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AB | 29/04/2014 | 20h30

Pesquisa eletrônica enriquece debates no V Fórum da Indústria Automobilística

Ferramenta permitiu diálogo entre palestrantes e plateia em tempo real

REDAÇÃO AB

O V Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 28, no Golden Hall do WTC, em São Paulo, contou com a participação de mais de 800 executivos de empresas ligadas ao setor. Considerando palestrantes e outros convidados, este número sobe para 930 pessoas. Os presentes puderam participar de pesquisas eletrônicas realizadas durante alguns painéis, dando sua opinião a partir de experiência vivenciada em suas companhias. Os resultados, apresentados em tempo real, incrementaram os debates e deram aos palestrantes retornos concretos sobre os temas propostos.

No painel “A nova equação para as autopeças serem competitivas”, conduzido pelo diretor e editor Paulo Braga, os participantes responderam a questões pertinentes ao setor após a apresentação de Letícia Costa, diretora da Prada Assessoria, e de Paulo Butori, presidente do Sindipeças. A pergunta “Por que a indústria de autopeças não é competitiva?” teve resposta contundente: entre as seis opções de respostas, 50,4% disseram que o problema está no excesso de tributos, enquanto 32% apontaram a baixa produtividade como o segundo maior entrave da cadeia.

Sobre o Inovar-Auto, 51,5% dos participantes, a maioria de representantes de empresas fornecedoras de peças, componentes e serviços ao setor automotivo, acreditam que o regime beneficia montadoras e autopeças, enquanto 37,6% apostam que o programa traz vantagens apenas para montadoras. Uma parcela bem menor, de 7,6%, respondeu que não traz benefícios para autopeças nem para montadoras.

A pesquisa mostrou que 41,6% das empresas presentes não conseguiram interpretar totalmente os decretos e portarias do Inovar-Auto. Outros 30,2% responderam que compreendem e aplicam as regras do programa. 15,3% reportaram depender de consultoria externa para avaliar o regime automotivo, enquanto 12,9% disseram ainda não ter se interessado pela nova legislação.

Sobre rastreabilidade, 62% afirmaram que é complexa, mas indispensável para o setor de autopeças, 17,4% concordaram que não é complexa, mas exige tempo. Os que responderam "a rastreabilidade é complexa e inviável" somaram 12,1%, enquanto que 8,5% disseram não é complexa e pode ser implantada já.

PESOS-PESADOS: CRESCIMENTO COM CONCORRÊNCIA EXTRA

No painel entre os representantes das principais fabricantes de caminhões do País, a pesquisa eletrônica também foi ferramenta para aquecer o debate. Liderado pela editora assistente Giovanna Riato e pela repórter Camila Franco, as respostas serviram de base para compor o conteúdo do encontro, que contou com a presença de Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco, Bernardo Fedalto, diretor de vendas de caminhões da Volvo, Eronildo Santos, diretor de vendas de veículos da Scania, Gilson Mansur, diretor de vendas e marketing de caminhões da Mercedes-Benz, Guy Rodriguez, diretor de operações da Ford Caminhões e Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America.

As condições do Finame PSI foram apontadas por 49,9% da plateia como o fator que mais influenciará o setor de caminhões, seguido pelo programa de renovação de frota, lembrado por 40,8% dos votantes. Com relação ao Finame PSI, linha de financiamento para bens de capital do BNDES, cuja taxa está fixada em 6% para todo o ano de 2014, mais da metade dos participantes, 61,8%, disseram que poderia ter novas condições para incentivar as vendas, enquanto 21,1% afirmaram que é ineficiente, já que autônomos têm dificuldade de acesso. 15,7% apontaram que o Finame está com taxas e condições adequadas.

Sobre as perspectivas para o mercado de caminhões a longo prazo, a maioria esmagadora aposta em continuidade de crescimento: 55,4% responderam que crescerá em ritmo menor, afetado pela infraestrutura do País, e 32,7% acredita também que continuará em expansão, já que o Brasil depende do modal.

LOCALIZAR OU IMPORTAR: A CADEIA DE SUPRIMENTOS EM XEQUE

No painel com os executivos de compras das quatro líderes do mercado doméstico a pesquisa eletrônica serviu de termômetro para avaliar as intenções das fabricantes e a realidade das fornecedoras. Conduzido pelo editor Pedro Kutney e pela repórter Sueli Reis, o debate contou com Edvaldo Picolo, gerente executivo de compras da Volkswagen, João Pimentel, diretor de compras da Ford, Osias Galantine, diretor de compras da Fiat Chrysler e Patrícia Libretti, diretora de compras produtivas da General Motors.

A primeira avaliação referiu-se ao Inovar-Auto, se após o primeiro ano de programa as montadoras estão comprando mais componentes de fornecedores nacionais: 58,5% disseram que os volumes continuaram os mesmos, 22,9% apontaram que os volumes cresceram enquanto 18,6% afirmaram que esses volumes caíram no último ano.

Contudo, 90,1% desses fornecedores esperam que até 2017 as montadoras comprem mais conteúdo local, ao mesmo tempo em que apenas 8,4% mantenham o mesmo volume.

Para ver os resultados da pesquisa completa, clique aqui. Para ver a cobertura especial do evento, clique aqui.



Tags: Fórum da Indústria Automobilística, pesquisa, autopeças, caminhões, compras.

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