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Duas Rodas | 10/03/2014 | 10h13

Motonetas superam crise, apesar da falta de crédito

Segmento formado por CUBs e scooters vai melhor que o mercado como um todo

MÁRIO CURCIO, AB

Embora o mercado de duas rodas enfrente dificuldade pela restrição ao crédito, o segmento formado por motonetas (incluídos aí CUBs, scooters e ciclomotores) demonstra desempenho melhor que o do setor como um todo, como mostram os números da Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.

Em 2011, ano recorde para as duas rodas, foram emplacadas 1.940.564 unidades. Desse total, 411.912 eram motonetas. No ano seguinte, o mercado caiu 15% e teve pouco mais de 1,6 milhão de veículos de duas rodas lacrados. No caso das motonetas, o recuo foi de apenas 2,2%.

Em 2013, o volume total de emplacamentos caiu outros 7,4%, registrando 1,51 milhão de unidades, mas as motonetas atingiram recorde de 413,3 mil unidades e crescimento de 2,6% sobre o ano anterior. Entre os motivos que explicam esse bom desempenho estão o crescimento de vendas das duas primeiras colocadas do segmento (Honda Biz e Honda Pop), a ajuda dos consórcios, o lançamento de produtos e a aprovação dos scooters nas grandes cidades.

No fim de 2013, o gerente comercial da Honda, Alexandre Cury, afirmou que a fabricante de Manaus dobraria em 2014 a produção de scooters porque a empresa percebeu que esse tipo de veículo é capaz de “atenuar a ‘guerra urbana’ entre carros e motos e reduzir ‘pré-conceito’ no trânsito”. A aparência semelhante à das antigas Vespas e Lambrettas seria um dos pontos que explicam essa maior simpatia pelos scooters.

O mercado desses modelos anima a Dafra. Em 2013 ela vendeu 2,8 mil unidades do Citycom 300, o mais emplacado dos scooters de média cilindrada. Lançado em 2010, ele teve mais de 8,7 mil unidades produzidas. Sua boa aceitação motivou a empresa a trazer dois outros modelos, o Cityclass 200 e o Maxsym 400, prometidos para os próximos meses.

A Yamaha produziu entre 2004 e 2012 um modelo diferenciado, o Neo AT 115. Tinha rodas maiores do que a média (16 polegadas) e transmissão automática, como a maioria dos scooters, mas não resistiu à concorrência dentro das concessionárias com a motoneta Yamaha Crypton 115, com transmissão semiautomática de quatro velocidades e preço mais atraente. A Crypton foi o terceiro produto mais vendido da marca em 2013, com 19,1 mil unidades.

Quarta maior fabricante de Manaus, a Suzuki tem três scooters com cilindradas diferentes e que utilizam o nome Burgman: 125i, 400 e 650. O modelo de cilindrada mais baixa foi o scooter mais vendido do Brasil entre 2005 e 2009. Perdeu o trono em 2010 para o Honda Lead 110.



Tags: Motos, motocicletas, scooters, Honda, Yamaha, Suzuki, Dafra, Citycom, Neo, Crypton, Cityclass 200, Maxsym 400, Burgman, Fenabrave.

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