO, AB | De Florianópolis (SC)

Aproveitando o novo motor flex que equipa desde outubro a YS 150 Fazer, a Yamaha criou também a XTZ 150 Crosser. A moto foi concebida por engenheiros japoneses e brasileiros. Chega em abril às concessionárias em duas versões: E, com partida elétrica, freios a tambor e preço sugerido de R$ 9.050; e ED, que como itens extras vem com freio dianteiro a disco, guidão ajustável em distância e tabela de R$ 9.350.

A Crosser tem pneus Metzeler de uso misto foi projetada para andar bem tanto na cidade como em trechos de piso irregular e sem pavimentação. Será concorrente direta da Honda NXR Bros, vendida em versões com cilindrada entre 125 e 150 centímetros cúbicos e preços de R$ 7.190 a R$ 9,3 mil. Em 2013, a Bros foi a quarta moto mais vendida da Honda e do Brasil, com 197,7 mil unidades emplacadas, somadas as duas motorizações.

“Esperamos vender entre 3 mil e 3,5 mil Crosser por mês”, diz o diretor-presidente da Yamaha do Brasil, Shigeo Hayakawa. A empresa é a vice-líder de mercado no País e fechou o ano passado com 10,9% do mercado, mas começou 2014 com 12,7% como resultado da boa aceitação da novata 150 Fazer. Essa participação vai subir ainda mais com a Crosser: “Devemos fechar 2014 com cerca de 14% de market share”, acredita Hayakawa.

Na década anterior, a Yamaha se estruturou para produzir perto de 500 mil unidades anuais em Manaus (AM). Em 2008, segundo melhor ano para as motos no Brasil, a empresa produziu 328,5 mil. Em 2013, montou apenas 185,2 mil. Dessa forma, tem capacidade instalada mais que suficiente para suprir a rede durante o ano com os novos produtos: “Podemos montar até 4,5 mil unidades por mês da Crosser sem prejudicar a produção de outras motos”, diz Hayakawa.

Com a YS 150 Fazer, a XTZ 150 Crosser e os desdobramentos que elas podem gerar no restante da linha, a fabricante espera recuperar terreno. Em Manaus, a Yamaha produz suas motocicletas em três linhas. Uma delas fabrica os modelos de maior volume (YBR 125 Factor e as novas motos de 150 cc). Outra linha monta modelos de 250 cc, a Crypton T115 e a veterana XTZ 125. Na terceira são feitas as motocicletas de alta cilindrada.

Segundo o diretor de marketing Márcio Hegenberg a Crosser 150 resultará em simplificação da linha XTZ 125, hoje com três versões. A motocicleta é fabricada desde 2002 e tem opções para uso misto ou só asfalto, mas passou por mudanças relativamente pequenas nestes 12 anos. Chegou a mais de 43 mil unidades montadas em 2008, mas essa produção encolheu para 7,7 mil em 2013.

Assim, existe a possibilidade de a Crosser receber mais adiante um motor de 125 cc e substituir a XTZ 125. “Neste primeiro momento precisávamos lançar as novas motos de 150 cc (Fazer e Crosser). De agora em diante vamos observar o comportamento do mercado”, diz Hegenberg. Hayakawa também pensa assim e admite a possibilidade do motor menor como opção futura para a Crosser.

À ALTURA DA CONCORRENTE

Yamaha Yamaha 150 Crosser chega em abril nas cores laranja, branca e cinza-grafite. Motor de 150 cc produz até 12,4 cv com etanol e leva a moto a 100,1 km/h. Painel tem conta-giros, indicador de marcha engatada, marcador de combustível e hodômetros totalizador e parcial (fotos: divulgação/Mário Curcio)

Quem já pilotou motos urbanas ou com estilo trail vai gostar da Yamaha 150 Crosser. Pessoas com 1,70 metro ou acima disso vão se sentir mais à vontade, já que o assento tem 83,6 centímetros de altura. A moto pesa 120 quilos e tem boa agilidade em curvas. Segundo a Yamaha, o motor produz 12,2 cv com gasolina e 14,4 cv com etanol. Teria recebido desenvolvimentos específicos para a moto, mas nem mesmo o líder do projeto no Japão soube explicar claramente essas diferenças.

O fato é que ele está adequado à moto. Funciona redondinho desde as rotações mais baixas e vibra pouco em giros mais altos, próximos a 8 mil rpm. O test ride foi feito num kartódromo, o que impediu um julgamento sobre o comportamento das suspensões. Também não deu para conhecer o desempenho geral em trânsito pesado e vias expressas. Segundo a Yamaha, a Crosser atingiu 100,1 km/h de velocidade máxima quando abastecida com etanol, ante 97,6 km/h da Honda NXR 150 Bros. Com gasolina, os números obtidos foram de 98,8 (Crosser) e 96,8 km/h (Bros).

Automotive Business avaliou a Crosser com freio dianteiro a tambor e a disco. A primeira não decepciona quem anda mais tranquilo, mas não oferece a mesma segurança em uma frenagem de emergência. Segundo a Yamaha, em muitas regiões do Brasil os compradores preferem o tambor pela facilidade e baixo custo de manutenção.

Tanto o câmbio de cinco marchas como a relação final de transmissão (coroa e pinhão) são iguais aos da 150 Fazer

A Yamaha não informa o consumo da Crosser, mas é possível estimar uma autonomia superior a 400 quilômetros em circunstâncias favoráveis como abastecimento com gasolina, velocidade constante de 90 km/h e ausência de garupa. O tanque da Crosser tem 12 litros.

REDE TERÁ ACESSÓRIOS E PEÇAS Y-TEC EM MAIO

A Yamaha já trabalha para entregar aos concessionários as peças de reposição Y-Tec, originais, mas com preço mais acessível, e uma linha de acessórios. Tudo isso deve estar à venda no mês seguinte à chegada da Crosser. Entre os itens Y-Tec estarão sapatas de freio, pastilhas e outros componentes de desgaste frequente. “Na linha de acessórios haverá bauleto, manoplas e adesivos reflexivos para rodas”, garante Márcio Hegenberg.



Tags: Yamaha, Crosser, XTZ, Honda, Bros, Suzuki, YS 150 Fazer, Shigeo Hayakawa, Márcio Hegenberg, Metzeler, Y-Tec.

Comentários

  • JEAN CARLOS CAVALCANTI

    MUITO FELIZ COM LANÇAMENTO, POIS TENHO UMA COTA DE CONSÓRCIO DA XTZ/XE 125, E ESTAVA NO AGUARDO DESSE LANÇAMENTO PARA MIGRA DE PARA ESSA COISA LINDA QUE CHEGA AO NOSSO MERCADO. PARABÉNS YAMAHA.

  • EDER

    FICOU MUITO LEGAL MESMO,TENHO UMA LANDER13/13 ÓTIMA E ACREDITO QUE A YAMAHA VAI MANTER O PADRÃO DE EXCELÊNCIA NA CROSSER TMBM.

  • Francinaldo Rego Rocha

    o sonho de ter uma lander agora vai ficar bem próximo, show parabéns a yamaha pela inovação

  • willker

    Inovador esse modelo. Mas bem que poderiam pensar em uma versao com um ´para-lama mas comprido com uma e carenagem proporcional...

  • rodrigo farlei

    acho que o motor 150 ja tem muitas ofertas no mercado talvez se tievessem lançado um motor 200 acho que daria mais imprensao .. porque e um motor que responde rapido e nao tem muito cosumo de combustivel

  • mister lennon berenhausen

    amantes da liberdade; tenho uma bros-150; mais vou comprar uma maquina dessa ; crosser 150 ed; o designer estar de primeira; muita inovaçao diferente do lançamento da nova bros da honda ; parabens yamaha; pelo lançamento demorou mais chegou em boa hora; esse designer do painel ficou demais. obs ; porque nao lançaram na cor vermelha; com prata ?as cores ficou a desejar mais a maquina estar perfeita... parabens.

  • Erik

    Então pessoal, estou louco para comprar uma dessa, passei na concessionário e fiz o test-drive, parece muito boa, acelerei e rapidinho ela chegou em 110 Km, achei que corre mais que a Fazer 150. Só achei um pouco cara, no site aparece por R$ 9.300,00 mas quando chega na loja a mulher pediu R$ 9.800,00 fora que se vai gastar uns R$ 700,00 com emplacamento e documentação, mas a Bros-150 estavam pedindo mais caro, tava passando dos 10k. Será que essa tal de crosser vai pegar ? será que não vão tirar de linha igual a XTZ 125 ?

  • Ângelo Cunha

    Parabéns, Yamaha! Foi paixão à primeira vista. Após o test-drive, decidi trocar minha Lander X pela novidade. O brasileiro estava precisando de uma boa alternativa à defasada Bros.

  • Oscar

    Ja tive uma Bros e uma Teneré, hoje fui buscar a minha CROSSER, adorei a moto, ta com acabamento requintado, dirigibilidade, vibração, conforto, pilotagem excelentes. Yamaha matou a pau !!!! Parabens ...

  • Marcelo

    Hoje fiquei conhecendo esta maquina, nem sabia que existia,passou um vendedor com uma para teste drive e resolvi testar, achei ela muito bacana, bem completa com o painel digital, conta giros, um banco anatômico,confortável tanto para o condutor quanto para o passageiro que não cai em cima do condutor, anda bem, porém devido a coroa dela ser menor do que a da Bross, ela pede marcha mais rápido do que a Bross, que tem uma coroa maior, sendo assim em trânsito pesado força o condutor a andar de primeira ou segunda, mas a gente aprende a lidar com isso, ja em rodovias ela desenvolve mais que a Bross, mas vale a pena é uma excelente moto. Além de ser mais barata que a concorrente.

  • FRANK

    acabei de comprar uma 2015...linda...realmente uma moto espetacular... melhor do que imaginei,super economica,macia e veloz. Recomendo pra quem deseja comprar uma do tipo.

  • GilmarNascimento

    Gosteida moto, lamento que com 8000 Km arrebentou o cabo de embreagem e não me deram outro, tive que pagar, tive Honda a vida toda, usei repassei adiante e não me lembro de ter trocado cabo de embreagem, sei que é uma peça de desgaste, mas não com 8000 Km

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