Automotive Business
  
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Automec: setor de autopeças cobra medidas do governo

Eventos | 01/04/2014 | 21h00

Automec: setor de autopeças cobra medidas do governo

Inspeção de segurança fica em evidência e rastreabilidade é deixada de lado

GIOVANNA RIATO E CAMILA FRANCO, AB

A quarta edição da Automec Pesados e Comerciais acontece entre 1º e 5 de abril no Anhembi, em São Paulo. A feira de negócios para o setor de reposição automotiva traz novidades de cerca de 500 marcas e espera atrair 30 mil visitantes. O número parece um pouco distante da realidade do primeiro dia da mostra, quando os corredores só ganharam um pouco mais de agitação nas últimas horas e expositores reclamavam da falta de movimento.

Os representantes das principais entidades ligadas ao aftermarket aproveitaram a abertura da Automec para cobrar um programa de renovação da frota e a regulamentação da inspeção veicular de segurança, que exigiria vistoria periódica dos veículos em circulação. “Poderíamos evitar acidentes e salvar muitas vidas caso isso fosse obrigatório”, observa Antonio Fiola, presidente do Sindirepa, o sindicato dos reparadores de veículos.

Paulo Bedran, diretor do departamento de indústrias de equipamentos de transportes do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), garantiu que o governo está preocupado em desenvolver tanto uma legislação para a inspeção veicular técnica, quanto o programa de renovação de frota de caminhões. “Nos comprometemos a reativar este debate”, assegura.

RASTREAMENTO DAS AUTOPEÇAS

O representante do governo evitou outro assunto importante para o setor de autopeças: a rastreabilidade da origem dos componentes dos veículos prevista no Inovar-Auto. Apesar de o regime automotivo ter entrado em vigor no início de 2013, este aspecto ainda não está completamente regulamentado e esclarecido.

Sem assumir compromisso com prazos ou adiantar detalhes do processo, Bedran garantiu que a legislação será publicada em breve. “Temos muita urgência em resolver isso.” Uma fonte ligada ao setor de autopeças indica que o assunto parece ter ficado morno, sem sinalização de uma resolução efetiva tão cedo.

Bedran revelou ainda que o governo está receoso sobre a criação de desonerações fiscais para a importação de algumas autopeças e componentes que não têm produção local. A questão tem sido levantada por montadoras, que afirmam que a cadeia produtiva brasileira é deficiente em alguns pontos, como na produção de sistemas eletrônicos cada vez mais presentes nos carros.

“Se fizermos isso será para alguns componentes e não para conjuntos. Estaria condicionado à produção local dos sistemas e relacionado a uma lista de itens que poderiam ser trazidos de fora. Queremos romper com a importação de conjuntos”, esclarece. Ele aponta que, caso a desoneração para alguns componentes seja aprovada, o foco estaria em autopeças de alto valor tecnológico que não tivessem escala de produção no Brasil. “Nossa prioridade é avaliar a criação de uma política para incentivar a produção de componentes que não temos aqui."

EXPECTATIVAS CONTIDAS

Algumas empresas evitaram traçar perspectivas para o mercado no primeiro dia da Automec. “Temos incerteza grande para este ano”, aponta Fábio Fraga, gerente de vendas de peças de reposição da Eaton. Ele acredita que o cenário nebuloso é consequência muito mais da insegurança acerca do consumo no País do que de fatos já concretizados, já que a empresa registrou crescimento no primeiro trimestre do ano.

Já a AutoLinea divulgou projeção mais segura. A companhia está apostando na montagem de motores para máquinas de construção. São duas linhas, uma com propulsores de 130 a 230 cv, e a outra de 280 a 380 cv. Segundo Walter Lopes, gerente de vendas, o único negócio fechado até agora foi com a empresa Emmek-X, fabricante de máquinas de construção de Goiania (GO).

Com expectativas positivas para o segmento agrícola, a empresa espera faturar de 30% a 40% a mais em 2014, mas não revela valores. “O nosso faturamento deve crescer consideravelmente. Antes, fornecíamos apenas um bloco de R$ 3 mil. Agora entregaremos um motor que custa em torno de R$ 30 mil. Temos bons parceiros para isso, como Mahle, Bosch, Master Power, entre outros.”

Além do segmento agrícola, uma tendência apontada pelas expositoras da Automec foi a aposta em peças e componentes remanufaturados. Eaton, BorgWarner e Mercedes-Benz investem no segmento. A Eaton, veterana no assunto, garante ter alcançado bons resultados. “Não é algo novo para nós, mas é um segmento crescente no mercado nacional”, aponta Fraga.



Tags: Automec Pesados, autopeças, aftermarket, reposição, autopeças, caminhões, ônibus.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência