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Indústria | 11/02/2014 | 20h18

Autopeças terão apoio do MDIC para qualificar mão de obra

Convênios com Anfavea, Sindipeças, Sebrae e GABC permitirão aplicar cursos e consultorias

REDAÇÃO AB

O ministro do MDIC - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior -, Fernando Pimentel, assinou na terça-feira, 11, três convênios que têm como objetivo subsidiar as melhorias para o setor de autopeças, incluindo a formação e qualificação de trabalhadores: o Pronatec Plano Brasil Maior (PBM), o Arranjo Produtivo Local (APL) de Ferramentaria da região do ABC Paulista e o Acordo de Cooperação Geral MDIC-Sebrae para o Projeto de Encadeamento Produtivo da Cadeia Automotiva.

A assinatura contou com a presença do presidente da Anfavea, Luiz Moan, do Sindipeças, Paulo Butori, da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Mauro Borges, do Sebrae, Luiz Barreto, da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC (GABC), Rafael Marques, além da secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes.

Assinado em acordo de cooperação técnica com Anfavea, Sindipeças e Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC (GABC), o Pronatec Plano Brasil Maior terá como principal objetivo mapear as demandas reais de mão de obra qualificada para o setor produtivo. Estas demandas poderão ser atendidas por dois tipos de cursos ofertados pelo Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico): o primeiro é o de Formação Inicial Continuada (FIC), com carga horário mínima de 160 horas e de até 600 horas, mapeados pelo MDIC e gerido pelo próprio MDIC e Ministério da Educação (MEC).

A segunda opção refere-se aos cursos técnicos de longa duração, equivalentes ao segundo grau científico, subsequentes ou concomitantes a esse. Nesse caso, serão mapeados pelo MDIC, mas geridos pelo MEC e pelas secretarias de educação estaduais. Os cursos oferecidos serão ministrados pelas escolas do Sistema S e institutos federais e estaduais de ensino técnico. O programa visa a formação de trabalhadores para ocupação de novas vagas ou a requalificação daqueles em atividade. Todos os cursos serão gratuitos.

O APL de ferramentaria, assinado entre o MDIC e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, consiste no desenvolvimento de um programa de extensão industrial para 25 empresas de pequeno e médio portes que participam dos APLs de Ferramentaria e Autopeças da região do Grande ABC. Com o objetivo de desenvolver suas tecnologias, serão realizadas consultorias por empresas especializadas para auxiliar na implementação de melhorias de gestão de processos, de produto, testes laboratoriais, normatização entre outros. Este processo ocorrerá dentro das próprias empresas a partir de contrato a ser definido pelas companhias. Com investimento de R$ 1 milhão, a partir de recursos do MDIC e da GABC, o convênio terá vigência até outubro de 2016.

Por fim, o Acordo de Cooperação Geral MDIC-Sebrae desenvolverá o projeto Encadeamento Produtivo da Cadeia Automotiva que visa inserir as micro, pequenas e médias empresas na cadeia produtiva do setor por meio da oferta de cursos de qualificação. O orçamento do projeto será definido pelo Sebrae e em sua primeira fase, contará com a participação de nove fábricas instaladas em sete estados: BMW (Araquari/SC), Fiat (Betim/MG), Ford (Camaçari/BA), General Motors (Gravataí/RS), MAN Latin America (Resende/RJ), Nissan (Resende/RJ), PSA Peugeot Citroën (Porto Real/RJ), Renault (São José dos Pinhais/PR) e Volkswagen (São Bernardo do Campo/SP).



Tags: Autopeças, MDIC, Anfavea, Sindipeças, Sebrae, Grande ABC, Fernando Pimentel, Luiz Moan, Plano Brasil Maior, Pronatec.

Comentários

  • Aloísio Watzl

    É um avanço, porém estamos deixando de fazer algo muito mais importante para o setor de auto-peças. Seria o caso de se criar o "Inovar-Peças". Hoje temos o "Inovar-Auto" que beneficia somente as montadoras e as revendedoras de veículos automotores. Isso é muito bom, mas seria ainda muito melhor se o governo concedesse incentivo fiscal às indústrias de auto-peças que são muito mais numerosas e criam mutíssimo mais empregos no Brasil. A pergunta é: por que não criar o "Inovar-Peças"? De qualquer modo a notícia dos cursos de formação, etc. já é um avanço.

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