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Indústria | 07/04/2014 | 18h27

JAC: chineses aumentam capital na Bahia

Em vez de Sérgio Habib, serão eles a injetar 66% do dinheiro na fábrica de Camaçari

MÁRIO CURCIO, AB

Pela segunda vez, a fabricante chinesa JAC Motors aumentou sua participação na fábrica que vem construindo com o empresário Sérgio Habib, do Grupo SHC, no Polo Industrial de Camaçari (BA). Dos 20% iniciais, a fabricante já havia elevado o capital para 34% e agora passou a 66%.

“A mudança foi necessária porque eu estava tendo dificuldade de obter financiamento, pelos custos elevados de maquinários que, se comprados aqui, teriam de ter maior conteúdo local e valores mais altos”, explica Habib. O investimento total previsto se mantém em R$ 1 bilhão, com capacidade anual de 100 mil carros.

“Os chineses podem comprar esses equipamentos onde for melhor, seja da própria China ou da Coreia do Sul, por exemplo. É uma forma de acelerar o miolo da fábrica”, diz Habib. Ficou claro, então, que a mudança da inauguração do fim de 2014 para “meados de 2015” (leia aqui) não ocorreu apenas pelo atraso no licenciamento ambiental e período de chuvas, mas também por falta de dinheiro para tocá-la pelos planos iniciais.

Sérgio Habib garante que a mudança não afeta sua capacidade de pleitear e obter mudanças e adequações aos carros que vêm da China: “De qualquer maneira, eu cuidaria da parte comercial desde o início”, diz. O projeto do primeiro carro que sairá da linha de montagem de Camaçari já está pronto. Foi desenhado para o mercado brasileiro a partir da plataforma do J3. Um dos motores definidos é um 1.0 flex de três cilindros.

MERCADO ATUAL E PRÓXIMOS LANÇAMENTOS

Como ocorreu com outras empresas dependentes de carros importados, as vendas da JAC caíram. A companhia perdeu dez concessionárias em um ano. Em abril de 2013 havia 70, número revisado para 60 durante o lançamento da linha J3 equipada com motores 1.5 Jet Flex (veja aqui).

Os emplacamentos da JAC tiveram uma queda importante. No primeiro trimestre a empresa vendeu 2,7 mil unidades, 36,5% a menos que no mesmo período do ano passado. Até o fim do ano a futura fabricante terá novos modelos para atrair de volta os consumidores à rede.

“Em três meses começam a chegar as versões flex do J2 e da minivan J6. Depois virá o utilitário esportivo T6”, afirma Habib. Não há previsão de lançamento do motor bicombustível no sedã médio J5, apesar de seu propulsor 1.5 a gasolina ter dado origem ao Jet Flex dos novos J3. O motivo seria a falta de cota suficiente para aumentar o volume desse modelo.

A empresa pode trazer por ano apenas 4,8 mil carros livres dos 30 pontos extras de IPI, cobrados sobre veículos importados provenientes de fora do Mercosul e México, com os quais o Brasil tem acordos de livre comércio.



Tags: JAC Motors, Sérgio Habib, SHC, Jet Flex, J3, J5, J6, T6.

Comentários

  • joacir severo

    Não vai dar certo: muitas reclamações, veículos com problemas de qualidade, recusa por parte do consumidor que, dispõe de outras opções competitivas, além da absurda depreciação dos modelos no mercado de usados. No ano de 2013, uma amiga comprou um J3 modelo 2014, por 38.000,00. Há cinco meses, tenta vender o carro, por qualquer valor maior que 27.000,00 E, não consegue.

  • Wedson Furtado

    Confio na Jac Motors e agora estou mais confiante ainda. pois a Jac precisa é de propaganda para alavancar as vendas, os carros são bons e oferece um excelente custo beneficio, quanto a venda de usados independente da marca está muito difícil de vende-los. Eu tinha uma Zafira e comprei uma J6 e coloquei minha Zafira a venda em dezembro e consegui vender a uma garagem no mês passado e a garagem ainda não vendeu. Mas confesso que estou satisfeito com a J6 e indicaria para qualquer pessoa o carro.

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