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16/06/2014 | 18h10

Mercado

Vendas apontam tombo expressivo em 2014

Queda acumulada no primeiro semestre pode chegar a 9%


PEDRO KUTNEY, AB

Com base no movimento dos emplacamentos na primeira metade de junho, já é possível projetar expressivo tombo nas vendas de veículos leves. A retração do mercado, que vinha se aprofundando mês a mês e chegou a 5% entre janeiro e maio, tende a aumentar ainda mais, com efeito de feriados e dias com poucos negócios provocados pela Copa do Mundo. A queda projetada esbarra em 9% no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013.

Segundo números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) repassados a Automotive Business pela consultoria Carcon Automotive, de 1º a 13 de junho foram emplacados no País 124,7 mil automóveis e comerciais leves. Na comparação com os mesmos 10 dias úteis de maio passado, a diferença é de apenas 0,5% a menor, mesmo com o feriado decretado em São Paulo, maior mercado do País, por causa da abertura da Copa do Mundo na quinta-feira, 12. Porém, mais três dias ociosos à frente podem provocar estragos adicionais.

O feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 19, reduz para 20 o número de dias úteis este mês, contra 21 em maio. Além disso, espera-se movimento fraco nas concessionárias pelo efeito de emenda na sexta-feira, 20, além do fim de semana ser seguido por um jogo da seleção brasileira pela Copa na segunda-feira, 23. Somando feriados, emendas e jogos do Brasil, junho teria, na prática, apenas 16 dias úteis inteiros.

“Projetamos para junho queda de 7% a 8% sobre os 278 mil veículos emplacados em maio”, avalia o consultor Julian Semple, da Carcon. Caso a pior previsão se concretize, retração de 8% ante o mês anterior, junho fecharia com 256 mil veículos leves emplacados, com expressiva redução de 15,5% na comparação com junho de 2013.

Considerando a projeção de 256 mil automóveis e comerciais leves emplacados em junho, no acumulado o primeiro semestre do ano fecharia com 1,56 milhão de unidades vendidas, o que representaria queda de 8,8% diante dos primeiros seis meses de 2013.

Comentários: 3
 

Adauri
19/06/2014 | 12h34
Precisa melhorar a qualidade e principalmente os precos dos veiculos no Brasil. Quem sabe as vendas podem aumentar...

Edgard
20/06/2014 | 18h11
A situação atual das vendas não deve ser encarada como "tombo expressivo" como sugere o titulo desta matéria e sim, uma tendência de alinhamento entre produção e vendas pois nos últimos anos buscou-se um aumento desenfreado da produção em todas as montadoras sem uma visão estratégica e realística do potencial de compra do consumidor brasileiro. O que deveria ser feito daqui para frente é a readequação da produção e amargar (sem choro) os prejuízos causados pela falta de estratégia e visão dos gestores, principalmente das grandes montadoras.

Mario
22/06/2014 | 17h03
O pior ainda esta por vir, toda cadeia de fornecedores nacionais das montadoras estão mais do que nunca com sua rentabilidade sufocada com pouca ou nenhuma possibilidade de renovar seu parque industrial o que leva a ficarem cada vez menos competitivos do que outros fornecedores localizados no Exterior. As montadoras estão matando aqueles que eles mesmos precisam e isso já vem ocorrendo ao decorrer dos anos através de um comércio selvagem onde vence o que tem maior poder.....geralmente as montadoras. Mais ou menos dia estes custos serão repassados as montadores e posteriormente ao mercado, se não pelo fornecedor atual que pode ter falido, ou pelo novo fornecedor que não se sujeitará a base de preços anterior em toda cadeia, com isso teremos automóveis mais caros e como consequência vendas cada vez menores. Infelizmente, cada vez mais, o que pesam são os lucros a qualquer custo, os anos mostrarão que sobriveverá .....os fornecedores, as montadoras ou o cliente final

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