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Meio Ambiente | 10/04/2014 | 18h15

Com metas de eficiência, emissões podem cair mesmo com frota maior

Conclusão é de estudo da Coppe/UFRJ encomendado pelo Greenpeace

REDAÇÃO AB

Caso o Brasil imponha metas de eficiência energética equivalentes às europeias para os veículos vendidos localmente, as emissões de gases do efeito estufa podem cair substancialmente mesmo se a frota crescer. Essa é a conclusão de estudo feito pelo Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) por encomenda do Greenpeace.

O levantamento aponta que, se o número de carros em circulação no País dobrar até 2030 e a legislação local for tão rigorosa quanto a europeia, as emissões tendem a diminuir 10% na comparação com o registrado em 2010. Ao divulgar o estudo, o Greenpeace enfatiza a necessidade de o País adotar legislação ambiental mais rigorosa para os veículos. “É hora de as montadoras que operam no Brasil assumirem a responsabilidade pelo impacto que têm no clima e serem coerentes ao adotar padrões similares aos que elas já têm lá fora”, apontou Iran Magno, coordenador da campanha de clima e energia da ONG, em comunicado.

Os cálculos da Coppe/UFRJ mostram que, caso a indústria siga a meta do Inovar-Auto de aumentar a eficiência energética dos motores em 12% até 2017, as emissões veiculares em 2030 seriam de 88 megatoneladas de CO2 equivalente. No entanto, se o País for mais ousado e adotar a mesma legislação definida pela União Europeia – de 1,22 MJ/km até 2021– entre 2010 e 2030 o Brasil deixaria de emitir quase duas vezes o que foi lançado na atmosfera pelos veículos leves em 2012.

A entidade enfatiza que as emissões nacionais do setor de transporte cresceram substancialmente nos últimos anos. Dados do Observatório do Clima apontam que houve aumento de 143% entre 1990 e 2012.



Tags: eficiência energética, meio ambiente, sustentabilidade, Greenpeace.

Comentários

  • Roberto Seabra da Costa

    É difícil acreditar nesses resustados "otimistas". Existe uma lenta alteração do mix da frota de veículos, muitos carros e caminhões são usados por anos a fio antes de serem encostados e pararem de poluir. Os sistemas de avaliação da poluição de veículos e caminhões têm se mostrado com muitas interrupções na sua operação e pouquíssimas cidades dispõe desse serviço. A tendência de tráfego nas grandes cidades é que os motoristas e seus carros passem mais tempo indo de um lugar ao outro. Os congestionamentos piorarão. Alguém duvida disso? O poder público não tem tido a capacidade de bem atender, tanto na oferta de transporte público (menos poluente por passageiro transportado) e nem em vias que desafoguem o trânsito dos automóveis ou caminhões com seus um ou dois passageiros. O Greenpeace que analise com muito cuidado esses fatores e outros importantes nessa equação de tendência de poluição. Abraços,

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