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Mercado | 25/06/2014 | 14h29

Argentina lança programa de crédito barato para veículos nacionais

26 modelos reduziram preços para participar do Procreauto

REDAÇÃO AB

A Argentina lançou um programa de crédito para financiar, por até 60 meses – prazo até então inexistente no mercado –, 26 modelos de veículos leves produzidos no país com taxas subsidiadas pelo governo. Em anúncio feito na terça-feira, 24, a ministra da Indústria, Débora Giorgi, declarou que o Procreauto será de responsabilidade do Banco de la Nación (estatal) com 17% ao ano de taxa de juros para clientes do banco e de 19% para não clientes, com valor reduzido de entrada e uma prestação que não poderá superar em 30% a renda líquida familiar. Segundo a ministra, a medida é válida por três meses, até 24 de setembro, e para alcançar esta taxa, o Estado subsidia 4 pontos porcentuais.

“Estivemos trabalhando fortemente com as montadoras e as concessionárias e chegamos a uma lista de preços que compreende 26 modelos de oito fabricantes diferentes, que entraram nesse novo e inédito plano e que representam 28% de todos os modelos que são fabricados no país. Estamos financiando até 90% do valor do veículo, não 70% como geralmente acontece, e com um limite máximo de financiamento de até 120 mil pesos”, disse Giorgi.

Ela destacou que o programa está vinculado com a situação do setor automotivo, incluindo autopeças, e é um complemento do acordo assinado com o Brasil: “Daremos a possibilidade de recuperar a exportação, que é um dos principais motivos que leva a esta queda da produção. Com o protocolo, recuperamos o acesso ao mercado brasileiro na ordem das 100 mil unidades”.

Os dados apresentados pela ministra mostram que as exportações de veículos fabricados na Argentina caíram 28% nos primeiros cinco meses do ano na comparação com mesmo período do ano passado, ou 57 mil veículos a menos, um resultado avassalador para uma indústria 57% exportadora. Do total exportado, 86% tem o Brasil como destino.

Entretanto, a situação do mercado interno também prejudicou o desenrolar da produção. “Víamos que as políticas das montadoras, de substanciais aumentos de preços, superavam a linha do razoável para qualquer pessoa, o que provocou uma ralentização da demanda. Apareceu uma prestação que, comparada com os salários dos argentinos, converteu-se em um obstáculo para qualquer decisão de compra para os consumidores e ao mesmo tempo geraram mensagens confusas”.

Para participar do Procreauto, oito montadoras concordaram em baixar os preços dos modelos, com variação entre 3% e 13% do preço de tabela praticado até maio.

A ministra adiantou que a o trâmite para obter o crédito é simples, mas estará sujeito à análise do banco. As prestações do plano de até 60 meses poderão ser quitadas a qualquer momento, sendo que nos primeiros três anos haverá uma prestação fixa e nos dois anos seguintes a taxa a ser paga pelo residual não poderá superar a variação dos custos anteriores.

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Tags: Argentina, mercado, crédito, financiamento, Débora Giorgi.

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