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Transportes | 21/05/2014 | 16h50

Pneu Continental vence Michelin em teste de consumo

O primeiro gerou 4,6% mais economia na utilização de diesel

MÁRIO CURCIO, AB | De Tatuí (SP)

Em um teste comparativo batizado Duelo de Gigantes, a Continental mostrou vantagem de 4,6% em economia de combustível no confronto de seus pneus como outros fabricados pela Michelin. Num percurso de cerca de 20 quilômetros, um caminhão Volvo FH 460 com câmbio automatizado rodou a 60 km/h constantes com um jogo de pneus Continental, fazendo média de 2,28 km/l com um litro de diesel.

Em seguida, o mesmo veículo recebeu componentes Michelin e repetiu o percurso, chegando a 2,18 km/l. Supondo que esse caminhão rode 120 mil km por ano, poupará R$ 6.322,86 em 12 meses, considerando o preço do diesel a R$ 2,57. Se a frota tiver 50 veículos, haverá uma economia superior a R$ 316 mil, suficientes para a compra mais de 230 pneus novos.

A Continental fez ensaios na Alemanha com o pneu que fabrica no Brasil e também com os de outras marcas com presença local: Michelin, Pirelli, Bridgestone e Goodyear. “Escolhemos o Michelin para o confronto porque ele foi o mais econômico depois do nosso e também por essa imagem (de economia de combustível) que eles transmitem ao mercado”, afirma o diretor superintendente da Continental para o Mercosul, Renato Sarzano.

“Classificamos o mercado de pneus de carga em Premium, Value e Budget. Concorremos no segmento Premium, onde também está a Michelin”, afirma o executivo. Em entrevista, Sarzano afirmou que a Continental dobrará sua capacidade de produção de pneus para caminhões e ônibus na planta baiana de Camaçari (veja aqui). Segundo o executivo, a empresa tem hoje 6% desse mercado e quer chegar a 9% até o fim de 2017.

PNEUS CONFRONTADOS E CONDIÇÕES DO TESTE
Duelo
Tubos graduados eram completados com diesel antes de cada sessão de teste. Na primeira rodaram com Continental e depois com os Michelin (fotos: Mário Curcio)

Para realizar a avaliação, a Continental levou a um campo de provas dois caminhões Volvo FH 460 6x2. É importante dizer que o teste não confrontava um caminhão contra o outro. Um deles (veículo de controle) rodava sempre com pneus Continental e servia para captar variações causadas por vento ou mudança de condições climáticas, por exemplo. Seus resultados ajudaram a compor as médias aferidas pelo outro caminhão.

Este segundo veículo foi o que rodou com as duas marcas. Na primeira bateria de testes, calçou pneus Continental. Os dois dianteiros e os 12 da carreta eram do modelo HSR2 SA. Os oito utilizados nos eixos traseiros do cavalo eram HDR2.

Na segunda bateria, recebeu pneus Michelin. Os dianteiros e os da carreta eram Multiway XZE. Nos eixos traseiros do cavalo estavam os XDE 2+. A medida utilizada em ambas as marcas foi 295/80 R22.5.

Para aferir o consumo, os veículos foram equipados com buretas, cilindros transparentes e graduados abastecidos com diesel antes de cada sessão de testes. A pressão utilizada em todos foi de 120 libras/pol².



Tags: Duelo de Gigantes, Michelin, Continental, Renato Sarzano, Volvo FH 460.

Comentários

  • Gilmara

    O resultado do teste realizado é ótimo! Mostra que no momento de decidirmos qual pneu comprar devemos procurar o melhor custo & benefício do produto. Este pneu Continental proporciona uma grande economia em combustível.

  • Arnaldo Genshi

    Agora sim o Brasil começa a entrar no 1º mundo, esses testes já são realizados há muito tempo nas frotas da europa e EUA, lá sim o controle é feito na "unha", nos mínimos detalhes. Afinal, de que adianta o pneu rodar 30% a mais que outro quando o custo do combustível (diesel) equivale a 50-60% do custo operacional de uma transportadora ? A mensuração da economia de combustível sim é um fator preponderante, pois se a economia ficar numa margem de 3 a 4% isso significa que tal economia irá gerar e sustentar a aquisição de todos os pneus que utilizo durante o ano. Parabéns à Continental que em pouco tempo no Brasil já nos dá oportunidade de "matar a cobra e mostrar o pau", ao contrário de outros que vivem falando sobre menor resistência ao rolamento, mas não demonstram nada na prática e cobram por um pneu apenas a marca e onde nunca houve pagamento de garantias ou defeitos de produtos. Abre o olho Michelin !

  • Marcos

    Interessante a matéria e o teste. Mas segue meu comentário, tenho uma frota de caminhões onde alguns estão montados com pneus Continental e outros com pneus nacionais de outras marcas rodando no mesmo trajeto e o consumo de todos os caminhões é parecido, não consigo este resultado do teste.

  • joao

    Uma coisa e teste em uma pista de teste, outra e um teste de rodagem em estradas Brasileira, cheias de buracos, o correto seria fazer o teste em estradas e ver consumo, segurança e durabilidade dos produtos, km rodado x desgaste do pneu.

  • Tiago de Oliveira

    Isso é Pneu.

  • marcos

    PARA RODAR 120.OOO KM A CONTINENTAL VAI PRECISAR DE 2 JOGOS DE PNEUS, ENQUANTO O MICHELIN RODA 160.000 COM APENAS 1 JOGO DE PNEUS, E DEPOIS VOCE RECAPA O MICHELIN 2 X E O CONTINENTAL 1 RECAP E NA METADE DA BORRACHA A CARCAÇA PIFA. ESTE TESTE QUE FOI FEITO NAO TEM PARAMETRO ALGUM PARA ECONOMIA DA SUA FROTA.

  • carlos

    Bom meu gosto pela continetal e sentimental, quando era criança uns 12 anos fui a assunçao e vi uma mercedes coisa mais linda novinha e reparei nas rodas e vi o pneu continental nelas, e sempre compro pneus continental

  • Victor

    Se dúvidas, o melhor custo por km do mercado

  • Noel Alcatrão

    Prezados Senhores: Gostaria que mencionassem outras tantas importantes informações para a composição de "quase realidade física de desgaste". Segue sugestão: Qual foi o peso de arraste ou de carga nesse teste? Foi usado semi reboque com carga? ... seria ideal com peso de balança para configurar seu desgaste de atrito e arraste! Qual as condições da malha viária e do asfalto? Qual a temperatura dessa superfície? Obs: Esses testes teriam que ser superiores a distância de 150 km para fase inicial. Quaisquer esclarecimentos me encontro a diposição! Noel Alcatrão. "Especialista em Projetos Logísticos Administrativos e Operacionais"

  • Jônatas JR

    A informação de Marcos é correta! Quando eu era engenheiro de manutenção, inclusive da frota da empresa, haviam 25 anos, a Michelin já estava no mercado. Calcei uma Scania Wabis 112H e um Mercedez Bens 1929, ambos de três eixos, com Michelin 1100/22 da direção ao cavalo. Rodou 60% a mais que os concorrentes e eu ainda recapeei 03 vezes...O preço era alto mas o custo benefício era disparado, superior. E muito.....Não conheço o pneu Continental mas o Michelin, conheço muito bem. Meu Honda com pneu calibrado de oito em oito dias, segundo orientação da Michelin, rodou 90.000 Km....O Revendedor só acreditou porque foi ele quem me vendeu e tinha a quilometragem anotada em meu cadastro.

  • LuizCarlos Dario

    Usavao Michelin no Peugeot e no Fiat, mudei para o Continental, e notei que os ruidos dos pneus nos dois carros diminuíram .

  • JoãoRodrigues

    Olá.Sou de Portugal e sou controlador de pneus uma frota com 400 camiões, e pelos os testes que já fiz ,o pneu continental economiza 2lts de combustível em relação a qualquer outra marca de pneus. O pneu Michelin da mesma gama é mais leve 2kg mas em contra partida tem menos 2mm de piso. O pneu Bridgestone é mais leve 2.5kg e também tem menos 2.5mm.A kilometraje do pneu continental na minha frota é mais 30% em relação há Michelin e 35%ha Bridgestone. Em relação preço e custo a continental é o melhor produto para qualquer frota.

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