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Mercado | 06/05/2014 | 19h56

VW cai, GM sobe, Fiat amplia vantagem

Das 10 marcas mais vendidas, só 3 crescem no quadrimestre

PEDRO KUTNEY, AB

A recessão do mercado no primeiro quadrimestre do ano foi mais sentida por alguns fabricantes do que outros. Das 10 marcas de veículos leves mais vendidas do País, apenas três registraram crescimento dos emplacamentos. E das sete que tiveram quedas, cinco foram porcentuais maiores do que a média geral de retração, de 4,5% no segmento de automóveis e comerciais leves de janeiro a abril em comparação com o mesmo período de 2013.

No topo do ranking, onde os três maiores fabricantes detêm 57% do mercado nacional, aconteceu a mudança mais significativa: a Volkswagen foi atingida em cheio pelo recuo das vendas e foi a montadora que mais perdeu terreno. Os emplacamentos mergulharam 15,3% nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado, foi o maior tombo entre as grandes, e a marca cedeu 2,2 pontos porcentuais de participação, para 17,3%. A explicação para desempenho tão ruim está provavelmente na alteração de portfólio, com a saída de cena da Kombi e Gol G4, que juntos geram impacto negativo em torno de 25 mil unidades a menos, e a estreia um tanto atrasada do Up!, que era para ter sido lançado ainda no fim de 2013 mas só chegou em fevereiro – e com preços um tanto salgados nas versões mais completas.

Com isso, a Volkswagen deslizou do segundo para o terceiro lugar no ranking, perdendo a posição que ocupava para a General Motors. Mas a GM não tomou participação de ninguém, apenas manteve a sua fatia de 17,7%, porcentual praticamente idêntico ao do primeiro quadrimestre de 2013. Suas vendas recuaram 4,7% no período, quase em linha com a variação negativa média do mercado (4,5%). O portfólio inteiramente renovado desde o ano passado ajudou a marca Chevrolet a se manter sem grandes sobressaltos, com boa ajuda do Onix, hoje o carro mais vendido do País no varejo das concessionárias.

A Fiat também amargou queda de vendas maior que a média do mercado, com tombo de 5,4% no quadrimestre, mas apesar disso conseguiu manter quase inalterada sua participação, de 22,3% no período, em leve recuo de 0,2 ponto sobre o ano passado. Foi a única marca que conseguiu market share acima de 20%, o que garantiu uma liderança folgada, com mais de 48 mil unidades de dianteira sobre a segunda colocada.

Como nem Fiat e nem GM tomaram terreno, apenas mantiveram, isso significa que a Volkswagen perdeu participação para quem vem de baixo. E não foi para a Ford, que também apenas se segurou na quarta posição, com linha de produtos modernizada que levou a pequeno ganho de 0,27 ponto, para fatia de 9,2% do mercado, mas queda nas vendas de 1,6% em relação aos primeiros quatro meses de 2013 – ainda assim, menos do que o recuo médio.

GANHOS NA INTERMEDIÁRIA

Estão na ala intermediária da tabela do ranking, nas quinta, sexta e sétima posição, as marcas que mais ganharam mercado no início de 2014 em meio ao recuo geral das vendas – e foram as únicas três que tiveram desempenho positivo em relação ao ano passado até agora. Quem mais avançou foi a Renault, que recuperou sua quinta colocação com expansão de quase um ponto porcentual (0,94) em seu market share, para 6,72%. Os emplacamentos da francesa cresceram impressionantes 10,9% no quadrimestre, o que se explica pela base de comparação baixa – no começo de 2013 a montadora paralisou a produção para obras de ampliação na fábrica de São José dos Pinhais (PR), o que prejudicou o desempenho. A retomada veio com a renovação do Logan e boa aceitação do Sandero e Duster.

A segunda marca que mais conquistou terreno do primeiro terço do ano foi a Hyundai, que apesar de ter descido da quinta para a sexta posição do ranking, ganhou 0,83 ponto de participação, para 6,67%, ficando encostada na Renault. As vendas da coreana avançaram quase 9% no período, alavancadas principalmente pelo crescimento da produção da linha HB20 na fábrica de Piracicaba (SP), que passou a trabalhar em três turnos para atender à forte demanda pelos modelos de sua família brasileira de produtos.

Logo abaixo, em sétimo lugar, a Toyota se inclui entre as únicas três que conseguiram crescer este ano no ranking das 10 mais vendidas. As vendas avançaram 3,3% e seu market share subiu 0,38 ponto, para 5%. Apesar de o Etios não ter encontrado tão boa aceitação quanto outros carros da mesma categoria lançados nos últimos anos (caso do HB20), foi suficiente para incluir a montadora no rol dos hatches compactos que representam mais de 70% do mercado brasileiro. Também ajudou o recente lançamento do novo Corola.

Os números se tornam vermelhos outra vez na parte de baixo da tabela. A Honda, em fase de renovação de seu modelo compacto, o Fit, conseguiu se manter na oitava posição com as boas vendas do Civic. Os emplacamentos da marca decresceram quase 1%, bem menos do que a média do mercado, ficando com fatia de 3,8% do mercado no último quadrimestre, porcentual apenas 0,37 ponto menor do que o registrado no mesmo período de 2013.

Com menos de 2% do mercada cada uma, Citroën e Nissan trocaram suas posições no pé do ranking. A marca francesa subiu da décima para a nona posição, com queda de 7,7% nas vendas e participação estável, de 1,95% no quadrimestre. Já a Nissan caiu da nona para a décima com expressivo recuo de 20% nas vendas, mas permaneceu com seu market share quase estável, perdendo apenas 0,37 ponto, para 1,91%. Apesar desse recultado, as perspectivas para a japonesa são bem melhores, com a recente inauguração de sua fábrica em Resende (RJ) e o lançamento ainda este mês do New March nacional – por coincidência, fabricado bem ao lado de onde são feitos os Citroën brasileiros, na vizinha Porto Real (RJ).

Ranking



Tags: Mercado, vendas, emplacamentos, ranking, marcas mais vendidas.

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