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18/03/2014 | 19h13

Lançamentos

Novo Kangoo tem porta lateral mais barata

Renault aposta no opcional para aumentar vendas do utilitário


PEDRO KUTNEY, AB

A Renault lançou mão de uma estratégia, digamos, “lateral” para aumentar as vendas do pequeno furgão Kangoo, que chega na próxima semana às concessionárias da marca com algumas renovações. O utilitário terá a porta lateral opcional mais barata do mercado: R$ 1 mil, contra R$ 1,6 mil no modelo 2013/14. O valor pode ser acrescentado ao preço básico de R$ 40.850.

Com isso, os estrategistas do marketing da Renault acreditam que o Kangoo com porta lateral passe a representar 80% das vendas do modelo – até agora a proporção era meio a meio, 50% com e 50% sem a opção de acesso lateral. “Esse vai ser nosso grande diferencial”, aposta Juliano Machado, gerente de marketing de veículos comerciais leves da Renault do Brasil. Ele lembra que todos os principais furgões do mercado têm essa opção, muito valorizada porque facilita e torna mais ágil as operações de carga e descarga. “A (VW) Kombi teria sido líder de sua categoria por tantos anos sem porta lateral?”, pergunta o gerente, para justificar a aposta.

A Renault ajustou os preços para concorrer de perto com os líderes da Fiat no segmento. Mesmo com a inclusão da porta lateral, por R$ 41.850 o Kangoo fica próximo do minifurgão mais vendido do mercado, o Fiorino, que custa R$ 40.380 e não tem esta opção; e fica mais barato do que o Doblò de entrada, na tabela por R$ 44.710, que com o acesso lateral encarece R$ 1,6 mil, para R$ 46.310.

Outros opcionais do Kangoo 2014/15 também foram calibrados com preços para enfrentar a concorrência. A direção hidráulica sai por R$ 2.100 e o ar-condicionado com a direção assistida custa R$ 4.700, contra R$ 2.114 e R$ 4.705, respectivamente, no Fiorino.

Com espaço de 2,8 metros cúbicos para acomodar carga, segundo a Renault o Kangoo tem a maior capacidade do segmento, podendo carregar até 800 quilos. A linha 2014/15 recebeu algumas alterações cosméticas. Por fora, a dianteira segue a nova identidade visual da marca, com a grande logomarca no centro da grade frontal, e parte dos para-choques agora são pintados na cor do veículo. No interior, mudou o tecido dos bancos. O Kangoo também foi adaptado à legislação e passa a ter airbags frontais e freios com ABS de série.

O motor continua a ser o 1.6 16V Hi-Flex, de 98,3 cv (etanol) ou 95 cv (gasolina) a 5.000 rpm e torque máximo de 15,3 kgfm a 3.750 rpm. O modelo ganhou nota “A” no selo de eficiência energética do Inmetro, com consumo urbano de 6,1 km/l com álcool e de 9 km/l com gasolina, ou 7,4 km/l e 10,9 km/l, respectivamente, na estrada.

DESEMPENHO COMERCIAL

A montadora não divulga as expectativas de desempenho comercial do Kangoo com essa nova configuração. “Nosso objetivo é continuar a crescer acima do mercado”, diz Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da Renault do Brasil. Isso já aconteceu em 2013, o melhor ano do Kangoo desde o seu lançamento no País, em 2000. Foram vendidas 5,5 mil unidades, o que representou crescimento de 4,7% em comparação com 2012, no segmento que registrou queda de 15,1%. Com isso, o Kangoo abocanhou fatia de 17,5% nas vendas de minifurgões, contra 14,2% um ano antes e apenas 3,5% em 2005.

Schmidt atribui o bom desempenho como resultado da estratégia de dar maior foco ao segmento de comerciais leves, o que incluiu a criação da rede exclusiva Renault Pro+, que já conta com 53 pontos de venda em todo o País, a maioria localizada dentro de revendas já instaladas. “Temos concessionárias fazendo os dois segmentos, atendendo pequenos clientes e negócios maiores com frotistas”, destaca o executivo.

Entre os grandes clientes conquistados para o Kangoo recentemente, destacam-se frotas de empresas como Correios, que comprou 2 mil unidades em 2013, e outras como Avianca, 5 à Sec, Nestlé, JSL e os governos estaduais de Minas Gerais e Bahia. No ano passado, 1,6 mil Kangoo foram vendidos diretamente pela Renault a frotistas, ou cerca de 30% do total, porcentual que deve ser mantido este ano, estima o gerente de marketing Juliano Machado.

Apesar do desempenho crescente dos últimos anos, as vendas do Kangoo ainda são menos da metade do líder do segmento: em 2013 foram emplacadas 12,4 mil unidades do Fiorino. “Nosso objetivo não é fazer o mesmo volume do Fiorino, que está há 30 anos no mercado e é montado sobre plataforma do Uno, de alto volume de produção. Mas ficar em segundo lugar é uma posição confortável neste momento”, avalia Machado.

O Kangoo é fabricado na Argentina, ao ritmo de 2 mil unidades/mês, incluindo versões de passageiros que deixaram de ser vendidas no Brasil. Segundo a Renault, caso a demanda pelo minifurgão aumente não seria problema produzir mais no país vizinho, onde a fábrica da marca trabalha em dois turnos atualmente, com tendência de redução de atividade devido à crise econômica que deve provocar queda nas vendas internas.

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