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Duas Rodas | 25/07/2014 | 18h54

Motos: mercado em baixa e muitas portas fechadas

De 2012 para cá, número de concessionárias encolheu em 7,5%

MÁRIO CURCIO, AB

A retração no mercado de motos teve como consequência o fechamento de revendas. Segundo dados da Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários, em 2012 havia 1.733 revendas autorizadas, que recuaram para 1.603 em 2013 e estão atualmente em 1.587 (-7,5% em relação ao ano retrasado).

“Esses números, quando confrontados com os emplacamentos nos anos respectivos, resultam em média de 945 motos por revenda. Até o fim do ano e no próximo, outras revendas devem fechar”, afirma o consultor Francisco Trivellato, sócio da empresa Autoanálise.

Embora a líder Honda tenha aberto 46 pontos de venda desde 2012 e tenha atualmente mais de 1,3 mil deles, a Yamaha, segunda colocada, baixou as portas de 80 concessionárias e tem hoje 428 unidades. A rede Dafra se manteve em 200 unidades, mas a Suzuki, segundo fonte ligada a Automotive Business, recuou de cerca de 230 concessionárias para 170 pontos nestes dois anos (nota da redação: os números de rede fornecidos pelas fábricas podem incluir pontos de venda, o que leva a soma somente de Honda, Yamaha, Dafra e Suzuki a 2,1 unidades, total maior que as 1.587 concessionárias informadas pela Fenabrave, onde estão incluídas também revendas autorizadas Kawasaki, BMW, Triumph, Traxx e Harley-Davidson).

Segundo Trivellato, em alguns casos os fechamentos ocorreram porque as fabricantes reestruturaram sua rede. “E concessionários que tinham várias lojas também reduziram seu negócio”, diz. A Yamaha tratou por reestruturação o fechamento de 15,7% de suas revendas em dois anos.

Revendas de moto na zona sul
Showroom vazio já foi uma concessionária Suzuki, marca que perdeu bom número de revendas em dois anos. A Dafra mantém, desde 2012, 200 concessionárias. Esta, na zona sul da cidade de São Paulo, está no espaço de uma antiga unidade Sundown (fotos: Mário Curcio)

DO RECORDE DE 2011 AO PATAMAR DE 1,5 MILHÃO

Após o recorde de 2011, com 1,94 milhão de motos emplacadas no País, a restrição ao crédito derrubou as vendas para 1,64 milhão em 2012. No fim daquele ano, a taxa de aprovação de propostas chegou a menos de 15%, segundo a Abraciclo. Em 2013 a venda de motos zero-quilômetro recuou para 1,51 milhão em 2013 e a estimativa do setor para este ano é de 1,5 milhão de motos. O primeiro semestre foi 4% pior que o mesmo período de 2013, mas a média diária de emplacamentos voltou a subir nos primeiros dias após a Copa do Mundo e a taxa atual de aprovação de propostas está em cerca de 25%, o que leva a Abraciclo a prever uma queda de apenas 1% nos emplacamentos este ano. Automotive Business não conseguiu dados da Kasinski, que está com a produção parada desde 2013 e teve número relevante de concessionárias fechadas.

MOTOS GRANDES VIVEM BOM MOMENTO

A queda de vendas que afeta especialmente os modelos com cilindrada até 150 cc não se repete nas motos grandes, acima de 450 cc. Em 2012 elas eram 2,4% do total e tiveram 46,2 mil unidades emplacadas. Para 2014, a Abraciclo estima que elas cheguem a 60 mil, ocupando fatia de 4% do mercado. Atenta a esse nicho, a BMW ampliou a gama de produtos em Manaus e elevou de 29 para 36 o número de concessionárias de 2012 para cá.

Revendas
Triumph abriu 12 revendas em menos de dois anos e a Ducati tem 8 em operação.

As concessionárias Harley-Davidson tiveram alta menos expressiva no período, passando de 14 para 17. O mercado de alta cilindrada também atraiu a produção local de novas marcas e suas redes, embora pequenas, impediram uma queda ainda maior no total de pontos de vendas.

A Triumph abriu sua primeira revenda no fim de 2012 e hoje tem 12 concessionárias. A Ducati inaugurou as primeiras revendas em 2013 e tem atualmente oito pontos. E a MV Agusta, que deu início à rede no fim de 2011, mantém hoje dez concessionárias, mesmo número de 2012.



Tags: Motos, motocicletas, Honda, Yamaha, Suzuki, Triumph, Ducati, BMW, Harley-Davidson, MV Agusta, Autoanálise, Francisco Trivellato.

Comentários

  • Edward Peinado

    Mesmo com a opção de vendas por consócio o setor não consegue retornar aos voluems de vendas de três a quatro anos atrás. Edward

  • octavio

    Como consumidor e proprietário de moto vejo esta situação da seguinte forma , primeiro que para você financiar uma moto de 8 mil reais hoje , é mais difícil do que financiar uma Casa de 200 mil reais , mesmo estando com nome sem restrições e trabalhando o banco "acha" algum motivo para não liberar o financiamento ( isto eu vi acontecer com vários colegas que foram trocas suas motos ) , outros fatores que enfraquecem o mercado são os preços que estão fora da realidade e por fim a falta de segurança , altíssimo índice de roubos e furtos , tudo isso somado desanima quem quer adquirir sua motoca zero ou trocar .

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